terça-feira, janeiro 17, 2017
PORQUE SINGRAM OS POPULISTAS?
sexta-feira, dezembro 19, 2014
O SUCESSO DA AUSTERIDADE
terça-feira, setembro 30, 2014
O PORTUGAL MISERÁVEL
sexta-feira, agosto 16, 2013
A REALIDADE É CRUEL
quinta-feira, julho 05, 2012
RETROCESSO CIVILIZACIONAL
quinta-feira, maio 17, 2012
500 EUROS É UMA FORTUNA
terça-feira, maio 15, 2012
INSANIDADE
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
OS DESACERTOS DE PASSOS COELHO
Estamos fartos de ouvir Passos Coelho e seus ministros a afirmarem que temos de cumprir as exigências da troika, porque esse é o caminho certo para Portugal sair da crise. Não sei se será um palpite do 1º ministro, ou pura subserviência, porque está claro para todos que com essa receita o país só se afunda mais.
Cameron, o chefe do executivo inglês, excluiu deliberadamente Passos Coelho duma proposta apoiada por doze países, no sentido de ser dado mais ênfase ás políticas de crescimento no espaço europeu, por ser evidente que o 1º ministro é um seguidor da chanceler Merkel.
São conhecidas as negociações tidas pela Irlanda, também alvo de um resgate idêntico ao nosso, recusando certas exigências como o aumento de alguns impostos, já para não falar da baixa de juros. A Espanha, ainda que não abrangida por nenhum resgate, já veio a público dizer que vai negociar com a União Europeia uma redução do défice inferior à exigida, por ser um esforço demasiado para a sua economia.
A paga de ser bom aluno veio agora pela voz da própria Merkel, que rejeita baixar os juros de Portugal e da Irlanda, do mesmo modo que o vai fazer com o novo pacote de ajuda à Grécia.
Mas Passos Coelho talvez fizesse bem em olhar com olhos de ver para a realidade portuguesa, e talvez mandasse calar membros do seu executivo que se congratulam com a saída de mais funcionários públicos do que os esperados. Outro assunto que o devia preocupar prende-se com a petição Pelo Pequeno-Almoço na Escola, que demonstra bem como a população vai reagindo à pobreza e à fome cada vez mais evidentes.
Passos Coelho devia estar mais preocupado com os portugueses, e menos com as exigências de quem apenas quer garantir o retorno do seu dinheiro com os respectivos juros. Será preciso partir muita pedra para renegociar certas coisas, mas a um eleito cumpre-lhe defender os interesses dos eleitores, ou não será assim?

segunda-feira, janeiro 23, 2012
SACRIFÍCIOS SÃO PARA TODOS
Para começar temos o facto de cerca de 11.000 euros mensais ser mais do que suficiente para governar qualquer casal português, por isso é um disparate ser levado a sério por qualquer português.
Quanto a Passos Coelho e a tal frase “sacrifícios são para todos”, penso que foi um aproveitamento das queixas de Cavaco, que cai muito mal nos ouvidos dos portugueses que sabem bem que isto não passa de folclore político.
Como já foi dito por todo o lado, “com a pobreza deles estava eu bem”.
sábado, outubro 22, 2011
VISTAS CURTAS
Um país que pretende crescer apenas à custa de baixos salários está condenado a ir ao fundo poço, antes de começar a sua caminhada, mas há quem o não perceba.
Podia começar pelo 1º ministro que diz contar que os patrões do sector privado vão cortar nos salários. Uma palavra de ânimo aos cidadãos deste país, na sua óptica, mas que não deve ser agradável para os visados.
Não se julgue que são só alguns patrões que desejam baixar os custos via cortes nos salários, porque como se viu também essa a visão de Passos Coelho, que até diz que a escolha é apenas entre o desemprego ou cortes salariais.
Os partidos que suportam o actual governo também afinam pela mesma linha, basta ver o sentido do seu voto perante a possibilidade de aumento do salário mínimo, que foi a rejeição pura e simples.
Pouco importa recordar a opinião do PSD e do CDS quando estavam na oposição, e sobre este mesmo assunto, porque já estamos habituados a ouvir precisamente o contrário logo que chegam ao poder, mas é vergonhoso ouvir da boca de um deputado que “não é o governo que paga o salário mínimo nacional”, ou que o seu partido continua a defender o “salário justo”.
Que tal referendar o salário mínimo para os senhores deputados? Talvez seja a única maneira de ter no hemiciclo quem saiba o que custa a vida, e não gente que não sabe nada da vida e das dificuldades de boa parte da sociedade.

quinta-feira, outubro 13, 2011
MARTELAR O DIREITO
Já estamos habituados às afirmações do professor Marcelo Rebelo de Sousa, sempre favoráveis ao actual governo PSD/PP, aqui e ali polvilhadas com umas quantas advertências suaves perante evidentes trapalhadas do executivo.
Hoje veio com afirmações que mais parecem o atirar do barro à parede, sobre a possível retenção do subsídio de férias e de Natal de 2012. Assim como quem não quer a coisa, descai-se com umas “possibilidades” para apalpar terreno e aferir das reacções dos cidadãos.
O professor e constitucionalista, até se permite dizer que a questão mais importante “não tem tanto a ver com a provável inconstitucionalidade da medida” porque o que espera é que a situação económica não se deteriore.
É formidável ver-se que a Constituição até devia poder-se driblar, por causa dos números preocupantes do desempenho da máquina do Estado, que até se voltaram a agravar no 3º trimestre do ano. O exemplo da Grécia trazido por Marcelo Rebelo de Sousa também é pífio e vir comparar Portugal à Grécia nesta altura, nas suas próprias palavras, é de evitar, ainda que às vezes lhe dê jeito.

