Segundo o Público, na zona do Cais do Sodré, em Lisboa, foi descoberta uma rampa de lançamento de barcos, que consiste essencialmente numa estrutura feita em troncos de madeira sobrepostos, ocupando cerca de 300 metros quadrados, datada do século XVI.
Esta estrutura de madeira enterrada no lodo, que a terá conservado durante vários séculos, estará muito provavelmente ligada a um estaleiro naval que terá ali existido.
A descoberta terá sido feita durante os trabalhos preparatórios para a construção dum parque de estacionamento subterrâneo.
O que me ficou desta notícia foi a afirmação da subdirectora do IGESPAR, Catarina de Sousa, que terá dito que apesar de muito interessantes, esta e outras estrutura encontradas são perecíveis, pelo que a sua conservação e musealização no local é “praticamente inviável”.
Racionalmente e conhecendo os meandros da Cultura em Portugal, sei que a penúria em que se vive aponta para o que terá sido dito por esta responsável do IGESPAR, mas devo recordar, até porque Passos Coelho ainda há pouco tempo lá esteve, que na Suécia se fez propositadamente um museu após ter sido encontrado no fundo do mar o navio Vasa.
É tudo uma questão de vontades, de respeito pela História, e só por último uma questão de meios. Recordo também, e para finalizar que a Cultura está sob a tutela do 1º ministro, Pedro Passos Coelho.










