terça-feira, setembro 18, 2018
POLÍTICAS AMIGAS DA NATALIDADE
domingo, junho 03, 2018
A PRIVACIDADE DOS RICOS
terça-feira, maio 02, 2017
DIVÓRCIO COM A REALIDADE
segunda-feira, dezembro 12, 2016
DISPARIDADES SALARIAIS EM PORTUGAL?
quinta-feira, janeiro 21, 2016
A VERGONHA DAS SUBVENÇÕES VITALÍCIAS
quarta-feira, outubro 03, 2012
QUEM VAI EXPLICAR?
sexta-feira, junho 29, 2012
HÁ DIFERENTES EUROPAS
quinta-feira, outubro 20, 2011
ENGANADOS
Se há alguma coisa certa neste país, é que os cidadãos nacionais são enganados há diversos anos pelos seus próprios eleitos.
Não há dúvidas de que se alcança o poder mentindo descaradamente aos eleitores, e também deixou de ser verdade que os governos se preocupem em garantir que o Estado seja pessoa de bem, respeitando os seus compromissos, interna e externamente.
Para além das mentiras, os cidadãos ainda são brindados com a demagogia e a injustiça que cada senhor governante nos impões sem o mínimo resquício de vergonha.
Ainda hoje se ouviu o Presidente da República dizer que os cortes dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e aos pensionista eram injustos, mas poucos são os que acreditam que venha a vetar esta medida. Logo depois veio alguém do PSD a dizer que a medida era constitucional e que é indispensável.
Não tenho dúvidas da inconstitucionalidade da medida, nem da sua injustiça, e não sou jurista e muito menos perito em direito constitucional, nem é necessário. Para além da ilegalidade que é gritante, até pelo incumprimento unilateral das obrigações contratuais estabelecidas entre o Estado e os seus trabalhadores e pensionistas, temos a injustiça clamorosa de se aplicar a partir do limiar do ordenado mínimo nacional, o que é simplesmente vergonhoso.
A reacção de quem se sente enganado e verdadeiramente roubado, não vai agradar a quem julga poder continuar a enganar, sem ser contestado e repudiado. Habituem-se, porque o vosso dia chegará, mais cedo do que pensam.

quinta-feira, agosto 25, 2011
RAMALHO ORTIGÃO
feições, mas é demais abusar dos direitos da paternidade até ao ponto de converter uma criaturinha graciosa e simpática no cabide irrisório das depravações artísticas do nosso gosto! Ide ver as crianças, como nós as temos visto, aos domingos de tarde no passeio da Estrela ou em S. Pedro de Alcântara. Lá encontrareis os meninos vestidos de colegiais franceses, de guardas-marinhas ou de empregados do caminho de ferro, de postilhões, de huguenotes, de puritanos, e, sobre isto, as compósitas das toilettes de capricho, em que o hediondo toma profundidades de expressão prodigiosamente alucinantes: as botas cor de pulga com atacadores encarnados e biqueiras de verniz, chapéu de palha atado por baixo da barba com um laço de fita, vestido verde e paletó encarnado, coisas medonhamente semelhantes ao trajo de um macaco que dança ao som de um realejo…
In “As Farpas” – Os nossos filhos, em casa, na rua, no passeio, no liceu, no colégio, Outubro de 1871
quinta-feira, junho 17, 2010
NÃO HÁ VERGONHA
O país está à deriva e o patronato aproveita a inépcia e a ambição dos políticos. Vale tudo para realizarem os seus projectos pessoais sem qualquer preocupação ética ou moral.
A crise que eles invocam para justificar os seus desmandos é da responsabilidade de quem dominava e domina os mercados de capital, para os quais já todos contribuímos com o dinheiro dos nossos impostos, mas o buraco é tão grande que arrastou o país para a falta de liquidez.
