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quinta-feira, dezembro 17, 2015

A VIDA VAI ENCARECER



Precisamente na altura em que vemos o patronato preocupado com o aumento do salário mínimo, a direita a barafustar porque os rendimentos do trabalho podem sofrer um pequeno aumento por causa do alívio nos cortes dos últimos anos, a reserva federal dos EUA sobe os juros pela primeira vez em quase dez anos.

Estas coisas todas parecem estar desligadas umas das outras, mas não é tanto assim. O aumento dos juros aprovado pela Fed, vai fazer com que a inflação suba obrigatoriamente, e o efeito da subida do dólar relativamente ao euro vai tornar as nossas exportações mais atractivas, existindo do lado negativo o aumento do preço da energia e dos combustíveis.

O aumento do custo do dinheiro vai subir os encargos dos empréstimos, o aumento da inflação na zona euro, e a perda dos benefícios resultantes do alívio dos cortes, que a curto prazo (talvez menos de um ano), serão simplesmente anulados.

O turismo e as exportações serão os sustentáculos da nossa economia e do emprego, e a inovação pode dar uma importante ajuda se, e só se houver investimento nessa área. O consumo interno terá algum aumento durante pouco tempo, e irá contrair para o final de 2016.

A Europa terá de se reinventar, voltando a focar-se mais no bem-estar dos cidadãos, e menos na economia, deixando de lado a crescente deslocalização e aumentando o emprego em novas áreas, como o ambiente, o mar e a investigação.


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sábado, abril 04, 2015

UM PAÍS SÓ PARA TURISTAS

Portugal já deixou há muito de ser um país de preços baixos, e os turistas já o dizem, salientando que apenas a restauração é barata, atendendo à sua qualidade.

Para nós que vivemos com os salários praticados dentro das nossas fronteiras, a vida encareceu brutalmente, um pouco ao arrepio do que dizem os dados oficiais.

Podia começar pela gasolina, continuar pela energia, passando pela água, e indo até às telecomunicações, para facilmente provar o que digo, mesmo que contrariando as afirmações do governo.


O que é mais preocupante ainda, é que não só os preços sobem acima da inflação, mas também os salários baixam em quase todos os sectores. 


quinta-feira, agosto 12, 2010

A LADAÍNHA DO COSTUME

O Governo continua a dar a receita do costume, com a redução das despesas à custa dos ordenados dos funcionários públicos, mostrando que não sabe como reduzir as despesas inúteis que existem.

Apesar de só em Setembro se começar a discutir os vencimentos da função pública, os serviços estão a elaborar o Orçamento para 2011 com base nos vencimentos deste ano, que recorde-se, são os mesmos de 2009.

Embora ainda estejamos em Agosto, e os dados oficiais mais recentes sejam de Julho, as notícias dizem que a inflação já vai em 1,8%, sendo que a tendência é para aumentar mais até ao final do ano.

O Verão talvez distraiam um pouco os portugueses, mas a partir do próximo mês começarão a aterrar na dura realidade.



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Dancing Ballerinas by Parthasarathi Chakrabarti

MÚSICA


terça-feira, abril 15, 2008

2,1% - A INFLAÇÃO IMPOSSÍVEL

Ainda mal acabou o 1º trimestre do ano e já nenhuma instituição independente e credível, corrobora os cálculos do governo relativos ao ano de 2008. Os portugueses já começam a ficar habituados aos erros dos sucessivos governos no cálculo da inflação esperada, e já poucos são os que duvidam de que isso é propositado, pois o “engano”, sempre por defeito, visa exclusivamente limitar os aumentos dos vencimentos.

Já não está sequer em causa a competência dos nossos políticos nesta matéria, porque basta ouvi-los quando estão na oposição, para compreender que esta é uma prática recorrente, utilizada pelos partidos sempre que se encontram no poder. Talvez alguns estejam a julgar-me cínico, mas os factos estão à vista de todos, e os “enganos” nesta previsão já têm mais de uma década.

Eu acho que há uma certa falta de pudor, porque quando é público que a inflação europeia anda acima dos 3%, venha alguém com responsabilidades e com todos os meios qualificados ao seu alcance, dizer que a meta dos 2,1% de inflação ainda é possível. Estes arautos do optimismo rosa, são os mesmos que nos falam da economia globalizada, e na grande dependência de Portugal no que respeita à evolução dos mercados.

