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sexta-feira, dezembro 16, 2016

VEM AÍ UM ANO EXCEPCIONAL…

O ano que corre não foi dos melhores, ainda que segundo a comunicação social eu tenha visto o meu salário aumentar porque sou funcionário público, e terei sido um grande felizardo.

Confesso que não dei por melhorias e fazendo comparações com o ano de 2010 fiquei bem abaixo do que então recebera, quer em termos brutos quer líquidos.

Agora voltei a ler que vou receber em 2017 o mesmo que em 2010, ou até mais, porque me vão aumentar substancialmente o subsídio de alimentação.

Não sou muito versado em contas, mas mesmo considerando o “substancial aumento” de 25 cêntimos por dia trabalhado a partir de Janeiro, não consigo ver como é que isso vai compensar o aumento dos descontos para a ADSE, os aumentos de impostos entretanto verificados, já para não falar no raio da inflação acumulada nestes anos.


Será que vale a pena festejar?


domingo, novembro 13, 2016

PORQUE SURGEM TRUMP’S?

O chamado mundo ocidental, que se gaba de viver em Democracia, está chocado pela eleição de Donald Trump, não entendendo como é que isso pode ter acontecido. O mesmo já tinha acontecido com o referendo que aprovou o Brexit na Grã-Bretanha.

A explicação é porventura mais simples do que possa parecer, e resume-se ao facto de que a Democracia, nos nossos dias, dá mais importância à economia do que às pessoas.


Na actualidade os governos dão mais importância ao que sai dos encontros do Clube de Bilderberg, ou da ComissãoTrilateral, onde os políticos se desunham por ser convidados.

sexta-feira, maio 20, 2016

A DIREITA EUROPEIA

A direita alemã mostrou a sua verdadeira cara ao criticar Bruxelas por não ter punido Portugal e a Espanha pelo não cumprimento das regras europeias. A cegueira desta direita que não vê que as exigências de austeridade não resultaram, que os países estão agora piores, em desemprego e no desenvolvimento económico, do que antes dos programas de ajustamento.

Por cá também temos uns quantos, também eles da direita, que bem gostariam de alinhar com as críticas, mas afinal foram eles que estiveram no último governo. 

É estranho que estes "justiceiros" não se lembrem do facto da Alemanha estar também em incumprimento das regras europeias, e há vários anos por excedentes. 

Fica uma pergunta para esta direita caceteira: quanto lucrou até hoje a Alemanha com os ajustamentos da Grécia, da Irlanda e de Portugal?  


sábado, fevereiro 13, 2016

ACTUALIDADE

Os nossos "amigos" europeus continuam a fazer os possíveis para prejudicar a economia nacional, lançando suspeições sobre o orçamento e sobre as políticas do governo português, e infelizmente cá dentro também temos quem com eles faça coro.

Comecei com um assunto enfadonho, mas com a proximidade do Dia dos Namorados não podia terminar sem vos recordar essa data, não por causa do factor comercial, mas sim pelo factor sentimental, porque isso é bem mais importante.

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segunda-feira, junho 30, 2014

OUTRA VEZ EM RISCO



Há quatro anos “estoiraram” uns quantos bancos por esse mundo fora e a crise económica assentou arraiais, sentindo-se mais fortemente nos países com economias mais débeis.

Por cá os bancos que se tinham aventurado em cavalarias altas foram apanhados com as calças nas mãos, e também aqui o governo acabou por arcar com os prejuízos, transferindo as dívidas para os cidadãos que foram chamados a pagar mais impostos, entre outras medidas também penalizadoras.

Ao contrário do que nos “impingiram” não foi a dívida pública que obrigou os governos a medidas excepcionais, pois ela até era inferior à média europeia.

Agora estamos perante nova ameaça, novamente vinda da área financeira, o BES. Podem dizer que o banco não corre nenhum risco, mas os efeitos da má gestão do grupo já se começam a sentir, e esperemos não ter que pagar os desmandos duma família que não soube gerir da melhor maneira o seu património… 


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quarta-feira, janeiro 22, 2014

TURISMO

É público e notório que o turismo teve em 2013 um crescimento verdadeiramente notável, mas o governo deu pouca importância ao facto, chegando mesmo a fornecer números com explicações simplesmente desfasadas da realidade.

Quando se lê que o consumo interno subiu ligeiramente, podia pensar-se que os portugueses consumiram mais, ou que confiaram mais no futuro, mas isso não passou de uma má interpretação dos números, porque o aumento no “consumo interno” derivou do maior consumo dos turistas, também eles em maior número.

Por outro lado o turismo não cresceu por acção do governo, mas sim por factores externos, como a insegurança noutros destinos, e por factores como sejam os naturais, os culturais e o modo como os portugueses sabem acolher quem nos procura.


