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terça-feira, março 15, 2011

DECISÕES PERIGOSAS

O mundo atravessa uma previsível crise energética com a progressiva escassez de combustíveis fósseis. Depois do uso intensivo do carvão e agora do petróleo, acrescido da necessidade cada vez maior de energia, devido ao progresso, estamos há pelo menos duas décadas perante um problema muito real ao nível energético.

Nos últimos anos temos sido confrontados perante escolhas entre as energias limpas e renováveis, e a sempre presente energia nuclear. Esta escolha tem feito com que os esforços se tenham disperso pelas renováveis, e seguras, e pela hipótese nuclear, perigosa, mas defendida por poderosos lobbies que argumentam invariavelmente com o preço e com os avanços da ciência que teriam diminuído os riscos.

A tragédia recente no Japão veio demonstrar que o perigo do nuclear é muito real, e que teria sido mais realista apostar mais nas energias limpas e renováveis. Vem a propósito lembrar que o governo anunciou mais alterações no campo das energias alternativas e na comercialização da mesma por parte dos particulares, que juntas à falta de incentivos à sua implementação em nada contribuem para a diminuição da nossa dependência energética.

A opção nuclear, que teve alguns adeptos também em Portugal, é demasiado perigosa e basta reparar que nestes dias não ouvimos nenhum dos seus apoiantes vir falar sobre a segurança das centrais nuclares e da sua indispensabilidade, como acontecia ainda há pouco tempo.



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CARTOON

quinta-feira, julho 17, 2008

O FURACÃO

As últimas notícias sobre a Operação Furacão deixaram no ar a sensação de que a montanha pariu um rato. Não discuto, nem estou habilitado para tal, os meandros da Justiça e do segredo da justiça, mas desde o início deste processo, envolvendo grandes empresas nacionais, eu e muitos outros portugueses ficámos com a sensação de que tudo isto ía dar em nada.

Se o resultado de toda esta investigação e de todas as suspeitas envolvidas for o que se está a desenhar, ficará na mente dos cidadãos deste país a sensação de que o crime de colarinho branco compensa, e que Cravinho tinha razão para ter levantado tantas ondas, que lhe valeram o exílio dourado para o qual foi empurrado.




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A CRISE E O NUCLEAR

O preço dos combustíveis disparou, o mesmo aconteceu com os preços dos bens alimentares, os salários não acompanharam esta escalada de aumentos e a vida tornou-se ainda mais difícil para a grande maioria dos portugueses.

As “cabecinhas pensantes” cá do burgo, chegaram finalmente à conclusão de que a energia era o factor de produção que mais distorcia a competitividade e produtividade nacional, e não os salários como tinham dito até à exaustão, e vêm agora com “novas” soluções milagrosas.

A energia nuclear saltou para o discurso de empresários, e espante-se, até para o discurso do governador do Banco de Portugal, como remédio santo para a crise. Não estamos no Irão, mas também temos por cá gente que pretende brincar com o fogo, pretendendo ignorar os perigos associados à opção nuclear, e até ao tempo e aos custos associados a tal aventura.

Hasan Bleibel

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I Don't Know The Reason Why by eleanorRigbyy
Hide Your Love by eleanorRigbyy