Tudo tem limites, até a mentira, que como diz o nosso povo, tem a perna curta.



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FOTOGRAFIA

Tulip by mmaja

Fav tulip by *liftangel

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Prevendo o futuro
Grandes ideias

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

VÁ-SE CATAR…

O senhor ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, revelou hoje com toda a eloquência a dimensão verdadeiramente Socialista deste governo. O seu comentário de natureza ideológica em que acusou o BE e o PCP de quererem que seja o Estado a fixar tudo, desde o preço da bica aos salários, e a invocação de Cuba para justificar a sua política, é digno de vómito. Outra pérola discursiva deste governante socialista (?) foi a sem dúvida o argumento de que houve um aumento médio disponível do rendimento, «em termos reais» dos portugueses de 1,3% desde 2005.

Estas afirmações foram proferidas na Assembleia da República, a propósito da proposta de aumentos intercalares de salários e pensões, no caso da inflação ultrapassar as previsões do governo. Como é óbvio, o senhor ministro veio logo alertar para os perigos de práticas de indexação generalizada dos salários à inflação, acenando com uma espiral inflacionista penalizadora da generalidade dos portugueses.

Escolhi de propósito estas afirmações de Teixeira dos Santos, porque a incongruência das suas declarações é um facto que salta aos olhos de qualquer cidadão deste país.

Começando pela fixação de salários, todos sabemos que os aumentos na sua grande maioria, são balizados pela inflação prevista pelo governo, logo o governo influencia decisivamente os aumentos salariais, já quanto aos preços dos bens de consumo não exerce qualquer função reguladora, pelo contrário ajuda ao seu aumento com a elevada taxa de IVA que afecta todos, sendo naturalmente mais penalizadora para quem tem menores rendimentos por ser um imposto cego.

Quando o senhor ministro falou do aumento de 1,3% de rendimento disponível «em termos reais» dos portugueses, também se espalhou ao comprido, por pretender ignorar que Portugal é o país da União Europeia com as maiores injustiças na distribuição dos rendimentos.

Sugiro a José Sócrates que mude imediatamente o nome do seu partido, porque com ministros com estes discursos, até com referências ideológicas, de Socialista já nada resta ao PS.

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POLÍTICOS DE ACORDO

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PINTURAS

Oasis by *Artinstages

Beautiful Venice 1 by ZurinaRose

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quarta-feira, janeiro 16, 2008

AS FALHAS NOS CÁLCULOS

Os nossos sucessivos governos conseguiram o feito inédito de errarem durante dez anos seguidos o cálculo da inflação. As grandes economias mundiais devem estar roxas de inveja de semelhantes governantes, que apesar da pequena dimensão do país e da quase absoluta dependência do exterior, conseguem errar com esta consistência.
Os portugueses lucraram imenso com estas previsões e têm premiado os seus autores com lugares de topo na economia e nas empresas nacionais, nos bancos e até em instituições europeias e internacionais. Todos? Não, claro que não, apenas os que interessam e que enriquecem estupidamente perante a passividade de quem sai claramente mais pobre com este feito.
A dada ocasião começam-nos a iniciar nos meandros da economia global e nos mercados liberalizados, para logo saltarem para os benefícios do empreendedorismo e para as regras da oferta e da procura, e da auto-regulação dos mercados. Aqui começam as perguntas ingénuas sobre a natureza dos efeitos das falhas nos cálculos da inflação. As respostas são prontas e o erro é sempre considerado marginal, resultante duma conjuntura internacional imprevisível, mas que terá afectado igualmente toda a sociedade portuguesa. Se ficamos convencidos? Nem todos.
Na busca de mais respostas, alguns perguntam inocentemente se o governo ao fornecer indicadores para a inflação sistematicamente abaixo do valor real não estará, com isso a desregular o mercado? Bem, aqui começam a subir o tom da voz. A imparcialidade e outras declarações, como as preocupações sociais e a defesa intransigente dos interesses do país são despejados em catadupa.
Silenciosamente, no seu recanto e em surdina, o Zé destila o seu fel e murmura para si mesmo, que estes cálculos por defeito apenas servem para influenciar as negociações salariais, baixando na prática o poder de compra de quem trabalha por conta de outrem, beneficiando uns quantos alarves, que de rédea solta com a desregulação das normas laborais, ameaçam quem deles depende e paga cada vez menos com mais exigências.
Os autores das falhas nos cálculos gabam-se ainda de em tudo o resto terem acertado, permanecendo cegos ao ridículo de tal afirmação, perante a incredulidade diante tamanha desfaçatez, por parte do pobre Zé, que afinal até pensava que estava num oásis rosado e dá por si num país com um nome difícil de pronunciar, onde até a linguagem é diferente da que aprendera nos seus tempos de escola.
Aqui acordei do pesadelo, saltei para as teclas e escrevi estas tolices, antes de voltar lá para fora e ser forçado a reviver tudo isto, agora em português de Portugal.

