segunda-feira, maio 08, 2017
TIRO AO LADO, PLUMA CAPRICHOSA
terça-feira, janeiro 17, 2017
PORQUE SINGRAM OS POPULISTAS?
segunda-feira, dezembro 12, 2016
DISPARIDADES SALARIAIS EM PORTUGAL?
sábado, julho 30, 2016
TEMPO DE FÉRIAS NO TRABALHO
sábado, abril 04, 2015
UM PAÍS SÓ PARA TURISTAS
terça-feira, setembro 02, 2014
COISITAS QUE ME IRRITAM
quinta-feira, julho 17, 2014
A MÁ DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA
Nota: O Zé vai de férias, o que deverá causar algumas irregularidades na postagem deste espaço.
terça-feira, junho 24, 2014
O QUE MAIS NOS INDIGNA
domingo, março 16, 2014
sexta-feira, dezembro 07, 2012
O QUE DIZ A OIT
quinta-feira, janeiro 05, 2012
A INIQUIDADE FISCAL
A propósito do caso da deslocalização fiscal da Jerónimo Martins, para a Holanda, foi muito interessante ouvir os comentários dos nossos especialistas e comentadores ouvidos pela comunicação social que temos.Todos percebemos que a deslocalização fiscal desta empresa visa claramente poupar dinheiro com os impostos. Quem pudesse ter dúvidas sobre as intenções, penso que ficou esclarecido com o profuso rol de argumentos ouvido.
O que é revoltante, para mim, é que quase todos os comentadores dizem que é devido aos altos impostos praticados em Portugal, que as holdings empresariais nacionais fogem para o estrangeiro procurando regimes fiscais mais favoráveis.
Se os impostos são demasiado altos em Portugal, porque é que os mesmos comentadores não o dizem também sobre os impostos que são cobrados aos trabalhadores por conta de outrem, aos reformados e às pequenas empresas? Porque é que percebem e até apoiam os aumentos de impostos sobre os mais “pequenos” e são tão compreensivos para com os mais poderosos?
Depois da saúde para pobres, do arrendamento para pobres, agora temos a justiça fiscal para pobres, que são todos aqueles que não têm as benesses instituídas para as holdings, nem podem fugir com os seus rendimentos para países com fiscalidades mais amigas.
sexta-feira, outubro 07, 2011
SOBRETAXADOS
Os empregadores estão obrigados a fazer a entrega
dos montantes retidos na origem, até ao dia 23 de Dezembro.
Meus caros, ao governo pouco importa se os trabalhadores recebem ou não o subsídio de Natal, ou até se atravessam algum momento de particular aflição, porque isso são pormenores, em tempos de crise.
Apetece perguntar pela «ética social» de que falava um membro do governo, numa altura em que ainda não existe uma real taxação do grande capital e do património. Vivemos num país onde os esforços não são para todos e onde a riqueza é cada vez mais mal distribuída.

segunda-feira, julho 04, 2011
WE ARE THE CHAMPIONS
Enfim somos os maiores nos aumentos de impostos sobre o trabalho e campeões nos alívios fiscais que beneficiam as empresas.
As palavras de Cavaco Silva sobre a justiça na distribuição dos sacrifícios são completamente ocas, porque a realidade é exactamente o inverso da tal justiça invocada, e o silêncio do Presidente da República é ensurdecedor.
Neste pódio ainda não está espelhada a diminuição da Taxa Social Única (TSU) nem o imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal, que vão ainda acentuar mais a injustiça e a pouca vergonha reinante.
Para além destes desmandos e injustiças, Passos Coelho mostra intenções de ficar na história deste país como o “coveiro da Segurança Social”, porque a diminuição da TSU, e apesar de algumas boas intenções manifestadas, vai acabar por descapitalizar a já depauperada Segurança Social, que afinal foi “construída” com o dinheiro dos contribuintes.
quarta-feira, abril 20, 2011
MUSEUS GRATUITOS - PARTE II
Quando escrevi o post anterior pensei nos meus visitantes habituais, não entrando em detalhes muito específicos que só são conhecidos por pessoal ligado aos museus e ao turismo. Pelos vistos fiz mal pois existem leitores mais conhecedores que também o leram e levantaram questões interessantes.
