quinta-feira, maio 26, 2016
ASSIM SE ABASTARDA O TURISMO EM LISBOA
terça-feira, setembro 01, 2015
SERÁ QUE PRODUZIMOS TÃO POUCO?
domingo, abril 19, 2015
PRAGMATISMO DA TRETA
quinta-feira, julho 03, 2014
terça-feira, junho 26, 2012
PORTUGUESES ENGANADOS
sexta-feira, junho 03, 2011
DIVIDIR PARA REINAR
Foi sem grande admiração que soube hoje que o Estado, o tal que se julgava ser pessoa de bem, vai proceder aos descontos para a ADSE (1,5%) nos subsídios de férias e no subsídio de Natal, dos funcionários públicos no activo e na reforma, que beneficiam desse subsistema de saúde.
Atendendo ao que já se sabe das medidas que constam do memorando assinado com a troika, os beneficiários da ADSE vão ver reduzidos os seus direitos, ou comparticipações em cuidados de saúde, mesmo depois de se terem aumentado os descontos em 0,5%, e pelos vistos, depois de descontarem mais dois meses do que era devido.
Este governo que agora cessa funções, e os outros dois partidos signatários do memorando, comprometeram-se a reduzir os custos na saúde, e por consequência na ADSE, e além de diminuírem as comparticipações, pelos vistos também querem aumentar os descontos, fazendo com que os funcionários públicos paguem por dois carrinhos, como se o congelamento dos salários, e os cortes, não fossem ainda suficientes.
Infelizmente sempre apelaram ao sentimento de inveja, e à divisão entre os portugueses para tomarem medidas deste tipo, mas pode ser que ainda hajam muitos eleitores que saibam distinguir entre o que é justo e o que é injusto, e o saibam exprimir no momento do voto.
terça-feira, maio 10, 2011
DE MAL A PIOR
O memorando da “troika” já trazia diversas exigências que inevitavelmente conduziriam o país a uma recessão nos próximos anos, mas algumas das propostas dos nossos partidos políticos conseguem ainda ser mais gravosas.
Ninguém consegue explicar porque será necessária a privatização da REN ou das Águas de Portugal, porque não conheço país europeu onde isso aconteça, e mesmo a privatização da CP deixa muitas reticências, porque o exemplo da privatização de caminhos-de-ferro na Europa deram maus resultados e são poucos. Os melhores transportes públicos europeus não são privados, e alguns dos senhores da “troika” devem sabê-lo porque estão nos seus países.
Outras medidas que não fazem o menor sentido são a facilitação dos despedimentos, o aumento já admitido dos cuidados de saúde, a diminuição das deduções de saúde, educação e das prestações da casa, ao mesmo tempo que diminui a taxa social única para as empresas. É uma mistificação dizer que algumas destas medidas vão fazer aumentar o mercado de trabalho e combater o desemprego, quando se sabe que o consumo só pode baixar devido à baixa de rendimentos do trabalho.
Políticas destas são absolutamente recessivas como já se viu com a Grécia, e com a Irlanda, e não resolvem os problemas, criando apenas mais um, que é o do aumento da pobreza e da instabilidade social.
É lamentável ver-se como se vangloriam os que dizem que este plano de resgate foi uma conquista, porque ele é mau, por ser demasiado rigoroso para uma sociedade tão desigual como a nossa. E por atingir apenas os que já andam a apertar o cinto há mais de uma década.
sexta-feira, setembro 17, 2010
DESCONFIEI DESTE TÍTULO
Depois de ter recebido um "boneco" do meu amigo Goraz, fui à procura do título que lhe tería dado origem, e encontrei-o:
«Preço dos medicamentos desce seis por cento»
Deixo-vos o boneco e acrescento a minha desconfiança.

quarta-feira, janeiro 16, 2008
AS FALHAS NOS CÁLCULOS
Os portugueses lucraram imenso com estas previsões e têm premiado os seus autores com lugares de topo na economia e nas empresas nacionais, nos bancos e até em instituições europeias e internacionais. Todos? Não, claro que não, apenas os que interessam e que enriquecem estupidamente perante a passividade de quem sai claramente mais pobre com este feito.
A dada ocasião começam-nos a iniciar nos meandros da economia global e nos mercados liberalizados, para logo saltarem para os benefícios do empreendedorismo e para as regras da oferta e da procura, e da auto-regulação dos mercados. Aqui começam as perguntas ingénuas sobre a natureza dos efeitos das falhas nos cálculos da inflação. As respostas são prontas e o erro é sempre considerado marginal, resultante duma conjuntura internacional imprevisível, mas que terá afectado igualmente toda a sociedade portuguesa. Se ficamos convencidos? Nem todos.
Na busca de mais respostas, alguns perguntam inocentemente se o governo ao fornecer indicadores para a inflação sistematicamente abaixo do valor real não estará, com isso a desregular o mercado? Bem, aqui começam a subir o tom da voz. A imparcialidade e outras declarações, como as preocupações sociais e a defesa intransigente dos interesses do país são despejados em catadupa.
Silenciosamente, no seu recanto e em surdina, o Zé destila o seu fel e murmura para si mesmo, que estes cálculos por defeito apenas servem para influenciar as negociações salariais, baixando na prática o poder de compra de quem trabalha por conta de outrem, beneficiando uns quantos alarves, que de rédea solta com a desregulação das normas laborais, ameaçam quem deles depende e paga cada vez menos com mais exigências.
Os autores das falhas nos cálculos gabam-se ainda de em tudo o resto terem acertado, permanecendo cegos ao ridículo de tal afirmação, perante a incredulidade diante tamanha desfaçatez, por parte do pobre Zé, que afinal até pensava que estava num oásis rosado e dá por si num país com um nome difícil de pronunciar, onde até a linguagem é diferente da que aprendera nos seus tempos de escola.
Aqui acordei do pesadelo, saltei para as teclas e escrevi estas tolices, antes de voltar lá para fora e ser forçado a reviver tudo isto, agora em português de Portugal.











