domingo, março 20, 2011

RAPIDINHAS

Sócrates e o FMI – Sócrates diz-se indisponível para governar com o FMI, e eu começo a pensar que dentro de poucos dias Portugal vai pedir a ajuda do FMI, pedido este feito pelo mesmo Sócrates. Depois de ter ouvido o 1º dizer que não ia aumentar os impostos, que não ia cortar os vencimentos da função pública e que não teríamos mais PEC’s, e depois tudo isso ter acontecido, só posso pensar que é mais uma partida do senhor engenheiro.




Contestação – A popularidade deste governo está pelas ruas da amargura, e para o constatar basta apreciar a adesão do pessoal que está à rasca, a manifestações realizadas em duas semanas consecutivas. Estamos “quase” todos à rasca, novos, velhos, quer tenhamos emprego, estejamos desempregados, estudemos ou já estejamos reformados. Será que este governo espera que mais medidas de austeridade com que se comprometeu com Bruxelas, tenham aceitação quando apenas recaem sobre os mesmos que têm pago pela incompetência dos nossos políticos?


sábado, março 19, 2011

DIA DO PAI

Neste dia comemorado por alguns, nunca será demasiado lembrar que um pai faz sempre falta, por mais desastrado que seja, eheheh.




Comemorado desde a idade da pedra

sexta-feira, março 18, 2011

MEXER NAS REFORMAS

Os nossos parceiros europeus, o Banco Central Europeu e o governo português andam muito confusos para não dizer que andam a mentir descaradamente no caso das mexidas na idade da reforma e na redução do valor da dita reforma.

Portugal é um dos países europeus onde as pessoas se reformam mais tarde e onde as reformas são mais baixas. Eu não precisava de ver estatísticas da OCDE para o saber já que basta rondar por aí e ver a idade da maioria dos reformados europeus, e não só, que cá passam férias.

Os cortes exigidos derivam de outros factores que nada têm a ver com as idades de reforma ou com o valor das reformas em si mesmas, mas sim com o elevado número de empresas que beneficiam de isenções e com muitos contratos manhosos que há por aí. Podia também lembrar-me de algumas perdas com o investimento de dinheiros da Segurança Social em fundos que deram prejuízo, mas nem vale a pena.

Convém ainda lembrar um facto muito actual, a quem vem dizer que em Portugal há incentivos para uma saída precoce do mercado de trabalho, que é o de ter que se fazer uma escolha, entre a reforma de trabalhadores com muitos anos de contribuição para dar lugar a gente mais nova, ou continuar a manter tantos jovens desempregados.





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quarta-feira, março 16, 2011

POUSADAS DE PORTUGAL

As Pousadas de Portugal continuam no vermelho, ainda que tenham facturado mais em 2010 do que em 2009. O Grupo Pestana explora as Pousadas de Portugal que funcionam em monumentos nacionais, pelo menos grande parte delas.

O correspondente às nossas pousadas, em Espanha, são os Paradores que fornecem um serviço também de grande qualidade mas praticam preços muito inferiores, além de fazerem também muitas promoções que sabem comunicar ao público em geral, e aos frequentadores mais assíduos.

Não admira que os Paradores sejam um sucesso e tenham lucro e aceitação. Para condições idênticas de serviço e de conforto, o factor de preferência vai para os preços praticados e aí a vantagem vai para os Paradores, apesar de Espanha ter um nível de vida superior e salários também mais elevados.

O Grupo Pestana tem uma gestão para as Pousadas de Portugal semelhante à que pratica nos hotéis normais, o que perverte o conceito de pousadas históricas, e ao pretender lucros imediatos pratica preços que não são competitivos.

Este sector tem maus resultados, como muitos outros sectores nacionais, mas devia conseguir praticar preços mais baixos do que a concorrência espanhola, e conseguir lucros como acontece com os rivais. Algo vai mal nas pousadas, e não me parece que sejam os custos do trabalho, como muitas vezes nos querem fazer crer.



terça-feira, março 15, 2011

DECISÕES PERIGOSAS

O mundo atravessa uma previsível crise energética com a progressiva escassez de combustíveis fósseis. Depois do uso intensivo do carvão e agora do petróleo, acrescido da necessidade cada vez maior de energia, devido ao progresso, estamos há pelo menos duas décadas perante um problema muito real ao nível energético.

