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segunda-feira, maio 27, 2019

“DROIT DE RETRAIT”


A lei laboral francesa atribui este direito que permite faltar, quando se considera não estarem reunidas as condições para o desempenho de funções em segurança, e isso levou a que os trabalhadores de recepção e vigilância do Louvre usassem esse direito levando ao fecho do museu no dia de hoje.

Os museus têm vindo a perder efectivos em França, como em Portugal, sendo que por cá existem hoje menos efectivos do que há 20 anos, a desempenhar as funções de recepção e vigilância.

A falta condições de segurança, por cá, vai para além da escassez de pessoal, passando também pela falta de formação adequada e contínua, por falta de meios complementares de comunicação e vigilância, para mencionar apenas algumas.

O descontentamento dos trabalhadores dos nossos museus, palácios e monumentos também deriva da falta de perspectivas de progressão numa carreira que foi horizontalizada, pelos salários muito baixos apesar dos horários excepcionados, pela falta de apoio em situações de conflito e pela falta de diálogo por parte da tutela.

Por cá não temos o “droit de retrait”, e por isso só se pode recorrer à greve, que todos sabemos que é sempre mais mal recebida pelos visitantes, que frequentemente ignoram as razões da mesma, e nem sequer sonham que a sua segurança pode estar em causa, em determinadas situações e em alguns destes serviços.



segunda-feira, setembro 17, 2018

PORTUGAL / ESPANHA E A CULTURA


Somos vizinhos mas estamos a séculos de distância no que concerne a assuntos relacionados com a Cultura, para ser simpático, esclareça-se.

Numa das vertentes, a da segurança, estamos muito atrasados relativamente aos nossos vizinhos, e isso não é simpático, por muito que tenhamos que o registar, e isso dói mais a quem está preocupado com o assunto.

Outra diferença abissal é a importância dada aos testemunhos daqueles que colaboraram com os museus, no passado e até à actualidade, que têm uma história oral que é uma âncora que liga o passado ao presente, e o visitante ao museu.

Enfim, vivemos num país onde os títulos prevalecem, e o que diz um doutor (muitas vezes com uma licenciatura apenas) vale mais do que tudo o resto.

Alguém se importa com a realidade? Não vale mais um estudo duma entidade externa, paga para concluir o que se lhes pede?

Temos muito que aprender, e temos que democratizar a Cultura…



segunda-feira, setembro 03, 2018

PATRIMÓNIO DE LUTO


Um grande incêndio destruiu, ontem, o Museu Nacional no Rio de Janeiro, situado na Quinta da Boa Vista, que foi residência da família real e sede da 1ª Assembleia Constituinte do Brasil.

No interior deste museu existia um acervo muito importante, e uma biblioteca muito valiosa.

Não se conhecem ainda as razões que originaram este incêndio, embora se saliente o maus estado de conservação do museu, ao qual têm faltado verbas para a sua manutenção em condições aceitáveis e dignas duma verdadeira instituição cultural.

A presença no Brasil do ministro da Cultura de Portugal, que hoje deveria visitar precisamente este museu, fez-me recordar que já muitas vezes denunciei, aqui, a falta de manutenção do nosso 

Património (museus, palácios e monumentos), a falta de treinamento dos funcionários para acorrer a situações de emergência, a falta de meios humanos e materiais para se evitarem situações de risco e, por que não, uma plataforma para que fiquem registadas todas as anomalias verificadas nestes serviços, reportadas por funcionários e por visitantes.

PS – Infelizmente as caixas de comentários, na imprensa brasileira e também na portuguesa, estão cheias de disparates, o que é lamentável, mas é um fenómeno cada vez mais frequente.


Quinta da Boa Vista

quinta-feira, março 08, 2018

MAFRA - CONFUSÃO E RESPONSABILIDADES

A confusão é muita com o estado em que se encontram os carrilhões de Mafra, e também com o risco de queda de sinos, ou de parte da fachada do monumento, agora que o estado do tempo se vai agravando.

