domingo, julho 17, 2016
A EUROPA DOS BANQUEIROS
quinta-feira, fevereiro 19, 2015
A CRISE GREGA EM IMAGENS
sábado, maio 17, 2014
OS CULPADOS DA CRISE
terça-feira, março 05, 2013
O PODER DOS GRANDES MERCEEIROS
sexta-feira, junho 08, 2012
AGORA PIA MAIS FINO
sexta-feira, outubro 14, 2011
QUEM CAVOU OS BURACOS?
Já lá vão demasiados anos de incompetência governamental neste pequeno rectângulo. Do pântano à tanga, de crise em crise e de buraco em buraco, os cidadãos vão sendo espremidos por todos e por cada governo que se sucede.
Cada um que chega ao poder atira as culpas para quem o antecedeu, mas nunca os vemos a encontrar maneira de punir as más governações e as mentiras com que nos brindam. Falam em justiça das urnas e por aí se ficam, não vá o diabo fazer com que sejam eles os primeiros a conhecer as agruras da responsabilização.
Já não há pachorra para tantos buracos, nem ânimo para continuar a fazer sacrifícios para “remendar” as asneiras que os sucessivos governos praticaram. O cinto já não tem mais furos e a raiva começa a toldar a vista de muitos cidadãos, como eu, que sempre trabalharam para construir um futuro decente e honesto, agora destruído por incompetência das classes dirigentes.
Eu já não estou simplesmente indignado. Eu já passei da indignação à revolta. Já não suporto mais políticos aldrabões, nem oportunistas que se governam e nos desgovernam. Recuso-me a aceitar ser um cidadão exemplar e cumpridor apenas para servir uma classe que me explora e me quer quebrar com a ameaça de desemprego e de fome.
quarta-feira, junho 22, 2011
CRISE SOCIAL GLOBAL
As coisas não estão a correr bem e os alertas surgem de diversos quadrantes, mesmo dos mais insuspeitos como seja a ONU.
Na Europa são conhecidos os “remédios receitados” aos países mais endividados e já se começa a tornar evidente o seu resultado pelo menos na Grécia, o primeiro a pedir a ajuda internacional.
Cada vez são mais as opiniões de que as políticas de austeridade adoptadas ameaçam o emprego, não permitem o relançamento da economia e agravam a crise social dos países. Bem podem os novos governantes vir dizer que não podem falhar, que seguindo este receituário condenam o país a estar bem pior daqui a dois ou três anos, mais pobre, com mais desemprego, mais miséria, e sem crédito.
A Alemanha parece custar a entender que depois da 2ª guerra conseguiu sair da sua crise com financiamento estrangeiro a baixo custo, ao contrário do que agora impõe aos outros. Todos terão a perder com a “queda” dos países periféricos. Quando caírem os primeiros tudo estará em causa, mesmo as grandes economias, como a Itália, a França e mesmo os Estados Unidos que são os mais endividados de todos.

terça-feira, janeiro 04, 2011
O CHEIRO DA CRISE
Para onde quer que olhemos lá está aquele ar de crise estampado. Se vamos encher o depósito do automóvel, lá está o aumento de preços, se vamos ao supermercado lá nos atiram com a subida do IVA, se compramos a bilha do gás, lá está o preço em dobro, relativamente ao praticado em Espanha.
Ainda não chegámos ao final do mês, que cada vez parece estar mais longe do final do salário anterior. Aí temos um salário minguado que teremos que gerir para pagar o que é necessário, tudo com preços aumentados.
Será que esta crise e este aperto do cinto são iguais para todos? Parece-me bem que não, porque não dá para esquecer que estamos no país europeu com as maiores desigualdades. Registe-se como mero exemplo que, em 2010 as vendas da Porsche aumentaram 88%.
Pode gostar de ler ISTO
Conclusão deste texto: em 2011 todos os desempregados portugueses vão passar a circular nas estradas ao volante de um Porsche!

