Uma das frases da semana pertence
a Paulo Portas que disse que “foram razões pragmáticas” que levaram à redução
do IRC, e não razões de ordem ideológica.
Claro que o vice-primeiro
ministro pode dizer o que quiser, mas não consegue provar que desde que começou
a descida do IRC começou a haver mais investimento, ou que desde essa altura o
desemprego tenha baixado, porque aconteceu rigorosamente o contrário, e até os
números oficiais o demonstram.
Não existe também qualquer
pragmatismo em dizer que temos problemas de sustentabilidade na Segurança
Social, para logo de seguida se dizer que se pretende baixar a TSU das
empresas. Não é nada pragmático ser-se contra as 35 horas semanais, e vir-se
agora dizer que para combater a baixa natalidade se deve dar mais tempo livre
aos pais e avós para acompanhamento das criancinhas.
Usando do pragmatismo que faltou
a Paulo Portas, pelo menos no tema escolhido, pode dizer-se que ele deve ter
querido dizer que é pragmático, no seu conceito, mentir para tentar enganar
quem o ouve…
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