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terça-feira, outubro 16, 2018

DESONESTINADE INTELECTUAL

A afirmação de Mário Centeno que "estima" um aumento do salário médio na função pública de 121 euros em dois anos (são 68 euros, agora, e 53 euros, depois), acima dos 3%, só encontra comparação com a aquela máxima popular: para as estatísticas (estimativas), se num universo de duas pessoas, um comer dois frangos, para a estatística cada uma das pessoas terá comido um frango.

A realidade é porém muito diversa, pois há muitos funcionários que não beneficiaram de qualquer subida de escalão, nem em 2018 nem é expectável que subam em 2019, e esses também entram na estimativa de Centeno, que tem a reputação de ser uma pessoa muito rigorosa, mas... 


sexta-feira, abril 07, 2017

AS TRETAS DAS ESTATÍSTICAS DO EUROSTAT

As estatísticas são sempre uma treta, mas servem de indicativo para muita gente que acaba por influenciar a nossa economia, como sejam as agências de rating, o BCE ou a Comissão Europeia, que dão mais crédito a estudos e estatísticas do que à realidade.

Fiquei a saber pelo DN que os portugueses ganham 13,7 euros à hora, que eles dizem ser metade da média do euro. Claro que não houve o cuidado de traduzir bem o que saiu do gabinete de estatísticas oficiais da União Europeia, mas mesmo assim podiam fazer as contas, e veriam que estes resultados não correspondem em nada aos salários e outras prestações que cá se praticam.

É curioso que esta estatística “diga” também que o custo hora do trabalho só baixou em 2014, e 0,1 euros, tendo aumentado todos os outros anos desde 2004 até 2016.


Paguem-me este valor hora e eu prometo estar calado nos próximos 5 anos, pelo menos.


terça-feira, agosto 16, 2016

CONDUZIR ESTATÍSTICAS

Conduzir ou condicionar respostas a inquéritos, sejam eles para estatística ou apenas para mostrar tendências, é extremamente fácil e tem sido uma arma que se usa muito para manipular a opinião pública.

Não se pode afirmar com segurança que exista manipulação nas consultas de opinião, porque é sempre um terreno escorregadio, mas também é verdade que se fizessem as mesmas perguntas de modo diferente os resultados seriam muito diferentes.

Um dos títulos da comunicação social destes dias, diz que a “maioria dos portugueses concorda com o fim dos cortes mas não com as 35 horas”, relativamente à função pública, evidentemente.

Utilizando perguntas simples como, concorda ou não concorda com isto ou aquilo, especialmente quando nos referimos a “outrem”, os resultados podem bem ser estes, até porque” à pála” do fim dos cortes dos salários na função pública, os salários do sector privado aumentaram 4,5%, segundo a mesma comunicação social.

Falando sobre as 35 horas, onde grande parte do sector privado já as pratica, e outra parte, menor, não o faz, a pergunta podia ter sido mais justa, podendo ser “em Portugal os horários de trabalho deveriam ter como limite as 40 ou as 35 horas semanais?”. Certamente teriam sido muito diferentes as percentagens, acreditem-me.


Como diria um meu amigo brasileiro: pimenta no cu dos outros para mim é refresco.   

segunda-feira, setembro 07, 2015

FELICIDADE E DINHEIRO



Todos sabemos que o dinheiro não compra felicidade, mas que dá uma ajuda que não podemos desprezar, isso dá.

Foi conhecido recentemente um estudo feito pelo Instituto Nacional de Estatística do Reino Unido que confirma que o dinheiro traz mesmo felicidade, ou seja, que a satisfação com as condições de vida, a valorização pessoal e profissional, bem como a felicidade, aumentam proporcionalmente à riqueza do agregado familiar.

Porque os ingleses são por natureza bastante cautelosos, acabaram por sugerir no dito estudo que “é possível que o dinheiro dê felicidade, mas também que seja a felicidade a trazer o dinheiro”.

Eu sou muito tuga e muito céptico, e aconselharia os estudiosos a fazerem o reverso, que era estudar se a miséria faz alguém feliz, o que traria luz ao assunto.



terça-feira, setembro 01, 2015

SERÁ QUE PRODUZIMOS TÃO POUCO?