sábado, novembro 13, 2010
A EUROPA E A CULTURA
Um dos sectores que mais visitantes traz à Europa é sem dúvida nenhuma a sua Cultura e tudo o que lhe está associado. A velha Europa tem como símbolos, mais conhecidos, monumentos, museus, história e tradições com muitos séculos.
A indústria do turismo não se esgota nas dormidas em hotéis, mas estende-se às agências de viagens, companhias aéreas, restauração, comércio, etc, mas inclui também visitas aos museus, aos monumentos e verdadeiras peregrinações a lugares históricos e a lugares típicos onde as velhas tradições atraem forasteiros e não só.
Embora em alguns países isso seja reconhecido e estimado, com o advento desta crise económica, alguns países do sul da Europa, precisamente os mais dependentes do turismo cultural, começaram a desinvestir no sector, começando a arruinar uma riqueza a que nunca deram grande importância por julgarem ser eterna.
A falta de visão e a ganância pelo lucro rápido e fácil tolda o raciocínio de maus políticos e péssimos gestores que nos vão (des) governando.
segunda-feira, outubro 18, 2010
MINISTRO E ECONOMISTA
A minha descrença sistemática nas previsões dos economistas cá do pedaço, é conhecida e assumida por mim sem qualquer problema. Sei que são muito respeitados por alguns, e requisitados por outros, sempre para se pronunciarem sobre a situação do país, mas invariavelmente dizem apenas banalidades que qualquer outro cidadão podia também dizer.
O ministro Teixeira dos Santos é um reputado economista, ou pelo menos é assim que os seus pares o consideram, mas apenas em Portugal, porque consta que já foi considerado o pior ministro das Finanças da União Europeia, ainda que possa ter sido apenas a má língua a funcionar.
Eu não tenho nenhum apreço por Teixeira dos Santos, nem o considero um bom ministro das Finanças, mas tenho cá os meus motivos.
Confrontado pelos jornalistas do DN, com as contas feitas pela Deloitte e por outras consultoras, o senhor ministro lá admitiu que a média que se paga do IRS anda na ordem dos 11%, ainda que a estrutura do imposto tenha taxas de 10%, 20% e 40% para os diversos níveis de rendimentos. O que Teixeira dos Santos não nos explica é porque é que assim acontece.
Não basta a um economista que até é o titular da pasta das Finanças, dizer que “há aqui algo de profundamente errado no sistema fiscal, em particular da tributação do rendimento”, porque o que lhe compete, na posição que ocupa, é precisamente corrigir esta injustiça.
Lamento dizer que não só acho o senhor ministro incapaz de desempenhar a contento a sua função, como ainda acho que neste pacote de medidas que pretende introduzir via OE, está a praticar conscientemente uma enorme injustiça, não merecendo por isso nem confiança nem respeito por parte deste contribuinte.

segunda-feira, agosto 30, 2010
FÉRIAS MAIS MODESTAS
Os portugueses estão a fazer este ano férias mais baratas, e mais perto de casa. Este é um sinal de que as coisas não estão para devaneios, porque a carteira está mais vazia.
As praias do rectângulo estão bem compostas, com bastante gente. As unidades hoteleiras também apresentam taxas de ocupação interessantes, e o mesmo se pode dizer dos restaurantes e congéneres das zonas balneares.
O busílis não está nos números que referi, o de veraneantes, mas sim do que estes gastam nesta época alta. Na realidade o volume de negócios é mais baixo e há uma diminuição de estrangeiros, compensada com um aumento de portugueses, que significa que os destinos longínquos tiveram menos adeptos.
Será que isto servirá para os nossos empregadores abrirem os olhos e perceberem que com mais cortes nos salários dos portugueses, a nossa economia ligada ao turismo e à hotelaria e restauração vai sofrer as consequências.


