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terça-feira, janeiro 17, 2017

PORQUE SINGRAM OS POPULISTAS?

Há quem faça esta pergunta, e há os que se admiram por aparecer cada vez mais gente a querer acabar com o “sistema”.

As perguntas só podem vir de quem tem boa situação económica, quem está mal informado, ou de quem faz parte do “sistema”.

As respostas estão na constatação de factos tão evidentes como, “apenas 1% dos mais ricos detinham em 2015 mais riqueza que o resto do planeta”, ou “oito pessoas têm agora tanta riqueza como a metade mais pobre da população mundial”.

Quem pode recriminar os que decidem apoiar quem diz querer mudar o “sistema” e embrulha isso com promessas tentadoras?


Os partidos que têm partilhado o governo parece não terem percebido que falharam sempre na sua tarefa primordial que é a de saber repartir a riqueza criada por via da carga fiscal, evitando assim o que é cada vez mais indecente e insustentável , que são as assimetrias cada vez mais mais gritantes.


sexta-feira, dezembro 09, 2016

A TECNOLOGIA É LIXADA

Enquanto uns se deliciam com as novas tecnologias, e com as facilidades que elas nos proporcionam, outros tremem de cada vez que se anuncia uma nova descoberta, ou um novo uso para as tecnologias mais recentes.

O recente anuncio da Amazon que pretende avançar com loja sem filas nem caixas, é o mais perfeito exemplo do que digo: delicia quem diz não ter tempo a perder, horroriza quem trabalha em supermercados.

As novas tecnologias podem facilitar-nos a vida mas também contribuem para um aumento do desemprego, e isso já devia estar a ser equacionado pelos diferentes governos deste planeta, porque existe uma potencial ameaça ao sistema de segurança social que tanto prezamos na Europa.

A tecnologia continuará a evoluir, e ela é (quase sempre) benéfica para a humanidade, mas na verdade é alterado um factor de equilíbrio da sociedade actual, que é o baixo desemprego. Chegados aqui é necessário reequacionar a natureza dos nossos impostos, pensados para fazer uma redistribuição da riqueza a partir dos rendimentos do trabalho.


Não existem muitas opções para garantir uma redistribuição mais justa da riqueza, com estes avanços constantes da tecnolologia, e o patronato não vai gostar de nenhuma, porque terá que se taxar as máquinas, ou o que elas produzem, diminuir os horários de trabalho, e aumentar os salários, a menos que se desejem grandes assimetrias e constantes conflitos sociais.


sábado, março 27, 2010

A REALIDADE E OS GESTORES

Portugal é um dos países europeus onde as desigualdades são maiores. Todos os estudos sobre a distribuição da riqueza apontam para o aumento destas desigualdades e o pior é que elas vão aumentando à medida que o tempo passa.

A realidade mostra que vivemos numa sociedade injusta, e não se vê nada que o evite na acção dos diversos governos. Os decisores estão cada vez mais isolados da realidade do cidadão comum e os interesses de quem detém o poder esmagam os direitos da grande maioria.

É absolutamente escandaloso que os gestores das grandes empresas ganhem milhões anualmente e, ao mesmo tempo, se discutam míseros 25 euros de aumento do ordenado mínimo. Dizem-me que os gestores têm objectivos e que merecem tão altas remunerações, mas todos sabemos que esses objectivos quando são atingidos devem-se também ao trabalho de inúmeros colaboradores, que muitas vezes são muito mal pagos.

Como podem governantes, empresários e gestores, querer que os seus funcionários se empenhem a fundo e dêem o seu melhor, se as suas preocupações diárias se prendem com a simples arte de gerir magros salários, sempre com o credo na boca com a ameaça de despedimento sempre presente?

A satisfação e a segurança são ingredientes necessários à boa produtividade e propiciam condições para a inovação, mas isso não faz parte das práticas de gestão em Portugal.

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FOTOGRAFIA
By Palaciano


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Alexander Zudin

Pavel Constantin