Mostrar mensagens com a etiqueta Hipocrisia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hipocrisia. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, outubro 10, 2018

FRASES ELUCIDATIVAS


Estava hoje a ouvir uma peça sobre as vítimas do estouro do BCP, e ao mesmo tempo lia o jornal, e eis que surgem duas afirmações, a do professor universitário João Duque, exactamente sobre o caso BCP, e deparo-me com um título duma notícia, sobre a substituição dos humanos por robôs, e imediatamente percebi tudo: os robôs nunca serão tão convincentes numa burla como os humanos...

 
"O capitalismo tem essa diferença face à Democracia, uns são mais importantes que outros…"

João Duque
 

"Há tarefas complexas que não podem ser substituídas por robôs"

António Moniz

2.636

quinta-feira, setembro 20, 2018

A MOBILIDADE DOS "BEM MONTADOS"

Está na ordem do dia falar-se das dificuldades existentes no que respeita à mobilidade dos portugueses, e dos problemas ambientais, mas será que os Governos discutem e encaram estes problemas com a devida seriedade?

Quando se fala da poluição ligada à mobilidade, ataca-se o transporte particular, e fala-se de aumentos dos impostos nos automóveis, nos combustíveis, imposto de circulação e portagens, e fica-se por aí, porque umas "massas" a mais nos cofres significam mais "umas flores" para se ganhar as próximas eleições.

Como sempre ouvi dizer, o exemplo tem que vir de cima, e o que fazem os senhores governantes deste país onde as desigualdades são das maiores da Europa? Compram ou alugam uma frota de automóveis topo de gama para seu uso pessoal, e da família, com um motorista, com "gasosa" e todas as demais despesas, por conta do erário público.

Será que se os senhores ministros e ajudantes tivessem que usar os seus próprios automóveis, com tudo à sua custa (como o comum dos contribuintes), ou os transportes públicos que existem, para todas as suas deslocações diárias, as coisas estavam no estado em que estão? 

Confesso que nunca encontrei uma explicação convincente para a atribuição de viaturas de serviço (todo ele, particular incluído), aos governantes e demais chefias (excepto para as deslocações estritamente em serviço), quando todos os subordinados, alguns dos quais com salários bem baixos, têm que se deslocar a expensas próprias. 



domingo, março 18, 2018

PENSAMENTO

A hipocrisia, suprema perversão moral, é o charco podre e dormente que impregna a atmosfera de miasmas mortíferos e que salteia o homem no meio de paisagens ridentes: é o réptil que se arrasta por entre as flores e morde a vítima descuidada.


quinta-feira, janeiro 11, 2018

A HIPOCRISIA E O PRECONCEITO NA POLÍTICA



A terça-feira de Carnaval vai continuar sem ser feriado, isto acontece num país que já está habituado a que o governo, as Câmaras Municipais e algumas empresas deem o dia aos seus trabalhadores, enquanto outras obrigam os seus trabalhadores a apresentar-se ao trabalho, mesmo até em alguns serviços da função pública em serviços não essenciais. Isto acontece com executivos de esquerda e de direita, sem distinção.

Na oposição há sempre coisas que merecem a reprovação, ainda que sejam prática corrente quando se está no poder, e isso não é mais do que hipocrisia.

Também é hipocrisia e preconceito o que se passa com a liberalização da canábis para uso terapêutico e recreativo, se tivermos em atenção a posição dos partidos relativamente ao tabaco, por exemplo.

Relativamente ao uso terapêutico é incompreensível as reservas apresentadas por alguns deputados, sempre mostrando preocupações com os efeitos secundários da canábis, como se os medicamentos tenham, quase todos eles, contra-indicações e efeitos secundários, que cabe aos médicos ponderar caso a caso. Outra coisa admirável é que o uso de medicamentos é regulado pelas autoridades competentes, pelo que a opinião dos políticos é quase irrelevante, ou pelo menos devia ser.

No uso recreativo da canábis basta fazer um paralelo com o tabaco, e francamente, a balança dos efeitos perniciosos para a saúde é desfavorável para o tabaco, por muito que isso prejudique a produção, fabrico e comercialização do mesmo.



sábado, outubro 21, 2017

METE NOJO



Todos sabemos que as Nações Unidas há muito que foram capturadas por interesses e políticos que não se recomendam, mas ainda não se encontrou um substituto para as suas funções, talvez por não existirem muitos políticos decentes por este mundo fora.


Para se aquilatar bem do desprezo com que falo das Nações Unidas, leia-se a notícia segundo a qual Robert Mugabe terá sido nomeado embaixador da boa-vontade pela Organização Mundial da Saúde, agência especializada das Nações Unidas.


Para a OMS e pelos vistos, para a ONU, este indivíduo que já foi acusado de repetidas violações dos direitos humanos e de fraude eleitoral, merece a distinção de ser considerado embaixador da boa-vontade.


Toda esta hipocrisia de políticos que chafurdam literalmente no lodaçal da tirania, do desprezo da condição humana e da trapaça eleitoral, mete nojo a quem tem um estômago sensível, como eu.



segunda-feira, agosto 22, 2016

DIPLOMACIA OU JOGO DE ESPELHOS?

Houve um incidente que resultou numa vítima gravemente ferida, que levada ao hospital com sinais evidentes de agressão, foi devidamente tratada e colocada em coma induzido, por causa da sua condição crítica.