terça-feira, maio 10, 2011
DE MAL A PIOR
O memorando da “troika” já trazia diversas exigências que inevitavelmente conduziriam o país a uma recessão nos próximos anos, mas algumas das propostas dos nossos partidos políticos conseguem ainda ser mais gravosas.
Ninguém consegue explicar porque será necessária a privatização da REN ou das Águas de Portugal, porque não conheço país europeu onde isso aconteça, e mesmo a privatização da CP deixa muitas reticências, porque o exemplo da privatização de caminhos-de-ferro na Europa deram maus resultados e são poucos. Os melhores transportes públicos europeus não são privados, e alguns dos senhores da “troika” devem sabê-lo porque estão nos seus países.
Outras medidas que não fazem o menor sentido são a facilitação dos despedimentos, o aumento já admitido dos cuidados de saúde, a diminuição das deduções de saúde, educação e das prestações da casa, ao mesmo tempo que diminui a taxa social única para as empresas. É uma mistificação dizer que algumas destas medidas vão fazer aumentar o mercado de trabalho e combater o desemprego, quando se sabe que o consumo só pode baixar devido à baixa de rendimentos do trabalho.
Políticas destas são absolutamente recessivas como já se viu com a Grécia, e com a Irlanda, e não resolvem os problemas, criando apenas mais um, que é o do aumento da pobreza e da instabilidade social.
É lamentável ver-se como se vangloriam os que dizem que este plano de resgate foi uma conquista, porque ele é mau, por ser demasiado rigoroso para uma sociedade tão desigual como a nossa. E por atingir apenas os que já andam a apertar o cinto há mais de uma década.
terça-feira, maio 03, 2011
PORTUGUESES NA MISÉRIA
Devo dizer que não costumo gozar aqui neste espaço com os disparates que vou ouvindo um pouco por aí, mas como se costuma dizer, às vezes a minha paciência é desafiada e custa-me aturar certas pessoas.
Todos se lembram das palavras do Paulo Futre, que tiveram o condão de fazer rir o país inteiro, e que serviram naturalmente para o dito facturar uns cobres com a publicidade a um licor que todos conhecemos. Mas não é do Paulo Futre que hoje me apetece falar.
Hoje apetece-me falar de outro personagem, talvez porque tenha ouvido dizer logo pela manhã que se estava a pensar cortar nas pensões superiores a 600 euros, que pelos vistos é o patamar acima do qual se é rico nesta miserável terra.
Não me julguem um miserabilista por dizer que esta terra é miserável e que os portugueses estão na miséria, porque eu apenas me recordei do disse um fiscalista, ou advogado, da nossa praça, de seu nome Diogo Leite Campos. Ouçam o vídeo que se segue para perceberem o que é a classe média baixa (ele?) e o que é a miséria, segundo os cálculos de tão eminente senhor.
Este país não existe!...
terça-feira, setembro 28, 2010
PATRÕES E SALÁRIOS
Ouvir o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa dizer que a fixação do salário mínimo em 500 euros deve ser adiada para 2013 ou 2014, revolta-me o estômago. Gostava de ver este senhor governar-se durante um ano com um salário de 500 euros, porque só assim é que mereceria algum crédito ou respeito.
Vi o programa Prós e Contras inteirinho, e achei interessante que desde a moderadora até aos convidados, nenhum achou que acabar com as fundações inúteis, das parcerias público privadas, ou das empresas públicas e municipais desnecessárias, podia ajudar nesta crise.
A solução de todos os males é sempre a de subir os impostos indirectos e congelamento ou mesmo cortes dos salários, bem acompanhados pelo alívio da carga fiscal que incide sobre as empresas, mesmo no que diz respeito às taxas sociais.
Estas receitas são do passado, trouxeram-nos ao estado em que estamos, mas continuam a querer impor estas medidas, pelo menos até que a sociedade responda claramente contra este modelo de sociedade que privilegia as desigualdades e a exploração.
quarta-feira, abril 09, 2008
MISÉRIA BENEDITINA
Pude ler na imprensa que o Mosteiro de Tibães, perto de Braga, dependente do Ministério da Cultura, enfrenta dificuldades devido à falta de pessoal, podendo vir a encerrar no período de almoço. Note-se que quando falamos de falta de pessoal nos museus, palácios e monumentos que afectam o horário de atendimento do público, estamos a falar exclusivamente de pessoal de vigilância.Todos os anos, mais ou menos por esta altura, vêm a lume os encerramentos, por greve ou por falta deste pessoal indispensável ao funcionamento destes serviços. Os trabalhadores cansaram-se das greves alertando para este e outros problemas do sector, e agora nem necessitam de recorrer a esta forma de luta para que a realidade salte à vista de todos.
Há poucos dias um leitor deste espaço admirava-se que com tanto desemprego, esta situação pudesse acontecer. Acontece, e não tem um fim à vista, porque hoje mesmo fiquei a saber que, pelo menos um serviço na zona de Lisboa, pretende contratar a recibos verdes pelo período de seis meses algumas pessoas para desempenharem essa função de vigilância. Ouviram bem, um serviço da Administração Central pretende admitir a prazo e com recurso a recibos verdes, trabalhadores que vão cumprir horários e ficam sob subordinação hierárquica, além de preencherem necessidades permanentes dos serviços, como é evidente.
Este é um dos exemplos que a Administração Pública, melhor, os seus dirigentes, dão das más práticas contratuais. Não sei se estão distraídos, ou se desconhecem a lei, mas lá que isto é estranho, isso é!


















