quinta-feira, março 22, 2018
E O FOSSO AUMENTA
sábado, maio 06, 2017
CONTRA A CORRENTE
quinta-feira, outubro 13, 2016
TIROS NOS PÉS
sexta-feira, novembro 13, 2015
EUROPA, AUMENTOS E HIPOCRISIA
segunda-feira, dezembro 20, 2010
FRASES E EFEITOS
Quando consultamos as notícias diariamente, como eu faço, há sempre frases que nos ficam e que de algum modo queremos usar ou contestar. Hoje li uma dessas frases, com origem na Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros em Portugal.
A frase era, “Aumentos dos preços dos bilhetes não cobrem despesas, alertam transportadores”. Não sei se a frase era para ter efeito junto de António Mendonça, um ministro que na opinião da maioria já devia ter sido remodelado, ou se era dirigida aos utentes dos transportes públicos.
Se o destinatário era o ministro, não sei qual será o seu efeito, já se era dirigido aos utentes, eu sei qual é a opinião maioritária deles:
- “Os vencimentos que recebemos já não cobrem as despesas fixas das famílias”.


terça-feira, setembro 21, 2010
A EXCELÊNCIA NA GESTÃO
Fala-se muito em excelência e eu descobri-a na gestão, exactamente na pessoa do presidente das Estradas de Portugal, senhor Almerindo Marques.
Segundo veio a público agora, as Estradas de Portugal prevêem mais do que quadruplicar as suas receitas em 2011. Esta extraordinária previsão, baseia-se na certeza (?) de cobrança de portagens nas actuais SCUT.
Não sei o que me deu agora, mas acho que se o meu patrão me quintuplicar o vencimento, eu poderei facturar pelo menos mais quatro vezes mais. Devo ter sido atacado por algum mal que prolifera entre os grandes gestores nacionais.
È muito difícil prever estes aumentos de facturação, só que eu estou enganado porque os meu patrão é mesmo capaz de me reduzir é o vencimento. Pelo contrário, Almerindo Marques tem tudo para acertar na previsão, porque Sócrates já decidiu fazer dele bom gestor (com o nosso dinheiro).
É tão complicado” prever coisas destas, pelo menos para gajos como eu que não sou amigo do Pinóquio, nem sequer jogo naquelas cores.
AUMENTEM-ME, PORRA!
terça-feira, maio 25, 2010
RAPIDINHAS
Aumentos – Já tivemos os aumentos dos impostos, agora vamos ter os aumentos dos transportes públicos. O ministro Vieira da Silva afirmou que “se estão congelados há dois anos é possível que haja um aumento”. É fantástico que um ministro diga isso quando o governo corta nas reformas, nos subsídios de desemprego e outra prestações sociais, ao mesmo tempo que aumenta as compensações aos transportes de passageiros, todos os anos sem excepção. Coerência a rodos dum socialismo engavetado.
terça-feira, maio 27, 2008
INDIGNAÇÃO GERAL
Mário Soares
Não posso dizer que tenha ficado surpreendido com o Relatório da União Europeia (Eurostat) e o trabalho, coordenado pelo Prof. Alfredo Bruto da Costa, do Centro de Estudos para a Intervenção Social (CESIS), intitulado "Um olhar para a pobreza em Portugal", divulgados há dias, que coincidem em alertar para o facto de a "pobreza e as desigualdades sociais se estarem a agravar em Portugal". Surpreendido não fiquei. Mas chocado e entristecido, isso sim, por Portugal aparecer na cauda dos 25 países europeus – a Roménia e a Bulgária ainda não fazem parte da lista – nos índices dos diferentes países, quanto à pobreza e às desigualdades sociais e, sobretudo, quanto à insuficiência das políticas em curso para as combater.
… E acrescento: a revolta quanto às escandalosas desigualdades sociais, que igualmente crescem, fazendo de Portugal, trinta e quatro anos depois da generosa Revolução dos Cravos, o país da União Europeia socialmente mais desigual e injusto, ombreando, à sua escala, naturalmente, com a América de Bush... Ora, a pobreza e a riqueza (ostensiva e muitas vezes inexplicável) são o verso e o reverso da mesma moeda e o espelho de uma sociedade a caminho de graves convulsões. Atenção, portanto.