O facto é indiscutível e conhece-se o envolvimento de dois filhos de um diplomata iraquiano, que não hesitaram em usar a sua imunidade diplomática depois de detidos.

As versões dos amigos da vítima e dos filhos do diplomata divergem, restando apenas os factos.

O nosso governo através do ministro dos Negócios Estrangeiros vai mostrando a sua indignação inconsequente e usando do tacto diplomático, e a embaixada do Iraque vem a público, em árabe, apresentar uma versão em que os jovens iraquianos passam por vítimas que se “defendem”. Na realidade há um outro facto que, apesar de não estar oficialmente confirmado, mostra que a cooperação diplomática não passa duma farsa, que é onde estão os suspeitos da agressão ao jovem em coma? Estão em Portugal ou já foram para outro país?

Este assunto poderá dar origem a um processo judicial, que se prolongará no tempo, eventualmente haverá uma indemnização se o jovem resitir, mas tudo será esquecido dentro de dias ou semanas. A diplomacia continuará a debitar discursos redondos e, talvez, mas só talvez, o embaixador vá dentro de algum tempo mudar convenientemente de posto.


O que mais me indigna é o teor do comunicado da embaixada do Iraque, que em defesa dos seus cidadãos invoca o racismo, e nos quer fazer crer que dois jovens se defenderam de seis e apenas um dos seis sai gravemente ferido, ficando todos os outros incólumes. Não dá simplesmente para acreditar…  


sábado, maio 07, 2016

É DE CIRCO QUE O POVO PRECISA...

Ler uma notícia destas, em que uns quantos dizem que gostam mais dos animais do que os outros, e talvez por isso, gostam de os ver sofrer, ou outros com responsabilidades culturais, que dizem que as touradas são manifestações culturais, é de deitar os dedos à boca para forçar o vómito.

Ainda bem que estamos num país onde existe liberdade de expressão, porque caso contrário, as coisas podiam azedar...


segunda-feira, fevereiro 29, 2016

VELHOS PARA TRABALHAR

A sustentabilidade da Segurança Social tem sido a razão para se aumentar a idade da reforma em diversos países da Europa, ainda que existam diversos limites de idade recomendados para os diferentes países, dependendo sobretudo da solidez das finanças públicas.

Quem já quis ou teve que procurar um emprego com mais de 50 anos, sabe bem o que é dito ou sugerido pelos recrutadores: a idade já não se coaduna às necessidades da empresa e do posto de trabalho.

As fraquezas económicas dos países estabelecem a idade da reforma, mas isso não é coincidente com as necessidades e as exigências do mercado do trabalho.


A notícia recente de que a cadeia El Corte Inglés quer rescindir com pessoas acima dos 57 anos, não é muito comum, apesar de ninguém querer admitir pessoas com mais de 50 anos nos seus quadros, mas ilustra bem as diferenças entre o discurso e a realidade nesta matéria.  


quinta-feira, janeiro 21, 2016

A VERGONHA DAS SUBVENÇÕES VITALÍCIAS

O assunto das subvenções vitalícias dos políticos foi desastroso para Maria de Belém, e para o Tribunal Constitucional, que ficaram muito mal na fotografia.

A candidata que foi deputada por muito tempo, é capaz de dizer que a subvenção é um direito seu, mas todos sabemos que em matéria de direitos esteve ausente quando os direitos dos cidadãos, funcionários públicos, do sector privado e pensionistas foram alvo de cortes, num passado bem recente. Não consta que nessa altura tenha recorrido ao Tribunal Constitucional na defesa dos direitos dos outros.

O Tribunal Constitucional também não defendeu do mesmo modo os cidadãos que sofreram os cortes nos seus direitos, muito menos exigiu a reposição do que foi cortado. Com esta decisão levantou em todos a suspeita de que a defesa dos políticos é a primeira defesa nos seus privilégios, que convenhamos também são de grande monta e sem paralelo em qualquer grupo de servidores públicos.




terça-feira, dezembro 15, 2015

O ESTADO, OS BANCOS E OS BANQUEIROS



Em Portugal começamos a ficar habituados ao colapso dos bancos privados, porque depois do BPN veio o BPP, seguiu-se o BES e agora vem o Banif, perfilando-se também o periclitante Montepio, mencionando apenas aqueles que eu me recordo.

As soluções encontradas para o descalabro dos bancos nacionais tem sido diferente, mas infelizmente o resultado tem sido sempre o mesmo, com o Estado, que somos todos nós, a arcar com os prejuízos, e os compradores a ficar com empresas sem encargos por um preço de saldo.

Há algumas perplexidades em todos os processos conhecidos, que nunca encontraram respostas nem pelos governos nem pelos comentadores económicos que sabem sempre tudo, menos o que queremos saber.

Que se tenha conhecimento nunca foram assacadas responsabilidades aos accionistas e aos gestores dos bancos que colapsaram, apesar de ser sabido que embolsaram lucros chorudos ainda no passado recente, e isso é simplesmente uma originalidade portuguesa.

Os bancos no seu conjunto, que têm responsabilidades legais no caso da falência dos bancos, e as autoridades de fiscalização do sector, nunca assumiram as suas responsabilidades, e isso é vergonhoso.

Por último, e não menos importante, os sucessivos governos nunca revelam no final dos processos, quais foram os encargos que ficaram para o Estado (contribuintes), que resultaram dos desmandos da banca nacional.