Quero deixar bem claro que o autor deste blogue está rodeado de amigos que trabalham nesses sectores (museus e turismo), sendo que sou também um amante de arquitectura e de História, factores que me levam a conhecer profundamente o nosso Património. Nem o autor do blogue nem os seus colaboradores são membros da APOM, que sabemos ser elitista por ser composta apenas por técnicos superiores e não ser aberta aos restantes profissionais ligados aos museus e à museologia.
Ao abordar a questão da gratuitidade aos domingos e feriados para os estrangeiros, numa altura de grandes apertos orçamentais, faço-o por julgar que é incompreensível, e não vejo que o enquadramento legal vigente seja um impedimento para a “discriminação positiva” que defendo neste momento.
Abordei o caso do Palácio Nacional da Pena, neste momento gerido pelos Montes da Lua, mas continuando a ser da responsabilidade do Estado, por ser um exemplo de como o enquadramento legal não impediu que toda a gente (nacionais e estrangeiros) pague sempre as entradas, à excepção dos residentes do Concelho de Sintra, um pouco à semelhança do que também acontece com o Castelo de S. Jorge em Lisboa.
Para enquadrar mais rigorosamente a minha discordância com a gratuitidade para os estrangeiros em todos os domingos e feriados, devo acrescentar que em diversos serviços dependentes do Ministério da Cultura, e falo de museus, palácios e monumentos, não há dinheiro para pagamento de trabalho extraordinário, e está a ser pedido “um esforço patriótico” da parte dos que asseguram a abertura destes serviços, no sentido de trocarem o trabalho aos feriados por igual tempo de folga, para além de serem forçados ao trabalho por turnos, para assegurarem maior tempo de abertura sem encargos para os serviços.
É óbvio que não estou a falar de membros da APOM, mas sim de outros profissionais a quem o ministério não respeita o direito a horários, nem compensa pela discriminação que pratica, atendendo à categoria que detêm e ao esforço que lhes exige.
É evidente que não espero que o diligente anónimo responda a este novo post, mas talvez possa levar o seu conteúdo ao conhecimento da senhora ministra, ou de alguém próximo dela, porque estou certo que ela não terá conhecimento desta realidade.
quarta-feira, agosto 25, 2010
SUBSÍDIOS
A crise económica que tem sido invocada para congelar salários, aumentar impostos, cortar prestações sociais e lançar portagens, parece que tem apenas um sentido.
Falar do sentido único é quase como dizer-se que não tem qualquer sentido toda esta contenção que atinge sobretudo aqueles que menos têm e que por isso mais sentem os aumentos de impostos e do custo de vida, com salários cada vez mais degradados. Digo isto porque não existe proporcionalidade na contenção cega a que assistimos.
Agora sabe-se o preço da electricidade deve subir novamente em 2011, depois de ter já subido 2,9% este ano. Se ainda se recordam, a EDP apresentou abundantes lucros e o gestor António Mexia recebeu prémios que atingiram valores que mais pareciam um jackpot.
O subsídio que vai ser atribuído às empresas do sector da electricidade num mercado liberalizado, é algo que não dá para entender, e que também ninguém está disposto a explicar.
Leia AQUI

sábado, março 27, 2010
A REALIDADE E OS GESTORES
Portugal é um dos países europeus onde as desigualdades são maiores. Todos os estudos sobre a distribuição da riqueza apontam para o aumento destas desigualdades e o pior é que elas vão aumentando à medida que o tempo passa.
A realidade mostra que vivemos numa sociedade injusta, e não se vê nada que o evite na acção dos diversos governos. Os decisores estão cada vez mais isolados da realidade do cidadão comum e os interesses de quem detém o poder esmagam os direitos da grande maioria.
É absolutamente escandaloso que os gestores das grandes empresas ganhem milhões anualmente e, ao mesmo tempo, se discutam míseros 25 euros de aumento do ordenado mínimo. Dizem-me que os gestores têm objectivos e que merecem tão altas remunerações, mas todos sabemos que esses objectivos quando são atingidos devem-se também ao trabalho de inúmeros colaboradores, que muitas vezes são muito mal pagos.
Como podem governantes, empresários e gestores, querer que os seus funcionários se empenhem a fundo e dêem o seu melhor, se as suas preocupações diárias se prendem com a simples arte de gerir magros salários, sempre com o credo na boca com a ameaça de despedimento sempre presente?
A satisfação e a segurança são ingredientes necessários à boa produtividade e propiciam condições para a inovação, mas isso não faz parte das práticas de gestão em Portugal.
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