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sexta-feira, novembro 13, 2015

EUROPA, AUMENTOS E HIPOCRISIA

A austeridade tão cara à coligação que nos tem (des)governado, ao patronato retrógrado e à rigorosa União Europeia, tem sido argumento para congelar os salários da função pública em Portugal, e por arrasto, muitos outros sectores com patrões sovinas e oportunistas. 

Soube-se agora que os funcionários da União Europeia vão receber aumentos de 2,4 % no próximo ano porque, dizem os entendidos, tiveram os seus ordenados congelados desde 2013. 

Claro que em Portugal somos uns sortudos, porque ao que consta os últimos aumento foram no governo do Sócrates, e a partir daí tivemos aumentos, mas foi de cortes, e agora até há quem diga por aí que vamos receber aumentos no próximo ano, só porque vão aliviar os cortes, nem se sabe bem a que ritmo. 

A Europa está cheia de hipocrisia, os governos nacionais não têm querido ir buscar dinheiro a outro lado que não aos salários, e o patronato guloso e oportunista tem cavalgado a onda que lhes é favorável. 

Com o que ouvi dos representantes dos patrões nestes dias, e de outras fontes, receio bem que nos próximos tempos existam relações bem tensas entre patrões e empregados, e entre esquerda e direita. 


domingo, outubro 11, 2015

PORTUGAL NÃO É A ISLÂNDIA

Enquanto Passos Coelho e Paulo Portas vão repetindo que Portugal não é a Grécia, sempre que a austeridade extrema vem à baila, eu pergunto-me porque é que não nos comparam com a Islândia, que afinal também recorreu à ajuda do FMI, mas que não aceitou todas as regras que lhe pretendiam impor.

Para começo de conversa a Islândia já pagou o que devia ao FMI e disse-lhes adeus. Curiosamente os islandeses deixaram cair alguns bancos e os detentores da dívida dos bancos ficaram com esses encargos, poupando-se assim a população. Outra curiosidade foi a condenação de vários ex-banqueiros.

A Islândia teve outra margem de negociação e maior capacidade para enfrentar a situação por não pertencer à União Europeia e à Zona Euro, pois assim não pagou a depositantes de outros países (Reino Unido e Holanda), e teve a faculdade de desvalorizar a moeda, recusando deste modo as medidas pesadas de austeridade que a UE pretendia impor.


O resultado está à vista, ajuda do FMI já paga, crescimento previsto de mais de 4% e recuperação do nível de vida dos cidadãos. A Islândia não estará acima das dificuldades, mas conseguiu resolver os problemas duma crise fortíssima em apenas seis anos, e Portugal lá vai penando, cada vez mais endividado e os portugueses cada vez mais pobres e sem esperança no futuro.


sábado, junho 13, 2015

A AUSTERIDADE À PORTUGUESA

Como os cofres estão cheios e os portugueses continuam a pagar impostos estupidamente altos, o governo continua a "alugar" uns carritos para os seus muitos assessores e chefes de gabinete, que como auferem salários de miséria, necessitam de ajuda para as deslocações para os ministérios.

Desta vez foram mais 34 as viaturas contratadas, que a somar às outras que já existiam, devem perfazer uma frota bem jeitosa, que o povinho vai pagando "alegremente".

Esta austeridade é cada vez mais hilariante...


terça-feira, fevereiro 24, 2015

POR MAUS CAMINHOS



Digam o que disserem Passos Coelho, Paulo Portas e seus apaniguados, Portugal vai de mal a pior e os portugueses, mas sua grande maioria, estão cada vez mais a sentir dificuldades, mesmo falando dos que têm emprego.

O caminho da austeridade agravou as desigualdades e aumentou a pobreza. Os salários estão a diminuir progressivamente, os impostos são sufocantes, as reformas estão a baixar a olhos vistos, a segurança social afunda-se e o envelhecimento agrava-se a cada dia que passa.

Os partidos que têm partilhado o governo têm-se mostrado fiéis seguidores duma União Europeia onde os ricos mandam e aos pobres só resta a obediência cega, ou então correm o risco de ser expulsos e de mãos a abanar, uma situação bem pior do que a que tinham antes de ingressar no clube. A Europa solidária afinal nunca existiu.

O que se passou na Grécia, tenha o resultado que tiver, terá consequências e reflexos nos outros países com maiores dificuldades económicas, e o resultado pode vir a ser funesto para a Europa no seu conjunto.



sexta-feira, dezembro 19, 2014

O SUCESSO DA AUSTERIDADE



Quando os membros do governo nos vêm falar do sucesso das políticas por eles implementadas, e da virtuosidade da austeridade, demonstram não viver no mesmo mundo que a maioria dos cidadãos e um desconhecimento selectivo dos números oficiais sobre a real situação dos governados.

A Direcção-Geral da Saúde apresentou um estudo onde mostra que 27,3% dos portugueses adultos, que frequentam centros de saúde alteraram o consumo de algum alimento essencial devido a dificuldades económicas, e que 17,3% têm insegurança alimentar moderada ou grave.