Segundo os rankings da OCDE e da UE os portugueses são dos europeus que mais horas trabalham e dos que menos produzem e estes dados resultam da informação fornecida dada pelos diversos governos europeus.

Esta coisa das estatísticas pode conduzir a resultados difíceis de explicar, como seja o facto de ver o Luxemburgo a ter um rendimento por hora de trabalho de 58,8 euros, e em Portugal o rendimento hora é de apenas 17,1 euros. Atendendo ao facto de boa parte dos trabalhadores luxemburgueses serem de facto portugueses, esta diferença custa a engolir.

Existe um factor cuja responsabilidade é de muitos trabalhadores e empresários portugueses, que é o da fuga aos impostos, escondendo-se rendimentos e lucros, o que prejudica, e muito, qualquer estatística.


quarta-feira, agosto 28, 2013

AGENDA POLÍTICA



As trapalhadas com dados estatísticos fornecidos pelo governo não são novidade, contudo quando esses dados servem para as entidades que compõem a troika concluírem qual o caminho que Portugal deve trilhar para a recuperação económica, então a coisa complica-se.

Depois da Moody’s ter concluído que os aumentos de produtividade apresentados por Portugal resultam em grande parte do aumento do desemprego, o que não garante qualquer sustentabilidade económica, agora veio a polémica do relatório do FMI com dados errados.

Quando todos sabemos que as entidades estrangeiras gostam de fazer os ajustamentos por via da compressão dos salários, é inadmissível que o governo forneça dados nada precisos sobre os cortes salariais e a percentagem dos trabalhadores atingidos pela tesourada nos salários.

Portugal tem dos salários mais baixos da Europa e nos últimos 4 anos foi o país que mais cortou nos rendimentos do trabalho, quer por via dos cortes efectivos nos salários, quer por via do aumento brutal da carga fiscal. 

Pedir mais cortes devido a dados manifestamente incorrectos é pouco sério, e um governo que não faz nada para clarificar é porque tem uma agenda secreta que não quer admitir.



quarta-feira, setembro 01, 2010

AS ESTATÍSTICAS

Temos um senhor secretário de Estado que não gosta de algumas estatísticas do Eurostat, em particular das do desemprego que segundo ele são de 10,6 % e não 10,8 %, como diz aquela entidade da União Europeia.

Valter Lemos não devia preocupar-se com os 0,2 % de diferença entre os resultados do INE e os do Eurostat, porque é ridícula tendo em conta a grandeza do desemprego.

Já agora, podemos lembrar que também lemos que os níveis de confiança, em Portugal, estão a melhorar (?), apesar de se registar agora uma maior inflação do que a da média europeia, resultado que a nós nos causa muita estranheza.

Estaremos mesmo mais confiantes? Com a economia no estado em que está, com o desemprego ainda a aumentar e com os salários a decrescer? Elucide-nos senhor secretário de Estado.



FOTOGRAFIA
By Palaciano

CARTOON

terça-feira, julho 01, 2008

ROSAS ESPINHOSAS

Nós vivemos num país onde a economia e o défice estão perfeitamente controlados, segundo dizem os nossos excelsos governantes, e onde as críticas à governação são apenas má-língua e manipulação da oposição.

As rosas têm naturalmente espinhos, e vivemos numa Europa onde a inflação atingiu os 4%, exactamente o dobro do que estava previsto, mas neste roseiral aninhado junto ao Atlântico, temos uma inflação de apenas 2,6%, segundo nos informam os responsáveis pela coisa pública. Nem me importa saber a que cabaz corresponde tal número fantasioso, porque nas minhas parcas finanças, onde contabilizo criteriosamente cada euro ganho, a inflação vai muito próxima dos dois dígitos, e eu até nem sou dado a luxos, levo uma vida bem pacata e caseira.

A gasolina e o gasóleo sobem sem cessar, mas congelam-se os preços dos passes em alguns locais, subindo os preços dos bilhetes de comboio, de eléctrico, de autocarro e de metro, bem como os táxis, ao mesmo tempo que se espera que os cidadãos adiram aos transportes públicos. Tem lógica tudo isto, ou será que sou eu que não atinjo este patamar de sapiência?