A pouca importância dada pelo governo ao turismo, a verdadeira galinha dos ovos de ouro da economia, muito mais do que rentável que outros sectores exportadores muito badalados, revela-se pelo desinvestimento na Cultura, pelo pouco cuidado com o ambiente e pelo aumento do IVA em sectores importantes do turismo como a hotelaria. 


segunda-feira, outubro 14, 2013

A IRRACIONALIDADE NA ECONOMIA



Com a entrega do Prémio Nobel das Ciências Económicas a Robert Shiller, os defensores da austeridade extrema, como Passos Coelho, levaram mais uma bofetada bem assente.

O agora laureado tem manifestado a sua opinião de que a austeridade orçamental súbita e violenta empurra as pessoas para o desemprego, o que tem um forte impacto negativo na moral das pessoas, fazendo-as equacionar sobre qual o seu papel na sociedade.

Para Shiller a austeridade preenche a vida das pessoas “com nada”, e o desemprego  tem elevados custos sociais, pessoais e emocionais que em nada beneficiam a economia.

As críticas feitas pelo Nobel da Economia à austeridade que tem vindo a ser seguida na Europa, em especial nos países do Sul, não chegaram ainda às cabeças pensantes que nos esmagam a cada dia que passa, com mais austeridade como se não existissem limites para tantos cortes. Pode ser que aprendam da maneira mais difícil, e garanto que não vai ser bonito de se ver…

Nota: Creio que Passos Coelho e a sua ministra das Finanças acreditam mais em Eugene Fama, o tal que é favorável à desregulação financeira.



quarta-feira, outubro 09, 2013

OS CHUMBOS DO TC FORAM BENÉFICOS



Enquanto o governo e os seus arautos começam a preparar o caminho a mais austeridade imposta pelo novo Orçamento de Estado que aí vem, convém deitar um olho ao comportamento da economia depois dos chumbos do Tribunal Constitucional, nomeadamente aos cortes dos subsídios dos aposentados e dos funcionários públicos.

No período subsequente aos tais chumbos o PIB nacional subiu, o que não acontecia há vários trimestres, e o governo embandeirou em arco sem nunca referir as causas desse aumento. Para alguns não são claras as razões, mas talvez as possam clarificar já após a apresentação do novo OE para 2014.

Não é preciso ser-se um génio da economia para prever que caso as medidas anunciadas e outras com que o executivo nos pretende impor de surpresa, passem no crivo do Constitucional, a economia se vai retrair ainda mais e o PIB vai descer sem apelo nem agravo.

Outras consequências serão medidas pelo desemprego, pela quebra do consumo interno e pela conflitualidade que desta vez é mesmo inevitável.


Vítor Gaspar vitimado pelo seu próprio remédio

sábado, julho 28, 2012

DESCULPA DE BANQUEIRO

O BCP que gosta de afirmar ser o maior banco privado português, apresentou no 1º semestre deste ano um prejuízo de 544,3 milhões de euros. São más notícias para os accionistas, para os clientes e até para os restantes portugueses, porque isto significa menos dinheiro disponível para o crescimento económico. 

O que foi incompreensível no anúncio feito pelo presidente do BCP, Nuno Amado, foi o facto de pelo meio das suas declarações, tenha surgido uma crítica ao Tribunal Constitucional, dizendo que tinha sido uma má decisão, a referente aos cortes dos subsídios aos funcionários públicos e pensionistas, e até falta de bom senso. 

Nuno Amado sabe que os maus resultados do BCP nada têm que ver com os funcionários públicos ou pensionistas, mas sim com a exposição à dívida grega e à bolha imobiliária que o banco também promoveu, por isso as suas palavras soam falso. Mais estranho ainda porque o presidente do BCP até disse que não eram desejáveis mais impostos, o que não bate certo com a sua estranha referência ao TC.

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FOTOGRAFIA

segunda-feira, julho 16, 2012

FUTURO MAIS QUE CINZENTO

Costumo ser optimista em muitas coisas, e creio ser desenrascado em muitas outras, mas quando se trata de política e especialmente da cá do burgo, fico logo pessimista. 

Acabei de ler a notícia sobre uma sondagem feita pelo Jornal de Negócios e fiquei céptico também quanto à sondagem que, segundo eles diz que a maioria dos portugueses prevê que a situação se deteriore em 2013, mas em relação aos próximos três anos a confiança melhora. 

A primeira parte da conclusão é óbvia, já a segunda é muito pouco provável. Já há alguns anos que eu ouço dizer que pior do que aquilo que temos agora é impossível, mas a verdade é que há sempre alguém pior preparado para suceder ao mau que temos. 

Para que conste, e sem qualquer receio de ser chamado desiludido, recordo que uma outra sondagem dum jornal grego diz que “maioria dos gregos defende renegociação (do memorando) mesmo que implique a saída do euro”. 

Como sabemos a Grécia começou um pouco mais cedo a obedecer à troika e a implementar a austeridade duma forma violenta, e o resulta é o que conhecemos, e que deveremos alcançar daqui a um ano, se as coisas não mudarem. 

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By Toso Borkovic

domingo, junho 10, 2012

INEVITAVELMENTE CHEGOU A VEZ DA ESPANHA

Como era fácil de prever a inoperância da Europa perante as dificuldades dos países mais pequenos, acabou por estender-se à Espanha que economicamente tem uma dimensão muito maior, o que acarreta perigos muito maiores para a zona euro e para a moeda comum. 