Nos últimos anos temos sido confrontados perante escolhas entre as energias limpas e renováveis, e a sempre presente energia nuclear. Esta escolha tem feito com que os esforços se tenham disperso pelas renováveis, e seguras, e pela hipótese nuclear, perigosa, mas defendida por poderosos lobbies que argumentam invariavelmente com o preço e com os avanços da ciência que teriam diminuído os riscos.

A tragédia recente no Japão veio demonstrar que o perigo do nuclear é muito real, e que teria sido mais realista apostar mais nas energias limpas e renováveis. Vem a propósito lembrar que o governo anunciou mais alterações no campo das energias alternativas e na comercialização da mesma por parte dos particulares, que juntas à falta de incentivos à sua implementação em nada contribuem para a diminuição da nossa dependência energética.

A opção nuclear, que teve alguns adeptos também em Portugal, é demasiado perigosa e basta reparar que nestes dias não ouvimos nenhum dos seus apoiantes vir falar sobre a segurança das centrais nuclares e da sua indispensabilidade, como acontecia ainda há pouco tempo.



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segunda-feira, março 14, 2011

DEMITA-SE

Perante a evidência dos factos, penso que só existe uma atitude consequente a tomar pelo 1º ministro de Portugal, que é o pedido de demissão.

A manifestação do passado sábado tornou evidente que o descontentamento é muito, tendo mesmo alastrado a uma juventude que há muito deixou de acreditar nos políticos, e que por isso não tem participado activamente na política.

O PEC 4 apresentado em Bruxelas, pela sua incongruência e desumanidade e pelo facto de não ter sido explicado aos portugueses, nem sequer discutido no local próprio, demonstra bem a desorientação deste executivo.

A falta de credibilidade do governo é bem patente também pela reacção dos mercados que não param de subir os juros da dívida portuguesa. Os portugueses também não podem confiar num 1º ministro que diz hoje uma coisa e amanhã o seu contrário, que tendo apresentado um programa dele se afasta a cada dia que passa, e que julga continuar a ter legitimidade para continuar a governar, mesmo depois de ter falhado sucessivamente sem nunca admitir os seus erros.

Perante uma situação destas, e com a crise económica instalada, José Sócrates que não sabe reunir consensos, como já o demonstrou, devia devolver o poder ao povo, demitindo-se. Sei que talvez seja pedir muito a alguém tão arrogante, mas seria o melhor serviço que ele prestaria aos país depois de mais de meia década de falhanços, ilusões e mentiras.



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By Palaciano

sexta-feira, março 11, 2011

O PACOTE DO GOVERNO

O ministro das Finanças apresentou hoje as novas medidas de austeridade 2012 2013.

O Zé já não tem pachorra para aturar este governo e os seus sucessivos PEC's, cada um pior que o anterior, pelo menos para a minha carteira.

Li todas as notícias sobre mais este PEC, e não vi nenhuma medida que cortasse os carrões de luxo dos governantes e afins, nem nenhuma redução nos inúmeros prémios e outras mordomias que por aí se praticam com dinheiros públicos.

Apetece-me dizer umas quantas asneiras, mas tenho que guardar o fôlego para amanhã.




SANDRO BOTTICELLI

Nascido em 1444 em Florença, morreu na mesma cidade em 1510

Estilo: Temas clássicos e mitológicos, figuras simbólicas, ênfase na perspectiva linear, representação da beleza divina e do amor.

Botticelli foi um pintor da Florença renascentista, cujas obras são envoltas de mistério, devido ao uso de símbolos, demonstrando ainda um forte senso de forma.

Em 1481, o Papa Sisto IV convocou-o a Roma, para criar frescos para as paredes da Capela Sistina.

Ao fim da vida, o estilo artístico e o comportamento de Botticelli alteram-se, com pinturas menores, seus temas se tornaram apocalípticos e angustiados.

Foi neste período, que se dedicou a ilustrar a Divina Comédia, obra literária de Dante Alighieri, mas a saúde precária acabou interrompendo seus projectos.

Nascimento de Vénus

O Inferno de Dante

quinta-feira, março 10, 2011

O JOGO DA MENTIRA

Começa a ser patético assistir a tentativas desesperadas e inúteis, no sentido de enganar os parceiros europeus, levando a Bruxelas um documento que não passa de uma declaração de intenções de continuar a discutir um acordo que nunca será aceite pela maioria dos portugueses.