Sabe-se que as madeiras que suportam os sinos estão em muito mau estado, e que os andaimes que foram colocados como recurso provisório de suporte dos mesmos, também já não estão em boas condições, o que indicia que existem riscos, mas não apareceu nenhuma entidade credível (LNEC ou IST) que tenha garantido a segurança dos visitante e dos funcionários, uma vez que o palácio continua aberto.

Sendo a segurança das pessoas e do Património a 1ª preocupação de todas as pessoas, seguem-se outras perguntas, como por exemplo, como é que se chegou a este estado de degradação, porque é que ainda não existiu nenhuma intervenção de fundo, e porque é que apesar da urgência ainda se perde tanto tempo com burocracias.

Esperemos que nada caia ainda antes da classificação do edifício, por parte da UNESCO, como Património Mundial.


sexta-feira, julho 14, 2017

SITEMA DE SEGURANÇA MODERNAÇO

Para o visitante típico de museus, palácios e monumentos, a segurança do Património exposto nestes locais é da inteira responsabilidade dos vigilantes que encontram enquanto os visitam.

Infelizmente estão ligeiramente equivocados, primeiro porque estes têm poucos instrumentos legais para actuar, para além da admoestação firme mas cortez, e estão sempre limitados pelo número de salas a seu cargo, pela consciência cívica dos visitantes, e pelas condições expositivas, que não são da sua responsabilidade, claro.

Deixo-vos aqui um tesourinho da segurança museológica, composto por fio de pesca amarrado às peças, que já não via desde os anos 60 num monumento nacional. Estas peças. e outras também atadas a fio de pesca, estão a menos de um metro de distância das cordas delimitadoras, o que diz tudo... 
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terça-feira, julho 04, 2017

A SEGURANÇA PARA O SENHOR DEPUTADO



Ler um artigo de opinião escrito por um deputado do partido do governo, em que o mesmo vem a público manifestar a sua preocupação com a sua segurança, e a dos seus pares, veio suscitar a indignação de muitos portugueses, eu incluído.

O infeliz deputado não tem em todo o artigo uma só palavra para a segurança dos cidadãos, na via pública, nas suas residências, em sítios públicos fechados, em estádios, em feiras, em museus, nos locais de trabalho. O que disse ele publicamente sobre a segurança dos portugueses residentes no interior, em zonas rurais como aquelas que foram afectadas pelos recentes fogos que mataram tantas pessoas?

A segurança no Palácio de S. Bento é muito superior à que se vê por todo o país, e custa dinheiro aos contribuintes, senhor deputado. Os deputados não foram obrigados a candidatar-se, vão voluntariamente, e são pagos para defender os interesses das populações e do país, e não os seus interesses, mas o senhor deputado prefere olhar para o seu umbigo.

Percebe-se bem a razão que leva ao divórcio dos portugueses relativamente à política e aos políticos.



sábado, julho 01, 2017

A SEGURANÇA



O ministro da Defesa afirmou que roubo em Tancos “não é a maior quebra de segurança do século”, e conseguiu dizer isso sem se rir, o que me deixa assustado. Portugal é um país pequeno, com umas forças armadas pequenas e mal equipadas, por isso até o senhor Jacques de La Palice poderia dizer o mesmo, mas os portugueses continuavam a estar preocupados.

Quando se procuram responsabilidades as respostas dos dirigentes de topo são sempre vagas, falam sempre em inquéritos, em comissões e, de algum modo, dizem que as respostas virão a seu tempo (quando tudo acalmar).

Já foram noticiados alguns episódios de armas roubadas em instalações militares e policiais, mas parece que o que aconteceu agora foi uma novidade.

Pouco me interessa, nesta altura dos acontecimentos, saber quem foi responsável pelo roubo, mas parece-me que os responsáveis políticos afinal não são responsáveis por nada, e que existem sempre procedimentos administrativos que os desculpabilizam, apesar de terem aceite as pastas, com os meios que lhes foram disponibilizados.

Nada disto é bonito, nada disto é aceitável aos olhos dos cidadãos, que sabem que não são os ministros que roubaram as armas ou incendeiam as florestas, mas deles espera-se uma actuação eficaz e que saibam assumir as responsabilidades políticas quando as coisas correm mal, por falta de meios ou por desorganização.