Já eram conhecidos outros números de “sucesso”, como o das famílias endividadas, das famílias que ficaram sem os seus lares devido a penhoras, e o das famílias que pediram a insolvência, mas mesmo assim temos governantes a falar do sucesso das suas políticas.

Outros dramas como o desemprego e a emigração são minimizados, senão mesmo desprezados, por uma classe que já perdeu toda a sua credibilidade, que não se dá ao respeito e que há muito se deixou de importar com as necessidades dos cidadãos.

Só espero que os cidadãos deste país, que se queixam ou que apenas sofrem em silêncio, saibam responder nas urnas a esta classe de políticos que nos tem governado nestas duas últimas décadas, não lhes dando o seu voto, porque eles são os responsáveis pela situação em que vivemos.



terça-feira, abril 30, 2013

SENTIMENTO DEPRESSIVO



Eu nem sou um entusiasta dos inquéritos sobre a qualidade de vida, que geralmente são pedidos por entidades com interesses em determinados resultados, mas vou seguindo os resultados que vão sendo conhecidos.

Foram agora divulgados os resultados dum novo inquérito sobre o consumo na Europa e nos EUA, que veio confirmar aquilo que todos sentimos na pele: os portugueses “estão preocupados com a recessão que o país está a viver, com a elevada taxa de desemprego e com as medidas de austeridade.”

O resultado foi claro, os portugueses são os que registaram a mais baixa disposição para comprar, a perspectiva mais negativa em termos de melhoria económica, e a segunda mais baixa expectativa de rendimentos.

Para piorar as coisas este inquérito foi feito antes de se conhecerem os contornos das alterações do Orçamento de Estado de 2013, antes de serem conhecidas as perdas das empresas públicas com os swaps contratados, e antes de serem conhecidas as novas medidas para reduzir os 4 mil milhões de euros que Vítor Gaspar e Passos Coelho desencantaram, fora do OE apresentado em finais do ano passado.

O país está deprimido, e pior ainda, está descrente quanto a resultados de tamanha austeridade, que em dois anos apenas gerou mais desemprego, menores rendimentos do trabalho e aumento colossal da dívida pública.



quarta-feira, maio 16, 2012

A (MÁ) SAÚDE DA SAÚDE

Foi conhecido mais um relatório da Health Consumer Powerhouse, uma organização sueca que tem um índice dos sistemas de saúde de vários países, onde se regista a descida de Portugal em quatro posições desde 2009. 

É absolutamente patético registar a posição da Direcção Geral de Saúde que de algum modo tenta desvalorizar este relatório, dizendo que os critérios mudam de ano para ano e que as comparações são impossíveis. 

Estamos todos a assistir na primeira fila à destruição sistemática dos serviços públicos, não só no sector da saúde, que aqui está em causa, mas também na educação, na cultura e na segurança social, devido aos cortes sistemáticos ordenados pelo nosso governo. As consequências são visíveis e só alguém de má-fé é que os pode tentar ignorar. 

Não se está a servir as populações, mas sim a obedecer à troika, a defender o capital destruindo todos os sectores públicos que garantiam alguma igualdade de tratamento e de oportunidades. 

 Uma nota final para fazer uma menção ao facto de serem precisamente os países com um sector público forte e bem estruturado os que apresentam melhores resultados dos sistemas de saúde nacionais.

FOTOGRAFIA

sexta-feira, março 11, 2011

O PACOTE DO GOVERNO

O ministro das Finanças apresentou hoje as novas medidas de austeridade 2012 2013.

O Zé já não tem pachorra para aturar este governo e os seus sucessivos PEC's, cada um pior que o anterior, pelo menos para a minha carteira.

Li todas as notícias sobre mais este PEC, e não vi nenhuma medida que cortasse os carrões de luxo dos governantes e afins, nem nenhuma redução nos inúmeros prémios e outras mordomias que por aí se praticam com dinheiros públicos.

Apetece-me dizer umas quantas asneiras, mas tenho que guardar o fôlego para amanhã.




SANDRO BOTTICELLI

Nascido em 1444 em Florença, morreu na mesma cidade em 1510

Estilo: Temas clássicos e mitológicos, figuras simbólicas, ênfase na perspectiva linear, representação da beleza divina e do amor.

Botticelli foi um pintor da Florença renascentista, cujas obras são envoltas de mistério, devido ao uso de símbolos, demonstrando ainda um forte senso de forma.

Em 1481, o Papa Sisto IV convocou-o a Roma, para criar frescos para as paredes da Capela Sistina.

Ao fim da vida, o estilo artístico e o comportamento de Botticelli alteram-se, com pinturas menores, seus temas se tornaram apocalípticos e angustiados.

Foi neste período, que se dedicou a ilustrar a Divina Comédia, obra literária de Dante Alighieri, mas a saúde precária acabou interrompendo seus projectos.

Nascimento de Vénus

O Inferno de Dante