Os salários não podem aumentar, por causa da maldita inflação, mas tudo o resto pode. É uma heresia dizer que há mais pobreza, ainda que cada vez mais gente recorra a ajudas mesmo do tipo alimentar, e também há mais créditos incobráveis, mas trata-se apenas de despesismo, está claro. Devo estar mesmo a precisar de algum tratamento oftalmológico, espero que o senhor presidente da câmara esteja disposto a fazer um acordo com o governo cubano, para ver se me trato, porque a Saúde encareceu 12%, segundo dados do INE, e o meu vencimento foi actualizado em apenas 2,1%.

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FOTOGRAFIA
Paradise by Lilyas

Dryad by Lilyas

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CARTOON
Patrick Chappatte

Tab (Thomas Boldt)

terça-feira, setembro 25, 2007

PESSOAS EM VEZ DE NÚMEROS

Quando leio artigos a dizer que o “desemprego registado cai 10,2% em Agosto” embora esteja 0,6% acima do registado no final do mês de Julho, logo a seguir avançam com outro dado, segundo o qual “o número de desempregados registados, mantém-se com uma trajectória descendente em termos anuais”, fico preocupado.
Os números apresentados como “desemprego registado” não correspondem ao número de pessoas que efectivamente estão desempregadas, e pior ainda, o facto de haver um aumento no mês de Agosto não é um bom sinal, como se sabe, já que é a época do ano em que mais se recorre a contratos sazonais.
Fico solenemente irritado com este adoçar da pílula, sempre que se fala dos desempregados, porque acima de tudo significam e afectam pessoas e agregados familiares, num país em que os salários já de si são muito baixos em relação ao custo de vida, e também porque os apoios sociais são cada vez menores.
Detesto o espírito economicista que prevalece nas instâncias do poder, e em grande parte da classe empresarial, porque subvalorizam sistematicamente o desemprego, mas não hesitam em anunciar aumentos de lucros cada vez maiores e ainda exigem maiores facilidades para efectuarem despedimentos, fazendo baixar por essa via os próprios salários.
A mesquinhez que muitos destes agentes demonstram perante a situação dos trabalhadores vai certamente ter um fim, mais cedo ou mais tarde. Como alguém dizia, “ a fome é má conselheira” ou “perdido por cem, perdido por mil”, são frases que cada vez mais me ocorrem.

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FOTOGRAFIA
Energetic
VyFy

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CARTOON

Patrick Chappatte
Brian Fairrington

segunda-feira, agosto 27, 2007

AS ESTATÍSTICAS E A REALIDADE

Pela enésima vez venho manifestar a minha descrença nos dados estatísticos divulgados. Um dos títulos escarrapachado na página de Economia do DN dizia, “Salários mais altos triplicam os menores”, e logo abaixo, “Desigualdade. No mundo do trabalho por conta de outrem, a desigualdade não cresceu nem diminuiu. Em média, os 10% mais bem pagos continuam a ganhar três vezes mais do que os 10% que menos recebem pelo trabalho”.
A acreditar no que relata o jornal nas letras gordas a meio do corpo do texto “380 euros é o valor até ao qual vai o ordenado líquido mensal dos 10% mais mal pagos no País”, pelo que fazendo a simples multiplicação por 3, chegamos ao valor médio dos mais bem pagos que será de 1.140 euros líquidos mensais (?). Ou a matemática é uma batata, ou algo está errado no título da notícia.
O abuso de estatísticas para fins duvidosos de que falava Cavaco Silva, está bem patente nestes números, pois não reflectindo a realidade, nem pouco mais ou menos, conduz à conclusão referida “A desigualdade não cresceu nem diminuiu”, que também não é verdadeira, pois como se sabe, e foi também amplamente divulgado por toda a imprensa, foi nos altos cargos de direcção e gestão das empresas, que se verificaram os maiores aumentos salariais nos últimos anos.
Os portugueses merecem ser informados e não intoxicados com propaganda.

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ASSÉDIO TABAGISTA

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FOTOGRAFIA

Helge Rudschinat Grønli

Susie

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CARTOON
Tab (Thomas Boldt)