27 Maio 2008 – 13h14
Mário Lino responde a Mário Soares
"Governo não está a dormir" para a pobreza
O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, desvalorizou esta terça-feira as declarações de Mário Soares sobre o alegado défice de atenção que o governo PS está a dar ao problema da pobreza, avisando que o executivo “não está a dormir”.



Imagem do Blog ADesenharsábado, maio 17, 2008
SEMENTES DE REVOLTA
O ministro Teixeira dos Santos, o mesmo que se enganou nas previsões do crescimento económico deste ano em 30%, um pequeno enganozito, não comecem já a zurzir no homem porque até conseguiu admitir que também se enganou na inflação, que agora situa nos 2,6%, um pouquinho acima dos 2,1% anteriores. Esta humildade é confrangedora, e eu até me espremi muito a ver se deitava uma lágrima, mas infelizmente não obtive resposta dos sacos lacrimais.
É evidente que depois dos “pequenos erros de cálculo”, tinha de ser anunciada alguma coisa menos má, e vai daí sai da cartola a diminuição do desemprego. O malabarismo estatístico é de mestre, e a notícia sai com dados do INE, a pedido do DN. Baixou o desemprego sem ninguém dar por isso, anuncia-se que 120 mil deixaram de ser precários, e o mercado de trabalho ficou mais rosadinho. Ficou lá uma nódoa, pequenina e desprezível para os nossos governantes, que foi o facto de o INE saber com exactidão quantos trabalhadores estão contratados com falsos recibos verdes, e o seu movimento em 2007, sem que os diversos ministérios que deviam actuar perante esta ilegalidade tivessem actuado em conformidade. Pormenores, digo eu.
Também acho que poucos dias passados sobre 13 de Maio, os portugueses devem estar prenhes de misericórdia, e que certamente vão perdoar o ministro Teixeira dos Santos, por obrigar o 1º ministro, José Sócrates, a quebrar a promessa de repor este ano o poder de compra dos funcionários públicos, afirmando que não vão haver aumentos intercalares. Afinal quem se importa, nós até já estamos habituados à quebra das promessas por parte do senhor Sócrates, e esta é apenas mais uma.
Se eu hoje não estivesse tão bem disposto, como se vê, era capaz de dizer umas quantas coisas desagradáveis sobre os nossos queridos governantes, e podia perturbar o vosso fim-de-semana, que é a última coisa que eu desejo.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana, longe desta imensa Ribeira dos Milagres em que se transformou o jardim à beira-mar plantado, visitem se puderem um museu que será dos poucos locais onde neste domingo terão uma borla, e vão pensando muito bem nas escolhas que farão nas próximas eleições, ou até se valerá a pena votar em alguém, ou simplesmente votar em branco, como eu.
quinta-feira, dezembro 13, 2007
AUMENTOS E INFLAÇÃO
Ouvi diversas explicações sobre o cálculo da inflação, e até me fizeram uma simulação do seu cálculo, mas curiosamente, para 2007 o resultado, tomando em consideração os aumentos praticados na função pública, deu um resultado bastante superior a 3,4%. Claro que me vieram logo dizer que o cálculo atingia esse valor porque não tinha sido considerado o aumento salarial médio nacional, que foi bastante superior ao dos funcionários públicos, e que portanto estava tudo explicado.
Vamos ser práticos, e tomemos em consideração apenas alguns dos produtos e serviços que oneram quase todos os portugueses, como por exemplo a gasolina, os transportes públicos, o gás, a energia eléctrica, os produtos alimentares e a despesa com a habitação. Alguém já fez as contas e encontrou algum aumento inferior à inflação que nos é apresentada? Eu não encontrei, e digo-vos que procurei bastante.
Eu sei que há cépticos em relação ao que afirmo, e que preferem acreditar nos dados que nos são fornecidos, mas para esses fica um alerta: leiam os jornais, ou ouçam as notícias, porque lá verão os aumentos dos transportes públicos a rondar os 4%, os combustíveis a subir (em 2007, 20%), as rendas de casa e as taxas dos empréstimos bem acima da inflação, a energia eléctrica idem, o gáz também, os produtos alimentares é só consultar os preços nos supermercados, etc.
Por vezes chego a desconfiar que os senhores que nos dão os dados oficiais sobre a inflação, compram apenas nas lojas chinesas, calcorreiam os saldos e compram só fora da estação, têm motorista e carro atribuido e um cartão de crédito da entidade patronal para as despesas de casa e alimentação.
