Mostrar mensagens com a etiqueta Descaramento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Descaramento. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, outubro 14, 2014

HIPOCRISA OU DESCARAMENTO?



Em Portugal estamos habituados há hipocrisia na política e não só, mas por vezes sentimo-nos ofendidos por que vemos que há quem nos julgue a todos, uns grandes tolos.

O anúncio da possibilidade de descida do IRS já no próximo ano, ou pelo menos a redução da sobretaxa do IRS em 1%, andou nas páginas dos jornais e nas bocas de muita gente, sem nunca ser desmentida, até que hoje veio a notícia de que poderá haver alguma descida mas só em 2016, e se houver um aumento da eficácia na cobrança de impostos em 2015.

Houve muita hipocrisia em todo este assunto, e o que vieram agora dizer os responsáveis governamentais nem sequer foi claro, pois vai desde o aumento das receitas fiscais até à eficácia da própria máquina fiscal, ficando o retorno do que se pagou para o próximo executivo, que resultará das próximas eleições.

Descaramento é o que não falta ao presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, que veio a público dizer que a indexação da redução da sobretaxa de IRS ao aumento da receita fiscal é “uma medida responsável, porque todos chegaram a recear medidas eleitoralistas”.

A “sensatez” aduzida por António Saraiva quanto à descida do IRS, contrasta com a falta dela na descida do IRC que agradou muito a este dirigente patronal, mas que não ficou indexada a absolutamente nada…


CARTOON

terça-feira, junho 11, 2013

A REALIDADE PURA E DURA



Ainda há poucos dias Passos Coelho disse que era normal voltar a candidatar-se a novo mandato, como se a sua popularidade estivesse muito em cima e os portugueses estivessem a gostar do seu trabalho, mas a ousadia saiu-lhe mal.

Por ocasião das comemorações do 10 de Junho, Cavaco Silva e Passos Coelho, duas faces da mesma moeda, sofreram as vaias do povo em Elvas.

O povo português tem sido paciente, talvez até um pouco em demasia, mas não tem deixado de mostrar a sua insatisfação bem clara em diversos momentos. Passos Coelho continuará a ser vaiado e a não poder estar verdadeiramente em contacto com as populações sem estar rodeado de guarda-costas, até se afastar do poder.


sexta-feira, maio 10, 2013

DISSE CONTRARIAR?



Os membros deste governo já nos habituaram a frases sem conteúdo e sobretudo a frases que contrariam a prática e as promessas feitas, mas algumas são um absoluto contra-senso.

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares veio agora afirmar que o “governo está empenhado em contrariar o desemprego”, exactamente no dia seguinte ao anúncio das condições previstas para as rescisões de dezenas de milhar de funcionários públicos.

Como é que Marques Guedes pode dizer que o executivo está empenhado em contrariar o desemprego quando pretende mandar tantos funcionários públicos para a rua? Será que ele queria mesmo utilizar a palavra “contrariar”, ou foi apenas um lapso?
 
Eu fiquei com a impressão que o ministro Marques Guedes não queria utilizar a palavra “contrariar” no sentido de “opor-se”, como todos pensaram, mas sim com o sentido de “arreliar”, não o desemprego, mas sim os desempregados, presentes e futuros. Talvez consiga!


quinta-feira, agosto 16, 2012

VAMOS FAZER PARTIDOS


As recentes declarações de Paulo Portas e a embrulhada da compra dos submarinos que “emerge e submerge” trazem às notícias detalhes dos acontecimentos de finais de 2004.

Lá surgiu de novo o doador “Jacinto Leite Capelo Rego”, que terá doado 300 euros ao CDS, e o facto de em apenas quatro dias terem sido feitos 105 depósitos em dinheiro a favor do CDS, num total de 1.060.250 euros, que teriam sido angariados em festas e em jantares do partido.

Numa altura em que o dinheiro anda escasso e o emprego escasseia, estou a pensar reunir uns quantos amigos e formar um partido. A par da acção política podíamos apostar em força em festas e jantares para angariação de fundos, que bem podiam destinar-se a fundos de reformas dos dirigentes. 

Bora, malta! O que está a dar é fazer festas e jantares partidários... 

