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quarta-feira, setembro 28, 2016

OS BANCOS ALEMÃES (MAUS)

Durante alguns anos os países europeus que entravam em dificuldades económicas, e cujos bancos fraquejavam, eram alvo de resgates que a Europa tratava de modo a serem um castigo exemplar para esses países, declarados indisciplinados e pouco respeitadores das boas regras.

É preciso não esquecer que a crise que atravessamos foi causada por bancos, e pela ganância que os levou a produzir produtos tóxicos, e que os efeitos se fizeram sentir com mais força nas economias mais débeis, como a nossa.

A superioridade demonstrada de vários modos pela Alemanha, sempre à frente das medidas gravosas impostas aos mais necessitados, acabou por ser desmascarada não só pelos proveitos que a sua economia teve com “as ajudas” aos países resgatados, mas também pelo escândalo da VW, que mostrou a falta de rigor da sua indústria, mas também pelos problemas da sua banca, que são de uma escala muito superior à dos bancos dos países do resgate.

As dificuldades do Deutche Bank e do Commerzbank, este último já alvo de resgate pelo estado alemão por duas vezes, são muito mais perigosas para a Europa e para o euro, do que os problemas dos nossos bancos todos.


Ninguém fica contente por estes problemas que afectam os bancos alemães, mas o rigor e a superioridade com que a senhora Merkel e o seu ministro das Finanças nos acenou quando precisámos de ajuda, era afinal apenas uma treta.  


domingo, julho 17, 2016

A EUROPA DOS BANQUEIROS



Pelo que vamos constatando, grande parte da crise que estamos a atravessar desde 2008, foi causada pela ganância dos banqueiros, primeiro nos EUA, e logo de seguida no velho continente, onde o problema subsiste e ameaça os países com economias mais fracas.

Problemas como o da Irlanda, da Islândia e a Espanha, que pareciam estar resolvidos, afinal apenas revelaram outros, em Portugal, na Itália e até na Alemanha, para falar apenas nos que as notícias vão anunciando.

Na realidade os banqueiros e os seus homens de mão foram amealhando lucros, muitas vezes inexistentes na realidade, mas que estavam nas contas marteladas pelos gestores maravilha que contratavam, e quando as coisas estavam já mal paradas (prestes a rebentar), concederam-se créditos sem garantias a muitos amigos e algumas clientelas, que obviamente nunca poderão ser pagos.

Os banqueiros e os seus homens foram afastados por terem levado os bancos à falência, mas as contas por liquidar não foram entregues aos senhores banqueiros ou aos seus gestores, que continuam a viver à grande, antes foram para ao Estado, que como todos sabemos, são os cidadãos que nunca beneficiaram dos anos de ouro da banca, que encheu os bolsos a tantos accionistas e a tantos gestores.

A Europa em que estamos “enterrados” é a Europa dos banqueiros, para os quais o dinheiro nunca é mal empregue, ainda que seja à custa do trabalho e dos impostos dos “endividados” que não fazem parte das preocupações dos eurocratas.


Flor by Palaciano

quarta-feira, junho 15, 2016

OS BANCOS E OS GRANDES DEVEDORES

Enquanto os partidos, os economistas, e os comentadores da nossa praça discutem o défice, a dívida, ou a recessão, a banca nacional vai-se desmantelando e afundando com grande estrondo, mas sem chamar a devida atenção a todos.

A nossa dívida pública é muito grande, e na minha opinião impagável, mas importa saber como aqui se chegou, e o que ainda nos espera nos dias que se seguem.

Com as notícias dos estoiros do BPN, do BPP, do BES, do Banif, e com as “imparidades” da CGD, só para falar de alguns bancos, porque há outros em dificuldades evidentes, uma pergunta tem ficado sempre sem resposta: quem são os grandes devedores da nossa banca, que são ou foram considerados detentores de crédito de risco.


Existem listas públicas do devedores do fisco, por isso seria útil existirem listas de grandes devedores dos bancos que têm empréstimos de risco nos bancos com empréstimos do Estado, ou que irão transitar para os “bancos maus”.  


terça-feira, dezembro 15, 2015

O ESTADO, OS BANCOS E OS BANQUEIROS



Em Portugal começamos a ficar habituados ao colapso dos bancos privados, porque depois do BPN veio o BPP, seguiu-se o BES e agora vem o Banif, perfilando-se também o periclitante Montepio, mencionando apenas aqueles que eu me recordo.

As soluções encontradas para o descalabro dos bancos nacionais tem sido diferente, mas infelizmente o resultado tem sido sempre o mesmo, com o Estado, que somos todos nós, a arcar com os prejuízos, e os compradores a ficar com empresas sem encargos por um preço de saldo.

Há algumas perplexidades em todos os processos conhecidos, que nunca encontraram respostas nem pelos governos nem pelos comentadores económicos que sabem sempre tudo, menos o que queremos saber.