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FOTOGRAFIA
A Taste of Heaven by Scattered-Light

Morocco 21 by gabimartins

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Pat Bagley
John Darkow

quinta-feira, dezembro 13, 2007

AUMENTOS E INFLAÇÃO

Tal como a grande maioria dos portugueses, tenho alguma dificuldade na área das matemáticas, sobretudo quando se trata de apreciar os argumentos dados para aumentar pouco os salários, relacionando-os com a inflação esperada. Ainda há pouco tempo, dizia o governo que os aumentos para a função pública íam ser de 2,1%, e que esse era o valor previsto para a inflação do ano de 2008.
Ouvi diversas explicações sobre o cálculo da inflação, e até me fizeram uma simulação do seu cálculo, mas curiosamente, para 2007 o resultado, tomando em consideração os aumentos praticados na função pública, deu um resultado bastante superior a 3,4%. Claro que me vieram logo dizer que o cálculo atingia esse valor porque não tinha sido considerado o aumento salarial médio nacional, que foi bastante superior ao dos funcionários públicos, e que portanto estava tudo explicado.
Vamos ser práticos, e tomemos em consideração apenas alguns dos produtos e serviços que oneram quase todos os portugueses, como por exemplo a gasolina, os transportes públicos, o gás, a energia eléctrica, os produtos alimentares e a despesa com a habitação. Alguém já fez as contas e encontrou algum aumento inferior à inflação que nos é apresentada? Eu não encontrei, e digo-vos que procurei bastante.
Eu sei que há cépticos em relação ao que afirmo, e que preferem acreditar nos dados que nos são fornecidos, mas para esses fica um alerta: leiam os jornais, ou ouçam as notícias, porque lá verão os aumentos dos transportes públicos a rondar os 4%, os combustíveis a subir (em 2007, 20%), as rendas de casa e as taxas dos empréstimos bem acima da inflação, a energia eléctrica idem, o gáz também, os produtos alimentares é só consultar os preços nos supermercados, etc.
Por vezes chego a desconfiar que os senhores que nos dão os dados oficiais sobre a inflação, compram apenas nas lojas chinesas, calcorreiam os saldos e compram só fora da estação, têm motorista e carro atribuido e um cartão de crédito da entidade patronal para as despesas de casa e alimentação.
Com tanta matemática criativa, não admira que eu continue a ser um nabo na matéria

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FOTOGRAFIA - AVES
Litvak.I

Litvak.I

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Milenko Kosanovic

Milenko Kosanovic

quarta-feira, novembro 28, 2007

AUMENTOS

Enquanto se anuncia a greve para a próxima sexta-feira, há quem acene com mais uma reunião de negociação dos aumentos para a Função Pública no dia 5 de Dezembro. Todos sabemos que é uma pura perda de tempo, porque o governo já anunciou a sua intenção de ficar pelos 2,1%.
Sem outra alternativa que não seja o protesto, os trabalhadores foram ainda ‘brindados’ com a surpreendente afirmação de que, se a inflação em 2008 fosse superior aos 2,1% calculados pelo governo, se poderia vir a ter em conta esse facto para 2009.
O ministro Teixeira dos Santos só pode estar a ‘mangar’ com os funcionários públicos, pois é sabido que os cálculos da inflação já «se enganam» há dez anos.
Em 2009 há eleições legislativas, e isso pode justificar a afirmação do senhor ministro, mas a utilização deste argumento, nas negociações dos salários para 2008, é uma brincadeira de muito mau gosto, e já não convence ninguém, nem sequer aqueles que votaram neste governo.