quarta-feira, julho 14, 2010
CULTURALMENTE ESCLARECIDO
Depois do folhetim dos cortes orçamentais na Cultura, penso que devidos ao PEC, eis que a senhora ministra veio agora anunciar que afinal já não corta os apoios este ano.
Afinal não terá sido a instrumentalização do BE que terá influenciado este desfecho, mas a vontade e a celeridade com que o primeiro-ministro agiu em defesa da Cultura. O histerismo de quem contestou a redução dos apoios era injustificada, porque a senhora ministra e José Sócrates estavam a trabalhar para resolver tudo.
No meio disto tudo estava também um director-geral que atrapalhava tudo, e que felizmente pediu voluntariamente a demissão, porque Gabriela Canavilhas pelos vistos não o podia demitir, por razões que desconheço.
Tudo parece resolvido a contento, ainda que ninguém saiba de onde virá o dinheiro correspondente aos 10% que efectivamente foram cortados do orçamento, mas isso deve ser um detalhe sem importância nenhuma, porque nem mereceu a atenção de ninguém.
sexta-feira, julho 09, 2010
NERVOSISMO
Os cortes de verbas na Cultura que eram de 20% e depois passaram a ser de 12% tiveram o condão de enervar a senhora ministra da Cultura. O sorriso apagou-se e a irritação tomou conta do discurso da Gabriela Canavilhas que começou a disparar em todas as direcções.
Não foi elegante a acusação de histerismo, nem tão pouco a acusação de que a contestação era liderada pelo Bloco de Esquerda. Não fica bem utilizar um discurso datado e que todos queremos esquecer. A exigência de provas quanto ao provável aumento do desemprego foi uma manobra que demonstra bem com que espírito encara a situação.
O que a senhora ministra não diz é porque razão mantém a intenção de mudar o Museu Nacional de Arqueologia e retomar a construção do novo Museu dos Coches, que obviamente vão consumir recursos públicos, quando justifica cortes por falta de verbas, cativadas pelo ministério das Finanças.
segunda-feira, julho 05, 2010
A RECEITA DO COSTUME
Anuncia-se que se preparam os maiores cortes de sempre nos salários da função pública, como se essa fosse a solução para os problemas do país.
Os arautos deste esquema, que não se fartam de dizer as coisas mais mirabolantes sobre o funcionalismo público, nunca vêm a terreno dizer temos das menores percentagens de funcionários da Europa, nem que na última dezena de anos foram precisamente os funcionários públicos os que mais viram desvalorizados os seus salários.
Os factos incomodam os defensores destes cortes, que curiosamente recebem na sua grande maioria benefícios por parte do Estado ou de empresas públicas, sendo que alguns têm ainda umas “reformas douradas” pagas pelo erário público.
A corrupção, os crimes de colarinho branco, as fugas descaradas ao fisco, o dinheiro esbanjado com o beneplácito de políticos, a má gestão da coisa pública, isso são coisas em que não se pode mexer, e nós percebemos bem porquê.
Sabe-se que assim não vamos promover o desenvolvimento do país, e que assim não se criam condições para o aumento da produtividade ou para a retoma da economia, mas persiste-se no erro. Os maus políticos e os péssimos economistas que vão dando os seus palpites, só conhecem a receita dos baixos salários, dos cortes nos direitos sociais e laborais, afinal a mesma receita que nos atirou para a cauda da Europa.
Vamos! Continuem a votar neles que isto ainda pode piorar mais…
sexta-feira, maio 14, 2010
domingo, maio 09, 2010
OS POBRES SÃO OS CULPADOS
Em épocas como a que vivemos actualmente há que evitar gastos desnecessários, fiscalizar bem para que a falcatrua não se instale, e saber punir quem nos enfiou neste beco sem saída que é o endividamento nacional.
Este governo está a tomar medidas exemplares nesse sentido, e a ministra do Trabalho tem vindo a dar a cara nessas nobres intenções.
Os cortes nos subsídios de desemprego, foram a 1ª grande notícia, mas a mais recente de exigir extractos bancários aos beneficiários de apoios sociais para terem acesso àquelas prestações, pode dizer-se que é como que a cereja no topo do bolo.
Os portugueses começam a ficar descansados, porque os corruptos estão lixados, os milhões de luvas que os desempregados e os beneficiários do RSI recebem vão ser descobertos e os culpados irão para a gaiola. Consta que as offshores vão ser obrigadas a enviar os registos dos movimentos desses facínoras, e os bancos vão cooperar alegremente com o senhor ministro das Finanças, abdicando do sigilo bancário no que respeita aos desempregados e aos beneficiários de outros apoios sociais.
Portugal vai tornar-se num país impoluto, sem corruptos e sem o crime económico, que faz parte da natureza dos pobres.
Pode querer ler ISTO

segunda-feira, março 15, 2010
RAPIDINHAS
Direita adopta Estaline – A maior novidade saída do Congresso do PSD, foi sem dúvida a aprovação da proposta que considera que a crítica a líderes passa a ser infracção grave. Não há memória de, no PSD pelo menos, se ter chegado a este ponto, de penalizar aquilo que se chama um “delito de opinião”. Para que cá anda há muitos anos, apetece dizer que pela boca morre o peixe, e que o PSD afinal Estaline também inspira este partido.
Critério duvidoso – No momento em que a crise se agudiza para quem vive dos rendimentos do trabalho, que devido aos congelamentos e à diminuição das deduções fiscais em despesas essenciais, como a saúde e a educação, o governo ataca também as prestações sociais, como o abono de família, o subsídio de desemprego e outras mais. Mas o esforço não atinge todos, porque segundo Teixeira dos Santos as mais-valias só passam a ser tributadas quando passar a crise.

terça-feira, fevereiro 09, 2010
RECOMENDAÇÕES SÓ PARA OS OUTROS
Portugal tem muitos entendidos em finanças e economia, basta constatar o número de comentadores e especialistas que dão palpites em toda a comunicação social, e o número exagerado de técnicos destas áreas em quase todos os organismos e empresas públicas. Há quem se questione como é que estamos tão mal tendo tantos génios.
Eu acho que encontrei a resposta ao ouvir um responsável da Associação Portuguesa de Bancos que defende o aumento generalizado dos impostos, para enfrentar os problemas económicos, mas que critica o aumento de tributação do sector bancário, e anuncia o aumento dos spreads para os bancos não perderem a sua margem de lucros.
António de Sousa não está só na peregrina ideia de aumentar os impostos, também Marcelo Rebelo de Sousa diz o mesmo, mas duvido que qualquer dos dois dissesse tamanha enormidade com salários de 500 ou mesmo 750 euros mensais.



























