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sexta-feira, agosto 16, 2013

A REALIDADE É CRUEL

Numa altura em que surgem uns números menos desagradáveis é bom que não nos esqueçamos de que a saúde continua a sofrer cortes que atingem todos, mas que são mais cruéis ainda para os pouco ou nada têm.


sábado, março 23, 2013

TIRO AO ALVO



Um governo que pretende fazer crer que está a fazer uma reforma da Função Pública, tornando em alvos de rescisão os funcionários das categorias mais baixas dos funcionários, é simplesmente ridículo, para não dizer estúpido.

Os confessados alvos da dita reestruturação são os assistentes operacionais (antigos operários), e os assistentes administrativos. Convém esclarecer que nestas carreiras estão pedreiros, carpinteiros, mecânicos, calceteiros, telefonistas, auxiliares de acção educativa, administrativos ou vigilantes de museu, entre outros.

Quando ouvi Passos Coelho dizer que estas rescisões podiam ser uma oportunidade para os abrangidos, e que estes eram os que tinham menores habilitações, percebi que o ideal dele devi ser ter naquelas funções doutores e engenheiros, ainda que essas habilitações em nada os qualificassem para as funções.

Eu sei que há muito quem odeie quem trabalha na Função Pública, mas mesmo esses terão imensa dificuldade em responder à simples pergunta: quem irá desempenhar no futuro essas funções, e quanto é que isso custará ao erário público? A resposta a esta pergunta devia ser conhecida por todos, antes deste programa de rescisões, mas isso seria pedir muito a um governo de incompetentes.


quarta-feira, julho 14, 2010

CULTURALMENTE ESCLARECIDO

Depois do folhetim dos cortes orçamentais na Cultura, penso que devidos ao PEC, eis que a senhora ministra veio agora anunciar que afinal já não corta os apoios este ano.

Afinal não terá sido a instrumentalização do BE que terá influenciado este desfecho, mas a vontade e a celeridade com que o primeiro-ministro agiu em defesa da Cultura. O histerismo de quem contestou a redução dos apoios era injustificada, porque a senhora ministra e José Sócrates estavam a trabalhar para resolver tudo.

No meio disto tudo estava também um director-geral que atrapalhava tudo, e que felizmente pediu voluntariamente a demissão, porque Gabriela Canavilhas pelos vistos não o podia demitir, por razões que desconheço.

Tudo parece resolvido a contento, ainda que ninguém saiba de onde virá o dinheiro correspondente aos 10% que efectivamente foram cortados do orçamento, mas isso deve ser um detalhe sem importância nenhuma, porque nem mereceu a atenção de ninguém.



FOTOGRAFIA
By lds-peacedragon

CARTOON

By Junião

sexta-feira, julho 09, 2010

NERVOSISMO

Os cortes de verbas na Cultura que eram de 20% e depois passaram a ser de 12% tiveram o condão de enervar a senhora ministra da Cultura. O sorriso apagou-se e a irritação tomou conta do discurso da Gabriela Canavilhas que começou a disparar em todas as direcções.

Não foi elegante a acusação de histerismo, nem tão pouco a acusação de que a contestação era liderada pelo Bloco de Esquerda. Não fica bem utilizar um discurso datado e que todos queremos esquecer. A exigência de provas quanto ao provável aumento do desemprego foi uma manobra que demonstra bem com que espírito encara a situação.

O que a senhora ministra não diz é porque razão mantém a intenção de mudar o Museu Nacional de Arqueologia e retomar a construção do novo Museu dos Coches, que obviamente vão consumir recursos públicos, quando justifica cortes por falta de verbas, cativadas pelo ministério das Finanças.



FOTOGRAFIA
KOT89

CARTOON
A Culpa por JITET KUSTANA

segunda-feira, julho 05, 2010

A RECEITA DO COSTUME

Anuncia-se que se preparam os maiores cortes de sempre nos salários da função pública, como se essa fosse a solução para os problemas do país.

Os arautos deste esquema, que não se fartam de dizer as coisas mais mirabolantes sobre o funcionalismo público, nunca vêm a terreno dizer temos das menores percentagens de funcionários da Europa, nem que na última dezena de anos foram precisamente os funcionários públicos os que mais viram desvalorizados os seus salários.

Os factos incomodam os defensores destes cortes, que curiosamente recebem na sua grande maioria benefícios por parte do Estado ou de empresas públicas, sendo que alguns têm ainda umas “reformas douradas” pagas pelo erário público.

A corrupção, os crimes de colarinho branco, as fugas descaradas ao fisco, o dinheiro esbanjado com o beneplácito de políticos, a má gestão da coisa pública, isso são coisas em que não se pode mexer, e nós percebemos bem porquê.

Sabe-se que assim não vamos promover o desenvolvimento do país, e que assim não se criam condições para o aumento da produtividade ou para a retoma da economia, mas persiste-se no erro. Os maus políticos e os péssimos economistas que vão dando os seus palpites, só conhecem a receita dos baixos salários, dos cortes nos direitos sociais e laborais, afinal a mesma receita que nos atirou para a cauda da Europa.

Vamos! Continuem a votar neles que isto ainda pode piorar mais…

Actualização: Com as afirmações do secretário de Estado Gonçalo Castilho, pretendendo desmentir a notícia veiculada esta manhã pela comunicação social, este vosso amigo ficou ainda mais convencido que a machadada vem aí, assuma ela a forma que for. Quando este governo desmente rumores, é certo e sabido que é tudo uma questão de tempo para darem o dito por não dito.