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PINTURAS

Sunset Forest by etp56

Coastal Sunset by tasukisflame

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Paul Combs

Mike Thompson

sábado, novembro 10, 2007

AUMENTOS E INFLAÇÃO

O governo simulou uma negociação dos salários da Administração Pública, onde acabou por impor aumentos de 2,1%, ao mesmo tempo que afirmava que nenhum funcionário iria perder poder de compra. Este pressuposto baseava-se nos cálculos de inflação prevista de 2,1% para o próximo ano.
Os cálculos da inflação falharam nos últimos anos e acresce a isso, o facto de esse exercício de cálculo não poder ser aplicado a cada família por igual, como pretendem alguns teóricos. Há imensas variáveis a considerar no que se consideram gastos essenciais pelo que o valor só pode considerar-se um elemento de ponderação.
A Comissão Europeia, para só mencionar um organismo, apresenta um valor superior para a inflação, mas não está sozinha nesta ponderação. Assim sendo, como encarar esta imposição do governo, de 2,1% de aumentos?
Uma vergonha, meus amigos. Em primeiro lugar porque são aumentos tanto mais miseráveis quanto menos se ganhe. Com um salário inferior a 1.000 euros o aumento será sempre inferior a 20 euros, e nesta faixa está a esmagadora maioria dos funcionários públicos.
Em segundo lugar, o aumento de 0,08 euros no subsídio de alimentação só pode ser explicado como uma provocação, porque 4,03 euros + 0,08 euros perfazem a extraordinária quantia de 4,11 euros. Um verdadeiro insulto à inteligência do pessoal.
Realismo diz o senhor ministro, vergonhoso, digo eu.
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Vergonhoso: professores das AEC não recebem

As Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), há quem as designe de Actividades de Empobrecimento Curricular, nasceram algo tortas e, como diz a sábia voz do povo, «aquilo que nasce torto, tarde ou mal se endireita». Não querendo tomar a parte pelo todo, não me atrevo, para já, a juntar-me ao exército, que tem visto as suas fileiras engrossarem, daqueles que diabolizam as AEC. Apesar de não ser novidade para ninguém que me conheça que não concordo com o modelo adoptado nem com os objectivos (se é que estes existem) que estas se propões alcançar. Todavia, posso afirmar, convictamente, que este modelo contribui para o empobrecimento dos professores envolvidos no projecto.A trabalharem desde Setembro sem receberem um cêntimo pelos seus serviços é absolutamente inaceitável. Não esqueçamos que estes profissionais trabalham a «Recibo Verde», portanto há uma boa parte do ano em que não recebem coisa alguma. Isto já é preocupante. Pensar que estas pessoas desde Julho que não auferem qualquer vencimento suscita-me algumas questões: Quem paga a renda / prestação da casa? Quem paga a alimentação? Quem paga a água, a luz, o telefone? Como é que se vive assim? Não esqueçamos que muitos têm que se deslocar em transporte próprio para a (s) escola (s) onde leccionam. Não sei se esta situação se está a passar em todo o país. Em Viseu esta é uma realidade dramática. Parece que os vencimentos estão a ser processados…estavam…estarão…Ninguém sabe ao certo.O que sei é que há gente a vivenciar situações dramáticas. Um amigo disse-me que não sabe se o dinheiro que ainda lhe resta será suficiente para o combustível que lhe permita deslocar-se às várias escolas em que trabalha. Aqui está outra aberração: contratam imensa gente e depois atribuem apenas 12 horas a cada professor, horas distribuídas por distintos locais, obrigando a várias deslocações diárias. Se não expusesse esta situação vergonhosa e lamentável hoje, tenho a sensação de que nem dormiria em paz. Outros há que estão, dado o adiantado da hora, tranquilamente a sonhar com a cabeça na almofada. Enquanto isso, muitos fazem das tripas o coração, encetando majestosos malabarismos, para fazerem face às necessidades básicas do quotidiano. Que vergonha!!!
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FOTOS - BELEZA
gors

MAYOR

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Patrick Chappatte

Sandy Huffaker