O governo, o patronato e a UGT assinam uma declaração em que se comprometem a continuar a discutir um acordo para a competitividade e emprego, cujas linhas gerais apenas apontam para uma maior facilidade no despedimento, menores indemnizações para os despedidos ilegalmente, e maior precariedade.

A verdade pode ser muito dura, mas o desemprego já é insustentável para a segurança social, e não é facilitando os despedimentos que se inverte essa situação. As políticas económicas seguidas pelos últimos governos foi desastrosa e a factura começa a ser paga.

Bruxelas não vai engolir este “acordo”, como os mercados não engolem que este executivo consiga inverter a situação em que nos encontramos. Os discursos optimistas e os números “fabricados à pressa”, como os esgrimidos recentemente relativos a Fevereiro, não encontraram eco nos mercados, que nos penalizaram com juros cada vez maiores.

A Islândia deu-nos pistas sobre como reagir, agora temos a Irlanda a dizer que não pretende seguir as directivas do FMI e que pretende renegociar a dívida. Nós podemos aprender e temos um trunfo que é o de dizer claramente em Bruxelas que após a nossa queda, será a Espanha que estará na linha da frente perante os especuladores, e isso será o golpe final na utopia do euro.



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Sisters by Radu Carp

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terça-feira, março 08, 2011

REFLEXÃO

O país enfrenta uma tremenda crise com o desemprego dos mais altos de sempre, em Democracia, e todos os indicadores, a começar pelo investimento, indicam que durante este ano e o próximo não teremos melhorias reais. A contracção dos mercados e do investimento vão conduzir Portugal a uma recessão, da qual não sabemos quando e se vamos sair.

Um dos sustentáculos da maioria das empresas nacionais é o mercado interno, que com o desemprego e a diminuição dos salários reais, está em regressão ameaçando ainda gerar um desemprego maior.

A percentagem de trabalhadores a auferir o salário mínimo é cada vez maior, e a precariedade é galopante, mas o governo e o patronato insistem em rever mais uma vez o código laboral, que é como quem diz, retirar ainda mais direitos e aumentar a precariedade.

A discrepância entre ao salário de topo e o salário mínimo cresce cada vez mais, cortam-se os abonos de família, as bolsas de estudo, corta-se nas comparticipações de medicamentos, enquanto os impostos aumentam e a inflação dispara.

Todos sabemos quem nos tem governado, MAL, e sabemos também que a receita dos dois partidos que têm alternado no governo é idêntica, tendo conduzido Portugal ao sítio e à situação em que estamos.

É imperioso mudar. Mudar de políticos e mudar de políticas, se queremos viver num país melhor e mais justo.



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By Palaciano

domingo, março 06, 2011

PALHAÇADA

Ao que tudo o indica, e já ouvimos diversas declarações nesse sentido, o governo português pretende encenar um acordo inexistente com os parceiros sociais, para impressionar Bruxelas no próximo dia 11 de Março, no decurso de uma cimeira extraordinária da Zona Euro.

Já não é propriamente novidade para nós portugueses, muito deste faz-de-conta com que José Sócrates nos vem brindando com demasiada frequência, mas parece-me que desta vez o “truque” é demasiado forçado.

Uma nova mudança nas leis do trabalho numa altura em que o desemprego já é insuportável, em que os salários não param de se desvalorizar e em a contracção no investimento aponta claramente na direcção da recessão, não pode resolver coisa nenhuma, podendo mesmo aumentar o descontentamento popular, e fazer germinar sementes de revolta.

Nas propostas apresentadas pela ministra do Trabalho, Helena André, não consta uma simples linha na defesa dos direitos e garantias dos trabalhadores, pelo contrário, tudo o que lá consta apenas é do interesse dos empregadores. De um governo esperava-se que fosse o factor de equilíbrio entre o patronato e os sindicatos, velando pelos interesses das duas partes, mas não é isso que se vê.



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sexta-feira, março 04, 2011

POESIA

Se eu fosse um padre


Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,

não falaria em Deus nem no Pecado

muito menos no Anjo Rebelado

e os encantos das suas seduções,


não citaria santos e profetas:

nada das suas celestiais promessas

ou das suas terríveis maldições...

Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,


Rezaria seus versos, os mais belos,

desses que desde a infância me embalaram

e quem me dera que alguns fossem meus!


Porque a poesia purifica a alma

...e um belo poema ainda que de Deus se aparte

um belo poema sempre leva a Deus!


