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quinta-feira, agosto 16, 2012

VAMOS FAZER PARTIDOS


As recentes declarações de Paulo Portas e a embrulhada da compra dos submarinos que “emerge e submerge” trazem às notícias detalhes dos acontecimentos de finais de 2004.

Lá surgiu de novo o doador “Jacinto Leite Capelo Rego”, que terá doado 300 euros ao CDS, e o facto de em apenas quatro dias terem sido feitos 105 depósitos em dinheiro a favor do CDS, num total de 1.060.250 euros, que teriam sido angariados em festas e em jantares do partido.

Numa altura em que o dinheiro anda escasso e o emprego escasseia, estou a pensar reunir uns quantos amigos e formar um partido. A par da acção política podíamos apostar em força em festas e jantares para angariação de fundos, que bem podiam destinar-se a fundos de reformas dos dirigentes. 

Bora, malta! O que está a dar é fazer festas e jantares partidários... 

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Peter De Seve

segunda-feira, janeiro 28, 2008

O FINANCIAMENTO DOS MUSEUS

Já começa a ser um hábito ouvir-se falar da penúria a que se encontram votados os museus e o restante Património nacional, o que não se compreende é que ao mesmo tempo que se realça a importância da Cultura na atracção de fluxos turísticos, e o consequente arrecadar de verbas, se assita em paralelo à diminuição das verbas atribuidas pelo orçamento de Estado.
Que sentido faz virem proclamar com pompa e circunstância a exposição de obras do Hermitage, e até a criação de um pólo desse museu em terras lusas, se os nossos museus são forçados a ficar sem exposições por não haver margem orçamental para a sua execução?
A política para a Cultura é de claro desinvestimento, sendo um facto conhecido de que em 2007 serão atribuidos menos três milhões de euros para o funcionamento dos museus. Ainda estão no ar os ecos do Roteiro pelo Património, efectuado na semana passada, e já somos brindados com esta triste realidade, por um ministério para o qual foi prometido o mítico 1%, que afinal é só 0,4% do bolo a repartir por todos os ministérios. Claro que as promessas deste tipo soam sempre bem em campanha eleitoral, o pior é colocar em prática esses compromissos.

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FOTOGRAFIA
Max Snegirev

D!M

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CARTOON

Daryl Cagle

Christo Komarnitski

segunda-feira, novembro 19, 2007

MUSEUS - GRATUITIDADE E NEGÓCIO

Já aqui falei há uns dias sobre a problemática do financiamento dos museus, e parece que o tema está mexer, tendo sido debatido entre alguns dos agentes culturais. Um bom sintoma do que digo ficou estampado na revista Actual do último sábado, num artigo de opinião de Luís Raposo, director do Museu Nacional de Arqueologia.
No essencial, resumo o texto ao destaque, que diz “estamos em crer que a opção pela gratuitidade dos museus centrais não apenas constituiria factor de reforço da cidadania como efectivamente seria um bom negócio para o País”.
É saudável que um director de museus tenha opinião sobre política cultural, e que a expresse livremente para que todos possamos também reflectir sobre o assunto. Pessoalmente não concordo com Luís Raposo, essencialmente por dois grandes motivos:
1º As realidades de cada Museu, Palácio ou Monumento são muito diversas, não só pelo que têm para oferecer, como pela sua localização ou até pelos públicos que potencialmente podem atrair. Será sempre um grande erro julgar que a “receita” para um museu servirá igualmente para outro, ou que um que esteja mal localizado possa vir a atrair tantos visitantes como outro que esteja bem localizado.
2º A gestão de cada serviço tem de ser dotada de uma certa autonomia administrativa e financeira, tendo naturalmente que aceitar a respectiva responsabilidade de apresentar os resultados a que se propõe com os meios postos à sua disposição.
No fundo o problema situa-se numa autonomia de gestão responsável, que não é o modelo português, nem colhe simpatias por parte dos directores dos serviços, incluindo o senhor Luís Raposo, como recentemente ficou claro quando do caso Dalila.
Não há fórmulas mágicas nem sequer universais, o que há é um compromisso entre os meios colocados à disposição e os objectivos que se podem alcançar com essa garantia.
Outro artigo recente Financiamento dos Museus.

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PINTURAS
Moonlit Run by capstanbars

Collumbia by terriwilson

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CARTOON

Mike Lester

Steve Sack

quinta-feira, novembro 08, 2007

FINANCIAMENTO DOS MUSEUS

É com agrado que se regista o debate sobre novas formas de financiamento dos museus e de captação de públicos, precisamente quando se constata que o Estado não dota estas instituições com o dinheiro necessário para o seu funcionamento, em condições semelhantes às de outros países europeus.
Há diversas perspectivas, que se dividem em pelo menos duas realidades completamente diferentes – Estados Unidos e Europa. Esta divisão, algo redutora para alguns, é no entanto real, porque espelha outra realidade que é a do Velho Mundo (Europa) e a do Novo Mundo (todo a América do Norte). Esta simplificação propositada, mas não menos concreta, explica de certo modo duas concepções diferentes, que são consubstanciadas em museus geralmente estatais e museus ligados a grandes mecenas ou fundações com grande dimensão. Ainda mantendo uma classificação simplista, uma divisão entre públicos e privados.
Desenganem-se os que consideram que os dois modelos apresentam resultados financeiros muito diferentes, por dependerem da iniciativa privada ou pública, porque contam-se pelos dedos de uma só mão os museus com alguma dimensão que se podem gabar de se sustentarem por si sós. Para os mais cépticos basta comparar financeiramente o Museu Gulbenkian com o Museu de Arte Antiga, comparando investimento e retorno de verbas.
As grandes diferenças para o grande público, se não entrarmos em linha de conta com as colecções, situam-se mais do lado dos serviços prestados e da conservação e disposição dos espaços. Estes dois aspectos dependem apenas de dois factores, que são a gestão dos recursos humanos e da existência de meios materiais para o funcionamento e manutenção dos espaços. Aqui temos em primeiro lugar as direcções, que têm de ser competentes e exigentes e as tutelas que têm de acreditar nas competências de gestão das direcções, e portanto devem dotá-las dos meios necessários para atingirem os objectivos pretendidos.
A rentabilidade não é um factor que se possa desprezar, muito pelo contrário, mas só se pode verdadeiramente explorar esse filão, quando for atingido um patamar de qualidade de serviços e de apresentação da instituição, que transforme o museu sombrio em imagem de marca e de prestígio entre os seus congéneres europeus e mundiais. Primeiro há que apostar na apresentação, ter um museu cuidado e conservado com bons serviços de atendimento e informação para disponibilizar aos seus públicos.
A vertente comercial assim pode assim florescer, os mecenas aparecem inevitavelmente porque a associação dos seus nomes numa instituição prestigiada tem muita visibilidade e o investimento compensa.
Esta é a sequência lógica, ainda que bastante simplificada, para se transformarem alguns Museus, Palácios e Monumentos deste País, em verdadeiros pólos culturais, rentáveis e com poder de atrair públicos de todas as partes do mundo.
Estas etapas não podem ser suprimidas, e não há foguetório que iluda o mau momento que se vive na Cultura, por falta de investimento e de alguma confiança e autonomia de gestão, ainda que com objectivos definidos como é evidente.

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FOTOGRAFIA
Siren

Siren

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Jeff Darcy

Stephane Peray