A Espanha veio agora solicitar ajuda, para já apenas para os seus bancos, no intuito muito claro de separar as águas entre o sistema financeiro e o sector público e restante economia. Envolver o Estado nos negócios da banca, como se está a fazer em Portugal é um erro e o preço pode ser muito superior ao do BPN, que já vai bem alto e ainda não parece estar completamente contabilizado. 

A Europa não pode arriscar-se a deixar afundar a Espanha, e por isso Rajoy vai ter a possibilidade de negociar condições e prazos muito mais favoráveis do que os exigidos aos três países já resgatados. Poucos gostam de falar sobre isto, porque a posição portuguesa de subserviência total é o oposto do que a Espanha vai conseguir, apesar de todas as críticas que por enquanto os nossos especialistas vão produzindo por agora.

PINTURA
El Greco

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sexta-feira, junho 08, 2012

AGORA PIA MAIS FINO

A Comissão Europeia tem tido um discurso rigoroso e verdadeiramente agressivo com os países que já estão a ser alvo de resgate, e estamos a falar da Irlanda, da Grécia e de Portugal. 

A receita foi extremamente dura e a austeridade pode dizer-se que brutal. Os resultados deste tratamento de choque estão bem à vista, e traduzem-se por aumento da dívida, aumento do desemprego e abrandamento da economia dos três países, já para não mencionar o facto de nenhum dos três ter acesso ao crédito internacional a preços comportáveis. 

A Europa em nada tem beneficiado com a crise dos três países, e a demora na implementação de uma ajuda verdadeiramente razoável, tem feito aumentar a especulação sobre os países do euro, e sobre a própria moeda europeia, alastrando-se a desconfiança a outros países, como agora acontece com a Espanha. 

Perante o ataque dos especuladores, e o descrédito derivado das notações das empresas de rating, a Espanha está agora em maus lençóis, e a sua banca necessita urgentemente de ser alvo de um resgate. Qual é a posição agora da Alemanha e de Bruxelas? 

Agora que é uma grande economia que está ameaçada, os senhores do euro moderam o discurso, não querem forçar mais austeridade, e preparam uma “ajuda suave” à Espanha. 

Enquanto eram só as pequenas economias a enfrentar dificuldades, eram inflexíveis, até porque se tratavam de mercados com pouco potencial, mas quando a escala ficou maior, já há quem pense que as exportações dos países ricos estão ameaçadas, e que a eventual saída do euro, por parte da Espanha era o fim do euro. 

Os gregos já tinham percebido a situação, e agiram como se sabe, e a Espanha também, pois como se recordam Rajoy não acedeu a baixar o défice como lhes era exigido, e a França já deu o mote sobre a necessidade de abrir caminho para o desenvolvimento. 

Passos Coelho na pressa de ser o primeiro está agora na cauda da Europa e o país vai acabar por sofrer durante mais tempo esta austeridade estúpida que nos está a afundar.

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segunda-feira, março 05, 2012

AS AJUDAS E A ECONOMIA

Portugal é um dos três países europeus alvos de programas de resgate, que envolve três entidades financiadoras, entre as quais está o Banco Central Europeu (BCE).

Os montantes dos programas de resgate foram diferentes para cada um dos países mas a taxa de juro cobrada pelos emprestadores é idêntica e ronda os 4,8%, que é uma taxa exagerada tendo em conta o preço do dinheiro no mercado para as ditas entidades.

Numa altura em todos os países alvo dos programas de resgate enfrentam altas taxas de desemprego, agravadas pelos programas de austeridade impostos pelos emprestadores, talvez seja altura de questionar toda a política económica europeia, bem como a hipocrisia do discurso político das instituições comuns.

Embora a União Europeia tenha começado já a falar em investimento na economia para incentivar o crescimento e diminuir o desemprego, o que é verdade é que a austeridade continua a ser a prioridade, pelo que tudo não passa de conversa.

O Banco Central Europeu concedeu à banca europeia, ainda há poucos dias, 489 mil milhões de euros a um juro de 1%, o que contrasta quer com o volume emprestado aos países em dificuldade, quer com a taxa a que eles ficaram obrigados.

Este comportamento das instituições europeias não garante minimamente um aumento do crédito à economia produtiva ou às famílias, antes dão liquidez aos bancos para financiarem os Estados a taxas de juro bastante mais altas.

Este procedimento das autoridades europeias e das suas instituições é uma autêntica dádiva aos bancos europeus e seus accionistas, que enriquecem à custa dos Estados cujos ratings sofrem o efeito negativo das constantes baixas de notação, e assim não arriscam minimamente no financiamento das empresas e das famílias.

Podem-me dizer que “é a economia, estúpido”, mas eu diria que estamos perante pura agiotagem e evidente favorecimento do capital especulativo, em detrimento da economia produtiva, o que levará a Europa a uma recessão profunda e a convulsões sociais incontroláveis a curto ou médio prazo.

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