CARTOON
Peter De Seve

sábado, agosto 04, 2012

AS FÉRIAS E O EXEMPLO


Já estão em vigor as alterações ao código do trabalho e uma delas traduz-se na redução do período de férias que agora está limitado a 22 dias úteis. Podemos dizer que a medida não se percebe, e que os prejudicados por esta alteração são exactamente os mais assíduos, mas penso que as cabecinhas que estão no poder não o entendem.

Quando digo que quem decidiu (o governo) não sabe o que anda a fazer, estou a pensar evidentemente no prémio que é dado aos menos assíduos, que nada perdem. Podem dizer que as empresas ganham com isso, mas duvido que trabalhadores desmotivados rendam mais, mas também isso o poder não consegue entender.

É conveniente recordar que os deputados da nação, aqueles que foram eleitos pelos portugueses, têm mais do que 22 dias úteis de férias, porque o código do trabalho não se aplica aos deputados. Por último, convenhamos que a maioria dos deputados é dos dois partidos que suportam o executivo, e não se têm eximido de defender estas alterações, que eles não adoptam para si mesmos.

FOTOGRAFIA

segunda-feira, março 28, 2011

RAPIDINHAS

Transparência – Em tempos de aperto orçamental em que o rigor deve imperar, e em que se exige a maior contenção possível nos gastos, eis que é publicada uma lei que permite que os contratos sem concurso disparem de valor. Não sei em que é que estão a pensar os governantes, nem tão pouco o presidente da República, mas não pensam de certeza como eu.

Equívocos – Ao ler um título do DN de ontem, “Quando o Estado dá péssimos exemplos”, fiquei curioso e acabei por ler o Editorial todo, que se debruça precisamente sobre o decreto-lei que autoriza o aumento dos valores dos contratos públicos por ajuste directo. Num jornal de referência preferia ter lido um título como este, “Quando o governo dá péssimos exemplos”, que estava mais correcto. Afinal o Estado somos nós, os contribuintes todos.


FOTOGRAFIA


CARTOON
Contas à vida

A corte

quarta-feira, março 05, 2008

OS CHORAMINGAS

O senhor engenheiro José Sócrates, 1º ministro de Portugal, com a sua postura bem conhecida e arrogante, decidiu entrar por caminhos que evidentemente devia evitar, proferindo uma frase que ainda irá lamentar, afirmando que Portugal não precisa de «quem passa a vida a choramingar».

O chefe do governo deste país, que é um dos que tem dos piores indicadores económicos e sociais da União Europeia, não tinha necessidade nenhuma de, para elogiar ou sublinhar a importância de um determinado investimento, designar de “choramingas” os que se queixam, muito justamente, da má qualidade de vida que têm e da falta de perspectivas para o futuro próximo.

Um governante consciente e sensato, sabendo que há muita gente desempregada, outros a viverem de rendimentos sociais de inserção, bastantes com o ordenado mínimo, e um número exagerado de pessoas com trabalhos precários, para não me alongar muito, devia refrear o discurso e nunca desvalorizar as dificuldades por que passam muitos dos que por ele são governados. Sabemos que o senhor José Sócrates vê um país cor-de-rosa, mas toda esta legião de desfavorecidos, a que pretendeu chamar de “choramingas”, também veriam tudo mais cor-de-rosa, caso tivessem rendimentos semelhantes ao dele (metade devia chegar), as mesmas mordomias e os mesmos conhecimentos que lhes garantiriam, seguramente o futuro.

Não gosto de José Sócrates, nem a isso sou obrigado, mas gostaria de ver esse senhor a governar-se e à família com as dificuldades dos cidadãos “choramingas”, só para ver se a sua opinião não mudava radicalmente, e se a sua visão não começava a tingir-se de cinzento muito escuro.

Senhor 1º ministro, apetece-me dizer que o senhor é pago com dinheiro dos “choramingas” e que alguns (não é o meu caso), até votaram em si.


*** * ***

FOTOGRAFIAS DE PAISAGENS

In Peace by pupasoul

Escape by eklipsyl

*** * ***

CARTOON

Tigran Vardikyan - Armenia

Tigran Vardikyan - Armenia