domingo, outubro 11, 2015
PORTUGAL NÃO É A ISLÂNDIA
quinta-feira, maio 29, 2014
UMA EUROPA POUCO CONFIÁVEL
domingo, julho 07, 2013
BRUTAL OU COLOSSAL, É IRRELEVANTE
domingo, janeiro 10, 2010
RAPIDINHAS
Futebol – Quem não se lembra da euforia que durou até 2004, em que os responsáveis nacionais tudo fizeram para nos convencer da necessidade de construção de muitos recintos desportivos. Pois bem, eles aí estão, o sucesso do Euro 2004 também aconteceu, mas a factura está por pagar em diversos casos, e pelo menos seis câmaras municipais estão a braços com os encargos da dívida, e o dinheiro terá de sair dos munícipes contribuintes. Alguém conhece os responsáveis? Eles admitem ser responsáveis pelos prejuízos decorrentes das decisões tomadas?
Contabilidades – Todos sabem que há regras contabilísticas que se exigem a cada sector e a cada empresa. Planos de contabilidade existem e são obrigatórios, mas há sempre quem não cumpra e incorra em infracções. Parece que o Ministério da Justiça, sim esse mesmo, tem umas irregularidades nas suas contas, e que não podem ser consideradas meros amendoins, nem se pode dizer que sejam na realidade novidade absoluta, porque o anterior titular da pasta já tinha sido informado. Vamos ver quais são as explicações que aí vêm e quem é que assume os erros.

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segunda-feira, julho 27, 2009
ERROS E CULTURA
Depois de “confessar” ter errado na Cultura, José Sócrates que obviamente estava apenas a tentar desviar as atenções de outros erros mais clamorosos acaba por mostrar com toda a clareza que a sua afirmação era apenas uma manobra de diversão, porque passados diversos dias sobre a “revelação”, ainda não foi capaz de dizer uma única frase sobre a Cultura.
Não creio que alguém tenha ficado espantado e muito menos chocado com a frase anterior, mas eu devo dizer que um outro político conseguiu causar-me alguma surpresa, refiro-me a Cavaco Silva, por ter mostrado algum interesse em assuntos culturais.
Os meus amigos de café dizem-me que há diferenças abissais entre Lisboa e Salzburgo, e eu sei que elas existem de facto, mas estes dois senhores bem podiam ter feito qualquer coisinha para elevar o nível de oferta cultural das nossas cidades, bastava para tal que a sua Cultura a isso os forçasse genuinamente, e das suas bocas não saíssem apenas palavras de ocasião, ainda que politicamente correctas.

sábado, maio 17, 2008
SEMENTES DE REVOLTA
O ministro Teixeira dos Santos, o mesmo que se enganou nas previsões do crescimento económico deste ano em 30%, um pequeno enganozito, não comecem já a zurzir no homem porque até conseguiu admitir que também se enganou na inflação, que agora situa nos 2,6%, um pouquinho acima dos 2,1% anteriores. Esta humildade é confrangedora, e eu até me espremi muito a ver se deitava uma lágrima, mas infelizmente não obtive resposta dos sacos lacrimais.
É evidente que depois dos “pequenos erros de cálculo”, tinha de ser anunciada alguma coisa menos má, e vai daí sai da cartola a diminuição do desemprego. O malabarismo estatístico é de mestre, e a notícia sai com dados do INE, a pedido do DN. Baixou o desemprego sem ninguém dar por isso, anuncia-se que 120 mil deixaram de ser precários, e o mercado de trabalho ficou mais rosadinho. Ficou lá uma nódoa, pequenina e desprezível para os nossos governantes, que foi o facto de o INE saber com exactidão quantos trabalhadores estão contratados com falsos recibos verdes, e o seu movimento em 2007, sem que os diversos ministérios que deviam actuar perante esta ilegalidade tivessem actuado em conformidade. Pormenores, digo eu.
Também acho que poucos dias passados sobre 13 de Maio, os portugueses devem estar prenhes de misericórdia, e que certamente vão perdoar o ministro Teixeira dos Santos, por obrigar o 1º ministro, José Sócrates, a quebrar a promessa de repor este ano o poder de compra dos funcionários públicos, afirmando que não vão haver aumentos intercalares. Afinal quem se importa, nós até já estamos habituados à quebra das promessas por parte do senhor Sócrates, e esta é apenas mais uma.
Se eu hoje não estivesse tão bem disposto, como se vê, era capaz de dizer umas quantas coisas desagradáveis sobre os nossos queridos governantes, e podia perturbar o vosso fim-de-semana, que é a última coisa que eu desejo.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana, longe desta imensa Ribeira dos Milagres em que se transformou o jardim à beira-mar plantado, visitem se puderem um museu que será dos poucos locais onde neste domingo terão uma borla, e vão pensando muito bem nas escolhas que farão nas próximas eleições, ou até se valerá a pena votar em alguém, ou simplesmente votar em branco, como eu.