Mário Quintana



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By Palaciano

quarta-feira, março 02, 2011

JÁ NÃO BASTA?

Portugal anda há anos em crise, e os sucessivos governos para além de não conseguirem ultrapassá-la, continuam a manter intactas as mesmas receitas que são os congelamentos e cortes nos salários, aumentos sistemáticos de taxas e de impostos e cortes nas prestações sociais e de outros direitos que tanto nos custaram a alcançar.

As desculpas são sempre as mesmas, começando por se argumentar que é um fenómeno internacional, que somos um país pequeno, que o petróleo aumentou de preço, que temos baixa produtividade, etc. Os nossos iluminados governantes sabem sempre as causas, que nunca são culpa deles, e insistem na receita.

A situação tem vindo a piorar, e o assalto às carteiras dos contribuintes não tem parado, sendo neste momento totalmente asfixiante. Enquanto o esforço requerido ao factor trabalho aumentou de uma forma brutal, diminuiu a carga fiscal sobre o capital, sem explicação convincente.

Já basta! Para tudo há limites, e chegou a altura de responsabilizar aqueles que nos desgovernaram durante as últimas décadas, e a altura de manifestar clara intenção de mudança.

ABAIXO A INCOMPETÊNCIA NA GOVERNAÇÃO.



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By Palaciano

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

CULTURAS

Uma voltinha pelos arquivos e a escolha caiu sobre a Rússia, talvez porque essa não seria a escolha mais óbvia.

DANÇA


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By Palaciano

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domingo, fevereiro 27, 2011

POESIA

ANTÓNO CABRAL

SOLIDÃO

A maior parte das vezes não abre a janela:
senta-se no velho poial, como um resto de musgo,
e deixa que os olhos passem no vidro,
visitando-se mais uma vez. As coisas,


gradualmente, configuram-na, desde aquela hora,
e quem a procura, sentindo-a no fundo das águas,
não lhe pergunta pelo marido.
O relicário de pau-santo fere-lhe

a solidão de semente abolida,
já o arco de si própria.
Pudesse ao menos saber para onde irão varrer


o que ficar da sua sombra, quando vender a quinta.
Para junto dos limoeiros, sonha.
enquanto a alma escorrega, docemente.


in ANTOLOGIA DOS POEMAS DURIENSES



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sexta-feira, fevereiro 25, 2011

TEMPOS DE MUDANÇA

Os putos


Uma bola de pano, num charco

Um sorriso traquina, um chuto

Na ladeira a correr, um arco

O céu no olhar, dum puto.


Uma fisga que atira a esperança

Um pardal de calções, astuto

E a força de ser criança

Contra a força dum chui, que é bruto.


Parecem bandos de pardais à solta

Os putos, os putos

São como índios, capitães da malta

Os putos, os putos

Mas quando a tarde cai

Vai-se a revolta

Sentam-se ao colo do pai

É a ternura que volta

E ouvem-no a falar do homem novo

São os putos deste povo

A aprenderem a ser homens.


As caricas brilhando na mão

A vontade que salta ao eixo

Um puto que diz que não

Se a porrada vier não deixo


Um berlinde abafado na escola

Um pião na algibeira sem cor

Um puto que pede esmola

Porque a fome lhe abafa a dor.


José Carlos Ary dos Santos



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Diogo Salles

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

A POBREZA

Esta noite bateu-me à porta um indivíduo que à primeira vista eu não reconheci, mas que vinha apelar à minha boa vontade para o ajudar, que não tinha dinheiro para comer nem para o gás para cozinhar.

Meio aturdido, principalmente porque àquelas horas não é hábito baterem-me à porta, lá fui fixando a vista no indivíduo e verifiquei que a cara não me era estranha. Os lamentos do pobre lá continuaram, e chegaram ao seu termo com o lamento de que “já não tinha idade para isto”.

Ajuda entregue, em géneros, e lá parte o pobre com um tímido agradecimento, fugindo com o olhar. Creio que ele percebeu que eu o reconhecera, já que ele trabalhara para um vizinho meu, na construção civil, há uns bons anos.

Foi apenas mais um dos muitos trabalhadores que conheci, que sempre preferiram receber o pagamento em dinheiro, sem qualquer tipo de descontos, sem nunca pensar no futuro. Foi para o estrangeiro, recebeu bom dinheiro que enviou para a esposa e para os filhos, durante quase uma década.

