Já estão em vigor as alterações
ao código do trabalho e uma delas traduz-se na redução do período de férias que
agora está limitado a 22 dias úteis. Podemos dizer que a medida não se percebe,
e que os prejudicados por esta alteração são exactamente os mais assíduos, mas
penso que as cabecinhas que estão no poder não o entendem.
Quando digo que quem decidiu (o
governo) não sabe o que anda a fazer, estou a pensar evidentemente no prémio
que é dado aos menos assíduos, que nada perdem. Podem dizer que as empresas
ganham com isso, mas duvido que trabalhadores desmotivados rendam mais, mas
também isso o poder não consegue entender.
É conveniente recordar que os deputados da nação, aqueles que foram eleitos pelos portugueses, têm mais do que 22 dias úteis de férias, porque o código do trabalho não se aplica aos deputados. Por último, convenhamos que a maioria dos deputados é dos dois partidos que suportam o executivo, e não se têm eximido de defender estas alterações, que eles não adoptam para si mesmos.
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