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sábado, fevereiro 02, 2019

A COR DA MINHA PELE


Ouço e vejo frequentemente as opiniões de Daniel Oliveira, na imprensa escrita e na televisão, e nem sempre concordo com as suas opiniões, o que é natural, já que pensamos coisas diferentes, apesar de sermos ambos “brancos”.

Na sua coluna de opinião de hoje no Expresso, intitulada “A cor da tua pele”, começa com umas frases que se referem à sua condição, mas que não são a única verdade, mas apenas a sua verdade, e daí ele parte para o resto do texto.

Diz D.O. “Nunca a minha condição de homem branco me causou qualquer dificuldade na vida. Nunca foram condescendentes comigo por isso, nunca desconfiaram de mim, nunca foi difícil apanhar um táxi, nunca desistiram de me alugar uma casa quando me viram, nunca alguém se me dirigiu falando de “vocês”. Nunca, no meio de uma discussão acalorada, alguém se socorreu do insulto reservado aos “brancos”. Porque não há qualquer insulto reservado aos “brancos”. É por isso que não sei o que é o racismo. Há coisas que só se sabem quando se experimentam todos os dias, a vida toda.”

O colunista deveria ter pensado que a condição de homem branco causou dificuldades a muitos nascidos em África. Que muitos africanos de raça branca foram por isso mesmo rotulados de colonialistas, fascistas e reacionários apenas por causa da cor da sua pele. Os insultos reservados aos “brancos” eram muitos, e pouco próprios.

Os “brancos também podem saber o que é racismo, e a última frase que mencionei de D.O. é, essa sim, verdadeira: “Há coisas que só se sabem quando se experimentam…”.

Quantos “brancos” nascidos em África acabaram por decidir sair das suas terras por se sentirem discriminados por causa da cor da sua pele?

Uma moeda tem sempre duas faces, meus caros…



segunda-feira, setembro 17, 2018

PORTUGAL / ESPANHA E A CULTURA


Somos vizinhos mas estamos a séculos de distância no que concerne a assuntos relacionados com a Cultura, para ser simpático, esclareça-se.

Numa das vertentes, a da segurança, estamos muito atrasados relativamente aos nossos vizinhos, e isso não é simpático, por muito que tenhamos que o registar, e isso dói mais a quem está preocupado com o assunto.

Outra diferença abissal é a importância dada aos testemunhos daqueles que colaboraram com os museus, no passado e até à actualidade, que têm uma história oral que é uma âncora que liga o passado ao presente, e o visitante ao museu.

Enfim, vivemos num país onde os títulos prevalecem, e o que diz um doutor (muitas vezes com uma licenciatura apenas) vale mais do que tudo o resto.

Alguém se importa com a realidade? Não vale mais um estudo duma entidade externa, paga para concluir o que se lhes pede?

Temos muito que aprender, e temos que democratizar a Cultura…



segunda-feira, maio 25, 2015

EXPERIÊNCIA E FORMAÇÃO

De há muito tempo a esta parte, que me defronto com a a escolha entre a experiência e a formação académica, tendo que escolher demasiadas vezes entre uma e outra.

Desde muito cedo que defendo que a formação contínua é um factor indispensável, mas em Portugal é como remar contra a maré, porque existe uma sociedade demasiado elitista, para admitir que a experiência é indispensável para a evolução sem descontinuidade.

Conheço muita gente com formação académica, que quando enfrenta a realidade das empresas, ou dos serviços, não encontra soluções para aplicação a curto e médio prazo que possam ser úteis e adequadas, mas que prefere desprezar a experiência adquirida por quem já lá se encontra há muito tempo. O inverso é também verdade, e o resultado é mau para todos.


As empresas e os serviços necessitam de inovação constante, e isso só pode acontecer com a cooperação entre quem já está e quem chega, e pode proporcionar a inovação, mas se as duas partes se confrontarem tentando manter a supremacia, então o resultado será o desastre completo.