A ausência e sabe-se lá o que mais, ditou o divórcio e acabou por perder a família, a casa e o carro, ficando apenas com a conta do tribunal para pagar. Não se conseguiu recompor, nem arranjou trabalho devido à idade, acabando por cair na rua.

Estes malditos tempos fazem-nos temer cada vez mais pelo nosso futuro, e pelo futuro dos nossos, porque melhoras é o que não se descortina no horizonte.

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By Palaciano

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terça-feira, fevereiro 22, 2011

O “FEELING”

O The Wall Street Journal (WSJ) escreve, citando fonte europeia, que o sentimento dominante em Bruxelas é o de que Portugal vai em breve pedir ajuda externa.

Não se pode dizer que isto é uma notícia fresca, ou sequer que é necessário ser-se especialista em economia, ou ter uma qualquer bola de cristal para se chegar a esta conclusão. Eu próprio, que nem sou nenhum especialista na matéria, disse-o aqui e apostei com amigos, ainda no ano passado, que isso iria acontecer antes de Maio deste ano.

O Governo com a sua teimosia incompreensível, foi adiando o que já se previa. A oposição também alinhou de certo modo, dizendo que o FMI era um papão.

O FMI não é flor que se cheire, mas o adiamento do pedido de ajuda resultou num aumento dos juros a que nos fomos endividando neste últimos meses, e no campo dos sacrifícios que nos vão ser impostos, vão também ser maiores do que seriam naquela altura.

Chegámos aqui porque era preciso defender o euro e a soberania nacional, mas os parceiros do euro deixaram-nos cair, e já mandam em todas as matérias ligadas à economia e finanças, apesar da ilusão que alguns ainda alimentam.

A Europa só acordará para o problema quando os especuladores atacarem um país grande como a Espanha ou a Itália, porque aí teremos a morte certa do euro, e aí teremos a Alemanha e a França verdadeiramente aflitos. Como alternativa só existe a saída do euro, que a ser feita apenas por Portugal terá efeitos desastrosos durante muito tempo.



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segunda-feira, fevereiro 21, 2011

VARA(PAU)

Armando Vara parece não ter aprendido nada com os processos em que está envolvido. Diz-se que terá utilizado influências em benefício de alguém, com benefício próprio, e está farto de se defender dizendo que é tudo um processo político.

Na semana passada terá entrado num centro de saúde em Lisboa, passou à frente dos restantes utentes e deu ordens a uma médica para lhe passar um atestado, alegando estar com pressa para apanhar um avião.

Esta situação, que a ser verdadeira como parece, mostra bem como há pessoas que abusam dum certo estatuto, conseguido através de contactos com o poder, sem o mínimo de pudor. É vergonhoso que tenha passado à frente dos outros doentes, é pior ainda ter dado ordens para que lhe fosse passado um atestado, e pior ainda foi a desculpa utilizada de ter que ir apanhar um avião.

Os primeiros sintomas desta doença, que não será exclusiva deste senhor, surgiram quando saiu da política e em vez de voltar ao lugar que desempenhava antes disso, tivesse logo sido alcandorado a um lugar de chefia sem que tivesse mostrado mérito para tal.

Não creio que alguém acredite que este infeliz caso do centro de saúde teve motivações políticas, ou que seja uma cabala montada contra Armando Vara, mas não me admira nada que a pobre médica ainda venha a ser alvo de um processo disciplinar, e o utente que se queixou venha a ser processado por danos morais.



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By Palaciano

DIVA
By Benício

sábado, fevereiro 19, 2011

CARTAZES IMPROVÁVEIS

Por brincadeira enviei este "boneco" a um amigo, em resposta ele enviou-me outros dois. Creio que nunca veremos cartazes destes colados à beira das rotundas e estradas de Portugal, mas como há lata para tudo, quem sabe se ainda teremos alguma surpresa...



quinta-feira, fevereiro 17, 2011

PAUL CÉZANNE

Paul Cézanne nasceu em 19 de Janeiro de 1839, em Aix-en-Provence. O seu pai, Louis­-Auguste Cézanne, é negociante e exportador de chapéus de feltro. A mãe, Anne-Elisabeth Honorine Aubert, é filha de um torneiro marselhês. Paul foi batizado em 22 de Fevereiro na igreja de Santa Madalena, os pais só casaram em 1844. No ano de 1852 ele freqüenta o Collêge Bourbon (hoje Licée Mignet) onde começa amizade com Jean­-Baptiste Baille e Emile Zola, cujo pai trabalha num projeto de barragem em Aix. Eles fizeram numerosas excursões nos arredores de Aix.