Com tanta matemática criativa, não admira que eu continue a ser um nabo na matéria
quarta-feira, novembro 28, 2007
AUMENTOS
Sem outra alternativa que não seja o protesto, os trabalhadores foram ainda ‘brindados’ com a surpreendente afirmação de que, se a inflação em 2008 fosse superior aos 2,1% calculados pelo governo, se poderia vir a ter em conta esse facto para 2009.
O ministro Teixeira dos Santos só pode estar a ‘mangar’ com os funcionários públicos, pois é sabido que os cálculos da inflação já «se enganam» há dez anos.
Em 2009 há eleições legislativas, e isso pode justificar a afirmação do senhor ministro, mas a utilização deste argumento, nas negociações dos salários para 2008, é uma brincadeira de muito mau gosto, e já não convence ninguém, nem sequer aqueles que votaram neste governo.

sábado, novembro 10, 2007
AUMENTOS E INFLAÇÃO
Os cálculos da inflação falharam nos últimos anos e acresce a isso, o facto de esse exercício de cálculo não poder ser aplicado a cada família por igual, como pretendem alguns teóricos. Há imensas variáveis a considerar no que se consideram gastos essenciais pelo que o valor só pode considerar-se um elemento de ponderação.
A Comissão Europeia, para só mencionar um organismo, apresenta um valor superior para a inflação, mas não está sozinha nesta ponderação. Assim sendo, como encarar esta imposição do governo, de 2,1% de aumentos?
Uma vergonha, meus amigos. Em primeiro lugar porque são aumentos tanto mais miseráveis quanto menos se ganhe. Com um salário inferior a 1.000 euros o aumento será sempre inferior a 20 euros, e nesta faixa está a esmagadora maioria dos funcionários públicos.
Em segundo lugar, o aumento de 0,08 euros no subsídio de alimentação só pode ser explicado como uma provocação, porque 4,03 euros + 0,08 euros perfazem a extraordinária quantia de 4,11 euros. Um verdadeiro insulto à inteligência do pessoal.
As Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), há quem as designe de Actividades de Empobrecimento Curricular, nasceram algo tortas e, como diz a sábia voz do povo, «aquilo que nasce torto, tarde ou mal se endireita». Não querendo tomar a parte pelo todo, não me atrevo, para já, a juntar-me ao exército, que tem visto as suas fileiras engrossarem, daqueles que diabolizam as AEC. Apesar de não ser novidade para ninguém que me conheça que não concordo com o modelo adoptado nem com os objectivos (se é que estes existem) que estas se propões alcançar. Todavia, posso afirmar, convictamente, que este modelo contribui para o empobrecimento dos professores envolvidos no projecto.A trabalharem desde Setembro sem receberem um cêntimo pelos seus serviços é absolutamente inaceitável. Não esqueçamos que estes profissionais trabalham a «Recibo Verde», portanto há uma boa parte do ano em que não recebem coisa alguma. Isto já é preocupante. Pensar que estas pessoas desde Julho que não auferem qualquer vencimento suscita-me algumas questões: Quem paga a renda / prestação da casa? Quem paga a alimentação? Quem paga a água, a luz, o telefone? Como é que se vive assim? Não esqueçamos que muitos têm que se deslocar em transporte próprio para a (s) escola (s) onde leccionam. Não sei se esta situação se está a passar em todo o país. Em Viseu esta é uma realidade dramática. Parece que os vencimentos estão a ser processados…estavam…estarão…Ninguém sabe ao certo.O que sei é que há gente a vivenciar situações dramáticas. Um amigo disse-me que não sabe se o dinheiro que ainda lhe resta será suficiente para o combustível que lhe permita deslocar-se às várias escolas em que trabalha. Aqui está outra aberração: contratam imensa gente e depois atribuem apenas 12 horas a cada professor, horas distribuídas por distintos locais, obrigando a várias deslocações diárias. Se não expusesse esta situação vergonhosa e lamentável hoje, tenho a sensação de que nem dormiria em paz. Outros há que estão, dado o adiantado da hora, tranquilamente a sonhar com a cabeça na almofada. Enquanto isso, muitos fazem das tripas o coração, encetando majestosos malabarismos, para fazerem face às necessidades básicas do quotidiano. Que vergonha!!!



























