Pude ler na imprensa que o Mosteiro de Tibães, perto de Braga, dependente do Ministério da Cultura, enfrenta dificuldades devido à falta de pessoal, podendo vir a encerrar no período de almoço. Note-se que quando falamos de falta de pessoal nos museus, palácios e monumentos que afectam o horário de atendimento do público, estamos a falar exclusivamente de pessoal de vigilância.Todos os anos, mais ou menos por esta altura, vêm a lume os encerramentos, por greve ou por falta deste pessoal indispensável ao funcionamento destes serviços. Os trabalhadores cansaram-se das greves alertando para este e outros problemas do sector, e agora nem necessitam de recorrer a esta forma de luta para que a realidade salte à vista de todos.
Há poucos dias um leitor deste espaço admirava-se que com tanto desemprego, esta situação pudesse acontecer. Acontece, e não tem um fim à vista, porque hoje mesmo fiquei a saber que, pelo menos um serviço na zona de Lisboa, pretende contratar a recibos verdes pelo período de seis meses algumas pessoas para desempenharem essa função de vigilância. Ouviram bem, um serviço da Administração Central pretende admitir a prazo e com recurso a recibos verdes, trabalhadores que vão cumprir horários e ficam sob subordinação hierárquica, além de preencherem necessidades permanentes dos serviços, como é evidente.
Este é um dos exemplos que a Administração Pública, melhor, os seus dirigentes, dão das más práticas contratuais. Não sei se estão distraídos, ou se desconhecem a lei, mas lá que isto é estranho, isso é!
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