Por vontade do pai, em 1859, Cézanne começa contrariado, estudo de Direito na Universidade de Aix. Livre do serviço militar, dado que o pai pagava quem o substitua, recebe o segundo prêmio da Escola especial de desenho por um estudo de figura. Louis Auguste Cézanne adquire o Jas de Bouffan, perto de Aix, que é a antiga residência do governador da Provença.

Reside em Paris de Abril a Setembro de 1861. Estuda nus na Academia Suíça onde encontra Camille Pissarro. Começa, então, um retrato de Zola e não o acaba. Regressa a Aix desanimado e entra para o banco do pai e retoma os estudos na Escola de Desenho de Aix.Arranja um estúdio no Jas de Bouffan no ano de 1862. Deixa o banco e abandona a carreira jurídica. Volta para Paris em Novembro com uma pensão mensal de 125 francos.

Em 1863 trabalha regularmente na Academia Suíça onde encontra, além de Achille Empéraire e Pissarro, Renoir, Monet e Sisley. Foi reprovado na Escola das Belas-Artes já que possuía temperamento de um colorista, mas ele exagerava.

Participa, em 1863, no Salão dos Recusados com Manet, Pissarro, Jongkind, Guillaumin, Whistler, Fantin-Latour e outros. Começa então a pintar quadros demoníacos e expressivos num estilo lançado e selvagem. Faz frequentemente cópias no Louvre, em especial de telas de Delacroix.

É recusado, em 1866, no Salão, envia, por sua vez uma carta de protesto ao diretor das Belas-Artes. Trava conhecimento com Manet, que elogia as suas naturezas-mortas.Começa também os primeiros ensaios de pintura ao ar livre. Fica em Aix a partir de Agosto e faz o retrato do pai a ler um jornal.

Novamente é recusado no Salão em 1869. Conhece Hortense Fiquet, de 19 anos de idade e encadernadora de profissão.

Tenta novamente entrar no Salão, mas é recusado 1870 e 1871. Passa o tempo que dura a Guerra Franco-Alemã em l’Estaque, na companhia de Hortense. Acaba o período tumultuoso com quadros sombrios e expressivos. Volta a Paris depois da Comuna.

Nasce o seu filho Paul em 1872. Instala-se com a família em Auvers-sur-Oise, onde pinta quadros com Pissarro. Logo, em 1873 pinta na casa do doutor Gachet. Trava conhecimento com o negociante de tintas Julien Tanguy que troca material de pintura pelos seus quadros. Encontra Van Gogh na casa Tanguy.

Tem sua primeira exposição coletiva, em 1874, dos impressionistas em casa do fotógrafo Nadar. Os quadros de Cézanne fazem escândalo (A Casa do Enforcado em Auvers, Uma Olímpio Moderna). No Verão fica em Aix e a partir de Setembro, fica outra vez em Paris.

Recusado no Salão, novamente em 1875. Renoir arranja-lhe um encontro com Victor Chocquet, inspetor das alfândegas e amador de arte, que se tornará um dos seus mais fiéis colecionadores. Participa, em 1877, na terceira exposição impressionista com 16 quadros e suscita ainda uma vez mais violentas críticas.

Passa o ano de 1878 em Aix e em l’Estaque enquanto Hortense e Paul vivem em Marselha. O pai toma conhecimento da existência deles e reduz a pensão mensal. Zola ajuda-o financeiramente. E é novamente recusado no Salão.

Em 1879 é recusado no Salão. No Outono, visita Zola em Médan. Desconcertado com o luxo do amigo, Cézanne afasta-se de Zola.

Em 1885 é outra vez recusado no Salão. Decide não enviar mais obras para lá. Passa uma grande parte deste ano e do ano seguinte em Aix e nos arredores da cidade.

Ruptura com Zola após a publicação do romance L’Oeuvre que descreve a vida de um artista falhado. Casa por sua vez com Hortense Fiquet. O pai de Cézanne morre em Outubro e ele herda uma fortuna considerável.

