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quinta-feira, janeiro 10, 2019

POLÍTICOS, UMA CLASSE À PARTE?


O distanciamento dos políticos relativamente ao cidadão comum vê-se pelas suas afirmações, que muitas vezes os traem.

Foi sem qualquer surpresa que Marques Mendes apontou o aumento da remuneração dos políticos como uma das quatro medidas para melhorar o sistema político, no que foi secundado por outros presentes no mesmo evento.

Curiosamente até a frase muito americana, “if you pay peanuts you get monkeys”, veio à baila, como se fosse uma coisa nova.

O mal destes senhores é que têm sempre remédio à mão para os seus pares, como se o mesmo remédio não se devesse aplicar a todos os sectores da sociedade. A degradação dos serviços, a produtividade, o absentismo, as greves e muitas outras coisas não se poderiam minimizar com salários mais justos e melhores condições de trabalho?

Parem de olhar para o vosso umbigo, senhores políticos, porque a vossa função é a de servir os cidadãos e não a de se servirem.



quinta-feira, outubro 18, 2018

MAUS POLÍTICOS

A política nacional está transformada num pantanal. As promessas não são para cumprir, fazem-se afirmações que não correspondem completamente à verdade, o rigor só existe no discurso, os números são manipulados, e a realidade nem sempre corresponde à propaganda.

Portugal caminha a passos largos para o descrédito absoluto da classe política e o caminho abre-se para todos os populismos, mesmo aqueles que nós criticamos noutras paragens.

O que se tem passado com o discurso governamental sobre os aumentos dos funcionários públicos, sobre as reformas antecipadas e sobre o défice público, tem feito aumentar o descrédito nos políticos, quer dos que apoiam o governo, quer dos da oposição, que já fizeram pior e não apresentam agora soluções, antes se entregando a uma oposição oca e sem conteúdo.


sábado, outubro 06, 2018

PORQUE MENTE CENTENO?


Existe um provérbio chinês que diz: Meia verdade é sempre uma mentira inteira.

Centeno, e por arrasto o governo, têm vindo a insistir que os funcionários públicos, por via do descongelamento dos escalões, já tiveram (TODOS) um aumento superior aos 3%, e como Centeno sabe, e é público, nem todos os funcionários foram abrangidos por esse descongelamento, nem o descongelamento se verificou inteiramente no ano de 2018, pois 50% só será recebido em 2019, em duas tranches.

Na realidade existem bastantes funcionários que não receberam nenhum aumento desde 2009, e que portanto estão há 10 anos a perder poder de compra por causa da inflação. Estes funcionários em vez de aumentos tiveram diminuição de salários num valor que ronda os 12%, e esta é a verdade que Centeno nunca refere.

Outra particularidade que importa referir, é que para Manuela Ferreira Leite, quando era ministra das Finanças, os salários que mereciam maior atenção eram os que estavam até aos 1.024 euros, e agora para Centeno, muitos anos depois e com um salário mínimo em 600 euros, só vão até aos 835 euros.

Os números e a memória são lixados, senhor ministro.


IN MEMORIAM

quinta-feira, maio 24, 2018

COMBUSTÍVEIS, DEMAGOGIA E POLITIQUICES


O aumento do preço dos combustíveis é uma boa arma de arremesso da política, e dos políticos, mas tudo depende de que lado da trincheira estão os críticos.

Todos os governantes consideram os combustíveis como um meio de obter mais receitas através dos impostos indirectos, porque muito erradamente tem-se feito passar a ideia de que o automóvel é um objecto de luxo.

Existem alguns factos que importam reter para se poder opinar sobre o assunto (os impostos sobre os combustíveis), porque são muito importantes.

Podemos começar pela injustiça que representam os impostos indirectos, que afectam de igual modo os mais ricos e os mais pobres, sem qualquer tipo de progressividade que é o apanágio dos impostos sobre os rendimentos, esses sim com salvaguardas para os mais desprotegidos.

Outro facto sobre os preços dos combustíveis é que eles influenciam de forma determinante a produtividade e os preços dos produtos, tanto para o mercado interno como para exportação.

De notar que Portugal é um país que depende muito do transporte rodoviário para a movimentação de mercadorias, e que também não temos um sistema de transportes públicos que se possa considerar minimamente eficaz.

Para não me alongar muito, talvez seja bom terminar com o facto de ainda há poucos anos, e por causa da queda dos preços do crude, o governo decidiu introduzir um adicional, ou uma sobretaxa, ao preço dos combustíveis, para não perder nos impostos esperados, dizendo que essa sobretaxa poderia ser revertida ou actualizada em função da evolução dos preços da matéria-prima, mas tal não aconteceu, de facto.

Faz algum sentido manter-se a austeridade nestes moldes? Será que as promessas dos nossos governantes ainda merecem algum crédito?



domingo, abril 15, 2018

A ALDRABICE NA POLÍTICA


A palavra dos políticos, em geral, não vale absolutamente nada, uma vez que o discurso na oposição e em período de campanha eleitoral, é o inverso daquele que depois fazem quando estão instalados no poder.

Quem não ouviu o PS dizer que os funcionários públicos tinham sido os mais castigados nos anos da crise e sob o governo encabeçado por Passos Coelho, e depois de estar no poder os ouve dizer que aumento nem sequer em 2019, e que os descongelamentos de escalões serão feitos às prestações, como se isso fosse alguma benesse e não uma reposição de direitos.

Outra promessa frustrada é a do alívio dos cortes nas reformas antecipadas (e estou a falar em carreiras de mais de 40 anos), em que já está em incumprimento do acordado para 2018, como também já se prepara para falhar com o prometido para 2019.

Não há como classificar tudo isto sem ser como promessas não cumpridas, ou como mentiras por parte de António Costa e do seu executivo, e isso deixa-o bem a par do seu antigo opositor Passos Coelho, que aqui tanto critiquei.

Será que a mentira será recompensada em próximas eleições?



sábado, julho 01, 2017

A SEGURANÇA



O ministro da Defesa afirmou que roubo em Tancos “não é a maior quebra de segurança do século”, e conseguiu dizer isso sem se rir, o que me deixa assustado. Portugal é um país pequeno, com umas forças armadas pequenas e mal equipadas, por isso até o senhor Jacques de La Palice poderia dizer o mesmo, mas os portugueses continuavam a estar preocupados.

Quando se procuram responsabilidades as respostas dos dirigentes de topo são sempre vagas, falam sempre em inquéritos, em comissões e, de algum modo, dizem que as respostas virão a seu tempo (quando tudo acalmar).

Já foram noticiados alguns episódios de armas roubadas em instalações militares e policiais, mas parece que o que aconteceu agora foi uma novidade.

Pouco me interessa, nesta altura dos acontecimentos, saber quem foi responsável pelo roubo, mas parece-me que os responsáveis políticos afinal não são responsáveis por nada, e que existem sempre procedimentos administrativos que os desculpabilizam, apesar de terem aceite as pastas, com os meios que lhes foram disponibilizados.

Nada disto é bonito, nada disto é aceitável aos olhos dos cidadãos, que sabem que não são os ministros que roubaram as armas ou incendeiam as florestas, mas deles espera-se uma actuação eficaz e que saibam assumir as responsabilidades políticas quando as coisas correm mal, por falta de meios ou por desorganização.