Que se tenha conhecimento nunca foram assacadas responsabilidades aos accionistas e aos gestores dos bancos que colapsaram, apesar de ser sabido que embolsaram lucros chorudos ainda no passado recente, e isso é simplesmente uma originalidade portuguesa.

Os bancos no seu conjunto, que têm responsabilidades legais no caso da falência dos bancos, e as autoridades de fiscalização do sector, nunca assumiram as suas responsabilidades, e isso é vergonhoso.

Por último, e não menos importante, os sucessivos governos nunca revelam no final dos processos, quais foram os encargos que ficaram para o Estado (contribuintes), que resultaram dos desmandos da banca nacional.



segunda-feira, junho 30, 2014

OUTRA VEZ EM RISCO



Há quatro anos “estoiraram” uns quantos bancos por esse mundo fora e a crise económica assentou arraiais, sentindo-se mais fortemente nos países com economias mais débeis.

Por cá os bancos que se tinham aventurado em cavalarias altas foram apanhados com as calças nas mãos, e também aqui o governo acabou por arcar com os prejuízos, transferindo as dívidas para os cidadãos que foram chamados a pagar mais impostos, entre outras medidas também penalizadoras.

Ao contrário do que nos “impingiram” não foi a dívida pública que obrigou os governos a medidas excepcionais, pois ela até era inferior à média europeia.

Agora estamos perante nova ameaça, novamente vinda da área financeira, o BES. Podem dizer que o banco não corre nenhum risco, mas os efeitos da má gestão do grupo já se começam a sentir, e esperemos não ter que pagar os desmandos duma família que não soube gerir da melhor maneira o seu património… 


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quarta-feira, dezembro 01, 2010

OS BANCOS NÃO SÃO SEGUROS

Com as notícias que os mercados nos proporcionam o nosso dinheiro depositado nos bancos está verdadeiramente em perigo, e a medida mais inteligente é retirá-lo de lá enquanto é tempo.

À frente de todos os problemas está a desconfiança entre eles mesmos, que é tanta que se recusam a emprestar dinheiro uns aos outros, temendo o incumprimento e a falta de liquidez. Se quiser juntar mais um problema mais sólido ainda, temos o facto de os nossos bancos estarem nos últimos tempos dependentes do BCE, que tem sido a sua tábua de salvação.


A banca nacional, e não só, escorrega a alta velocidade para a fossa, e com ela as nossas economias. Talvez mesmo assim haja quem julgue que estou a ser pessimista e que a nossa banca apresenta uma solidez invejável, e que vai resistir ao secar dar das fontes de financiamento externas, como transparece do discurso oficial.


Os optimistas que se cuidem, porque se não ficarem em risco de perder as suas economias, arriscam-se no mínimo a pagar enormidades só por terem os seus depósitos nos bancos.


Podem ler ISTO, ISTO ou ISTO

FOTOGRAFIA
By Palaciano

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Sem árvores I

Sem árvores II

domingo, novembro 23, 2008

BOLAS, É DOMINGO!

Quando posso descansar um pouco, tento esquecer-me das notícias, mas basta ir ao café e trocar dois dedos de conversa com os amigos para começarmos a nos inteirar das últimas.

O maioral do BPN até há pouco tempo ficou detido na cadeia VIP, indiciado pela prática de sete crimes. Não sei porquê, mas lembrei-me logo do Vale e Azevedo e afivelei um sorriso cínico, para não ter de comentar a notícia.

O assunto da “nacionalização” do BPN também veio à baila, e logo alguém atirou com o caso mais recente, o do BPP, um banco que geria grandes fortunas e que estará necessitado de 750 milhões de euros para manter a actividade, isto já para não falar dos outros grandes bancos nacionais que também já anunciaram ir recorrer ao aval do Estado.

Ganda nóia! Então andavam por aí a dizer os senhores economistas e os grandes gestores que os problemas de competitividade do país residiam essencialmente na fraca produtividade e nos elevados custos da mão-de-obra nacional, e agora revela-se que os grandes problemas económicos afinal são devidos a más gestões, péssimos investimentos, abuso de especulação e péssima previsão dos resultados inerentes às práticas levadas a cabo.

O dinheiro que era escasso para remunerar o trabalho, afinal ia para a especulação, e agora que isso deu raia, recorre-se ao “chapéu” Estado para obter garantias e grandes injecções de capital, de modo a não ir tudo por água abaixo.

Se também neste campo se pudesse usar a avaliação do desempenho, qual seria o veredicto dos novos accionistas (todos nós), sobre a actuação do Banco de Portugal, o Ministério das Finanças e os gestores dos bancos que agora recorrem ao Estado (outra vez nós), depois de durante mais de uma década terem apresentado lucros verdadeiramente fabulosos, que afinal foram para ao bolso de alguns, que agora não têm ou não querem assumir o risco de investir nessas instituições?



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FOTOGRAFIA
The sincere by *estellamestella

Satellite Dishes 8648 by *Sooper-Deviant

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Mike Keefe

Manjul