sexta-feira, abril 07, 2017
AS TRETAS DAS ESTATÍSTICAS DO EUROSTAT
quarta-feira, agosto 14, 2013
FOGO-FÁTUO
terça-feira, abril 19, 2011
MUSEUS GRATUITOS?
Ao ler a opinião da ministra da Cultura, publicada no DN da passada segunda-feira, sobre o tema em questão, fiquei com a impressão de que a senhora ministra só tem este tipo de discurso porque está de saída, ou porque está muito equivocada.
Tudo roda em torno das gratuitidades aos domingos e feriados até às 14 horas, que em muitos casos são contestadas, especialmente em museus e monumentos que fazem parte de roteiros turísticos consolidados.
Podemos discutir se gostávamos de ter entradas grátis em todos os museus, como acontece com o Museu Berardo, mas seria curial colocar em local bem visível o custo dessa atitude, para não distorcer uma discussão que se quer séria.
Gabriela Canavilhas fala dos museus ingleses para exemplificar as virtualidades das gratuitidades, mas pode-se contrapor a realidade francesa, onde se paga, e onde temos uma melhor gestão museológica e onde o público é muito mais abundante, mas não vale a pena.
Alguém deveria recordar à senhora ministra que o Palácio Nacional da Pena, que é um monumento nacional e está sob a tutela do seu ministério, ainda que seja gerido por uma aberrante sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, não dá gratuitidades aos domingos e feriados a ninguém, excepto aos residentes no concelho de Sintra, e sobre isso a senhora ministra não se pronuncia.

domingo, janeiro 16, 2011
CAVACO E A ILUSÃO
Não tinha qualquer vontade de falar sobre a eleição que está próxima nem de nenhum candidato, pela simples razão de que vou votar em branco. A intenção ficou por isso mesmo porque há afirmações que custam ouvir, vindas da parte de quem se candidata ao lugar mais alto do Estado português.
É impossível ouvir sem alguma revolta, Cavaco Silva dizer que haverá alguma injustiça nos cortes salariais da função pública, quando ele assinou a medida sem sequer a ter enviado ao Tribunal Constitucional. Registe-se que o PSD também não votou contra a medida.
sábado, setembro 18, 2010
CAMELÍTICO
Este senhor começa a ficar perturbado com o calor desértico de parte deste país. As notícias que me chegam aos ouvidos conduzem o espírito até ao Poceirão, e fico espantado com a suspensão do outro troço do TGV.
Após beber um gole de água fresca, fiquei a saber que afinal este país que até estava a crescer 0,1% mais do que o previsto, afinal está a ser prejudicado por uma crise internacional que aconselha à moderação no investimento. Estávamos a crescer e a sair da crise, mas agora tudo se inverteu. Daqui a seis meses voltamos a crescer, e haverá novo concurso.
O governo PS, grande defensor do Estado social, decidiu defender a nação do oportunismo que grassa no sector da saúde, especialmente nos mais pobres que começaram a abusar dos medicamentos, e vai obrigar os ditos a pagar 5% dos medicamentos que lhes forem receitados. Claro que também vão baixar os preços dos medicamentos, o que será uma altura boa para diminuir a comparticipação estatal.
Socialmente esclarecido sobre a bondade das medidas, e sem poder arcar com o preço da minha medicamentação, vou lá fora gritar uns quantos piropos aos autores desta (dês)graça, e deixo um aviso à navegação: VOTEM NELES, E DEPOIS … EMIGREM!
sábado, agosto 16, 2008
O PAÍS DAS MARAVILHAS
Nem vale
a pena falar dos números apresentados, porque são simplesmente ridículos, mas não deixo passar em branco a oportunidade das declarações e o tom triunfal com que foram feitas.
O “bom desempenho” na baixa do desemprego, na contenção da inflação e no crescimento do PIB, não se notam em absoluto nas carteiras dos cidadãos, mas na fantasia dos nossos governantes, o país está mais rosado e é tudo uma maravilha. A crise no entender daqueles senhores é “lá fora” e podemos todos ficar mais descansados, mesmo tesos como um carapau seco e sem sequer uns trocados para mandar cantar um cego.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
USEM O PHOTOSHOP
Falei neste programa de fotografia, há outros claro, não com qualquer intuito publicitário, mas antes para introduzir um outro assunto.
Vamos gastar três milhões de euros numa campanha de imagem de Portugal onde não apareça a imagem de “subdesenvolvimento, iliteracia, corrupção e recorrentes indicadores estatísticos de miséria”. Isso mesmo, vamos dar uma imagem diferente do nosso país.
O nosso ministro Manuel Pinho, decidiu deixar nas mãos de uma agência de publicidade, a ‘criação desta nova imagem de Portugal’. Substitui-se Amália por Marisa, Eusébio por Mourinho e Cristiano Ronaldo e até surgiu uma ideia peregrina de substituir a bandeira nacional. Brilhante!
Com esta nova ‘imagem retocada’ ficamos todos muito mais confiantes no futuro, e os estrangeiros talvez pensem em lançar uma OPA amigável para comprar o produto. Até apetece sugerir a nomeação de Manuel Pinho para o Nobel da Publicidade, que se não existe ainda, devia ser criado expressamente para galardoar esta brilhante ideia. Já há quem sugira um hino cantado pelo Tony Carreira ou quiçá, pela estrela emergente, de seu nome Castelo Branco.
Viva Portugall.