Vive principalmente em Aix, em 1887. Pinta com Renoir no Jas de Bouffan. Apresenta três quadros na exposição Les XX em Bruxelas, isso em 1890. No Verão, passa cinco eses com a sua família. No Outono, está outra vez em Aix. Sofre de diabetes. Primeira exposição individual em Dezembro de 1895, na casa do negociante de arte parisiense Ambroise Vollard. Pinta em 1896 na pedreira de Bibémus. Conhece o escritor Joachim Gasquet. A mãe de Cézanne morre em Outubro. A Nationalgalerie de Berlim compra um quadro de Cézanne. É a sua primeira tela num museu.

Trabalha em Aix, 1898, perto do Chateau Noir. Depois, outra vez fica um longo tempo em Paris. Em 1899, fica em Paris até o Outono e, depois, regressa a Aix onde ficará durante cinco anos quase sem interrupção. Venda do Jas de Bouffan. Aluga uma pequena casa em Aix e contrata uma governanta. A mulher e o filho vivem, sobretudo em Paris. Uma nova exposição individual na Casa Vollard. As suas telas atingem somas consideráveis.

Três dos seus quadros na exposição centenal de Paris, em 1900. O negociante de arte Cassirer organiza em Berlim uma exposição individual. Não é vendida qualquer tela.

Participa no Salão dos Independentes, 1901, em Paris e em exposições em Bruxelas e na Haia. Compra um terreno no Chemin des Lauves, acima de Aix.

Em 1902 muda para o seu novo estúdio, Chemin des Lauves. Morte de Zola em Setembro. A venda da coleção Zola no decurso da qual as obras de Cézanne, 1903, atingem um preço médio de 1.500 francos. Expõe na Secessão Vienense. Neste mesmo ano, Pissarro morre.

Visita de Emile Bemard, em 1904, que o vê pintar. Vai a Paris para participar no Salão de Outono. Expõe trinta telas. Em Berlim, segunda exposição individual na Casa Cassirer. As suas relações com os outros tornam -se cada vez mais difíceis. A diabetes enfraquece-o cada vez mais.

Expõe seus quadros no Salão de Outono, em 1905, e nos Independentes. O negociante de arte Durand-Ruel envia dez dos seus quadros à exposição impressionista de Londres.

Participa no Salão de Outonoem 1906 mais uma vez. No mesmo ano, Cézanne é surpreendido por uma tempestade no dia 15 de Outubro e morre a 7 dias depois, de uma pneumonia. Cézanne é enterrado no cemitério Saint-Pierre d’Aix.

Acontece em 1907, a Grande Retrospectiva no Salão de Outono com 56 quadros de Paul Cézanne. Em 1954 O estúdio do Chemin des Lauves é aberto ao público.

Informações retiradas do livro: " Cézanne " de Ulrike Becks-Malorny



Léda au cygne (1880-82), Paul Cezanne’s version of ‘Leda and the swan’
dimensions 59.8 cm x 75 cm, located at The Barnes Foundation, Merion, Pennsylvania


A Modern Olympia
1873–1874
Musee d'Orsay, Paris


MÚSICA

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

BELEZA

Quando as coisas por este jardim à beira-mar plantado não correm pelo melhor, e quando a política apenas nos enoja, nada melhor do que tentar encontrar coisas belas e deleitar os sentidos com elas.

PINTURA


MÚSICA


FOTOGRAFIA
By Palaciano

terça-feira, fevereiro 15, 2011

SINCERIDADE E COERÊNCIA

É suposto os cidadãos de qualquer país, poderem escolher livremente quem os devia dirigir durante um tempo, correspondente a um mandato. Isso é o que chamamos de Liberdade.

O que parece ser uma tarefa simples, que é a de fazer uma escolha, não será tão fácil como possa parecer.

Comecemos pelo que nos é dado a escolher, que afinal é escolha de apenas uns quantos. Talvez pareça um pormenor, mas mesmo essa escolha depende de uma preposição. O escolhido deixa de defender as suas próprias ideias e fica obrigado a defender as ideias de quem o propôs.

Temos então que só podemos escolher de entre os que já outros escolheram, e não pelo que os candidatos pensam, mas antes pelo que os que em primeiro lugar o escolheu e depois propôs, decidiram que seria o seu programa, que afinal é o do partido.

Isto quer dizer que apoiamos um candidato que está obrigado a decidir pelo que lhe é imposto, que forçosamente não será o que pensa, e que também não é coincidente com o que prometeu.