As soluções são sempre as mesmas, pelo que estão destinadas a falhar e a deixar um rasto de miséria e desemprego, cada vez maior. Os cortes atingem agora com mais força ainda, os mais pobres, no apoio à saúde, ao ensino e aos desempregados.
A Constituição da República é desvirtuada escandalosamente, exigindo-se aos mais pobres que abdiquem do sigilo bancário para acederem a ajudas, quando o mesmo não é exigido a quem recorre a ajudas escandalosamente substanciais do Estado, e a isenções fiscais. Também não se exige que abdiquem do sigilo bancário, os suspeitos de falências fraudulentas, os que apresentam visíveis sinais exteriores de riqueza sem correspondência com os rendimentos declarados, ou os suspeitos de enriquecimento ilícito.
Temos um governo que tem dois pesos e duas medidas na interpretação da Constituição, consoante se trate de ricos ou pobres. É simplesmente imoral e indecente.
sábado, março 27, 2010
A REALIDADE E OS GESTORES
Portugal é um dos países europeus onde as desigualdades são maiores. Todos os estudos sobre a distribuição da riqueza apontam para o aumento destas desigualdades e o pior é que elas vão aumentando à medida que o tempo passa.
A realidade mostra que vivemos numa sociedade injusta, e não se vê nada que o evite na acção dos diversos governos. Os decisores estão cada vez mais isolados da realidade do cidadão comum e os interesses de quem detém o poder esmagam os direitos da grande maioria.
É absolutamente escandaloso que os gestores das grandes empresas ganhem milhões anualmente e, ao mesmo tempo, se discutam míseros 25 euros de aumento do ordenado mínimo. Dizem-me que os gestores têm objectivos e que merecem tão altas remunerações, mas todos sabemos que esses objectivos quando são atingidos devem-se também ao trabalho de inúmeros colaboradores, que muitas vezes são muito mal pagos.
Como podem governantes, empresários e gestores, querer que os seus funcionários se empenhem a fundo e dêem o seu melhor, se as suas preocupações diárias se prendem com a simples arte de gerir magros salários, sempre com o credo na boca com a ameaça de despedimento sempre presente?
A satisfação e a segurança são ingredientes necessários à boa produtividade e propiciam condições para a inovação, mas isso não faz parte das práticas de gestão em Portugal.
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quarta-feira, abril 22, 2009
SIMPLESMENTE VERGONHOSO
Não tenho qualquer pretensão de esgrimir argumentos políticos ou jurídicos de nenhuma espécie, não só porque não tenho qualquer preparação técnica para tal, mas também porque não sou imparcial, nem tenho essa pretensão.
O fisco acabou por multar recentemente muitos pensionistas que auferem pensões muito modestas, pelo simples facto de não terem preenchido as declarações do IRS nos últimos anos. Pode ser que alguns não saibam, mas muitos dos “castigados” pelo fisco têm idades superiores a 70 anos, e que muitos há cuja pensão (não declarada), não chega sequer para as despesas do lar onde estão neste momento.
Ouvi a explicação do senhor ministro das Finanças, que trata todos pela mesma bitola, e confesso que achei uma vergonha o que disse, e que tenha assim desvalorizado o facto de em muitos casos o incumprimento ter acontecido por mera ignorância.
Porque a memória dos políticos tende a ser demasiado curta, venho aqui recordar dois casos em que responsáveis políticos alegaram a ignorância da lei, o que é simplesmente ridículo e não tem sustentabilidade legal, para justificar comportamentos proibidos e sujeitos a sanções legais que nunca sucederam, apesar das infracções terem tido carácter público. Refiro-me concretamente ao senhor 1º ministro e ao responsável pela ASAE, ambos apanhados a fumar em locais proibidos.
É uma vergonha que a ignorância sirva de desculpa para uns, que nem sequer podiam alegar o desconhecimento, e não sirva para outros, cuja ignorância sobre o direito fiscal é perfeitamente aceitável e mais do que provável, sem qualquer sofisma.

