Será que podemos mesmo escolher alguém pelo que essa pessoa pensa, e que essa pessoa esteja disposta a só fazer aquilo a que se comprometeu? Talvez um dia isso seja possível, mas nunca com políticos profissionais como os que temos actualmente.



RETRATO
O Censurado

CARTOON

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

14 DE FEVEREIRO

Os versos que te fiz


Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que a minha boca tem pra te dizer!

São talhados em mármore de Paros

Cinzelados por mim pra te oferecer.


Têm dolência de veludos caros,

São como sedas pálidas a arder...

Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que foram feitos pra te endoidecer!


Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...

Que a boca da mulher é sempre linda

Se dentro guarda um verso que não diz!


Amo-te tanto! E nunca te beijei...

E nesse beijo, Amor, que eu te não dei

Guardo os versos mais lindos que te fiz!


Florbela Espanca



CARTOON


MÚSICA

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

MUDAR, OU NÃO MUDAR…

Por estes dias fala-se muito em moções de censura e de sentido de voto naquela situação em particular. Uns dizem que vão ponderar com responsabilidade, outros fazem-se de vítimas, como convém.

Está mais do que visto que com políticas como as que têm sido seguidas não vamos a lado nenhum, e esse é o cerne da questão. As políticas económicas que estão a ser seguidas resultam em grande medida do que nos tem sido sugerido pelo FMI e pela UE e pelos acordos entre PS e PSD, o que nos deixa com um outro problema. Se sai o PS e vai para o governo o PSD, o que é que vai mudar para além das caras?

O país não enfrenta apenas uma crise económica, e um elevado nível de dívida externa, é que enfrentamos também uma crise de confiança externa, e uma descrença e desmoralização dos cidadãos, que nos últimos anos têm vindo a ser forçados a esforços sucessivos que não resolveram nenhum dos problemas do país.

Será que os partidos estão dispostos a mudar? Será que os eleitores vão continuar a votar nos mesmos que nos conduziram até ao buraco onde estamos?

Muito claramente, é indispensável que todos os partidos definam o que pensam fazer se lhes forem confiados os votos, e que estejam dispostos a aceitar demitir-se em caso de não cumprimento do prometido, ou então a farsa continuará até que o povo tome as rédeas do poder de formas menos convencionais.



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By Palaciano

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Símbolos do poder

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

IMPOSSÍVEL IGNORAR

Há notícias que nos deixam revoltados e à beira de um ataque de nervos. A sociedade está completamente à deriva, tendo apenas uma certeza que é a da inoperacionalidade das suas instituições políticas.

Saber que a banca portuguesa pagou menos 54% de impostos que no ano anterior, para um montante de lucros muito idêntico, leva-nos a pensar se os políticos são ingénuos, ou se pensam que os cidadãos são burros.

Numa altura em que os portugueses são obrigados a um esforço enorme, traduzido em aumentos de impostos (reais) e em cortes salariais efectivos, como explicar que os bancos que estão a ser apoiados pelo Estado, paguem menos impostos do que anteriormente.

Outra notícia que não pode passar despercebida é a da destruição de parte dos dados do tráfego telefónico de Armando Vara e de outros envolvidos no caso Face Oculta, por parte da operadora, TMN, já depois de os mesmos terem sido pedidos.

Talvez haja quem acredite em ingenuidades e em coincidências, mas serão muitos mais os que nisso não crêem, e para quem se torna cada vez mais evidente que há cobertura nuns casos e favorecimento noutros, o que torna cada vez mais insustentável o status quo existente.



O Festim

terça-feira, fevereiro 08, 2011

RECEITA CASEIRA

Os veterinários de um zoológico russo, estão preocupados com a saúde dos seus chimpanzés, e decidiram-se por uma dieta especial. Até aqui nada de novo, todos conhecemos bem algumas dietas simplesmente saudáveis, outras ricas num ou noutro elemento que favorecem determinados pacientes.

Este caso é assaz interessante porque se assemelha muito a uma dieta do tipo caseiro, que aliás conheço de zonas da Beira Alta. A dieta especial para aqueles chimpanzés, combina vinho tinto, cebola e alho, e pretende reduzir o risco de estes animais serem infectados com o vírus da gripe A pelos visitantes.

Ainda há por aí quem despreze a sabedoria popular e escarneça das receitas caseiras, sem nunca sequer as ter considerado ou testado. Será que os senhores doutores acham que somos assim tão diferentes dos chimpanzés?



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