quinta-feira, outubro 30, 2014
ECONOMISTAS E PATRÕES
sexta-feira, outubro 17, 2014
A TOLICE PINTADA DE VERDE
sábado, maio 17, 2014
OS CULPADOS DA CRISE
domingo, julho 07, 2013
BRUTAL OU COLOSSAL, É IRRELEVANTE
segunda-feira, novembro 05, 2012
NÃO DEVO NADA
quinta-feira, junho 16, 2011
RESPONSABILIDADE E FISCALIZAÇÃO
Os problemas económicos que assolam o chamado mundo Ocidental resultam sobretudo duma actividade económica completamente desregulada, e embora isto seja internacionalmente reconhecido, não se tomaram medidas para se evitarem mais exageros.
Temos assistido às medidas de recuperação económica e pasme-se, em primeiro lugar está sempre o resgate da banca, à custa dos cortes sociais e o aumento de impostos sobre os rendimentos do trabalho e do consumo.
É sintomático que os impostos sobre o capital especulativo não sejam mexidos, quando se sabe que há escassez de capital para investimento no sector produtivo, que afinal seria o sector que nos podia fazer sair da crise económica, e capaz de diminuir o desemprego que devia ser a maior das preocupações.
Não se compreende que se esteja a penalizar quem não teve culpas nesta crise e se estejam a premiar os responsáveis, a menos que se confirmem as suspeitas, muito fundadas, de que o poder político está subordinado ao poder económico.

sábado, maio 15, 2010
ESTAMOS LIXADOS
A reboque das imposições da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, o nosso governo abençoado pelo maior partido da oposição, decidiu aumentar os impostos ao mesmo tempo que cortou uma substancial fatia ao investimento público. A receita é conhecida, o resultado previsível.
O mundo ocidental atravessa uma crise económica que teve origem na falta de regulação dos mercados financeiros, consequência dum excesso liberal que a todos pretendeu vender a ideia que o mercado deve actuar livremente sem interferências dos Estados, porque em concorrência a regulação era desnecessária.
Chegados à beira do abismo, os Estados socorreram quem se comportou mal, com o dinheiro dos contribuintes, e como ficaram como avalistas endividaram-se. As dívidas públicas ameaçaram os mercados financeiros, aumentando o risco do crédito, muito em especial das economias mais débeis, e lá veio a contracção e o aumento dos impostos como panaceia de todos os males.
Os mercados financeiros, os mesmos que iniciaram esta saga toda, começaram a ficar com outros problemas que se prendem com a diminuição dos pedidos de crédito por parte das empresas e dos particulares, que são a sua maior fonte de receitas.
Agora o que nos penaliza não é tanto a dívida, antes o remédio que foi receitado, porque não há modo de aumentar riqueza sem consumo e sem investimento. Parece-me que afinal as tais agências de rating, as mesmas que falharam consecutivamente, e que se enganaram com recomendações absolutamente erradas, são o cerne do problema e continuarão a favorecer a especulação a menos que sobre elas seja feita uma supervisão apertada.
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sexta-feira, maio 14, 2010
domingo, maio 09, 2010
OS POBRES SÃO OS CULPADOS
Em épocas como a que vivemos actualmente há que evitar gastos desnecessários, fiscalizar bem para que a falcatrua não se instale, e saber punir quem nos enfiou neste beco sem saída que é o endividamento nacional.
Este governo está a tomar medidas exemplares nesse sentido, e a ministra do Trabalho tem vindo a dar a cara nessas nobres intenções.
Os cortes nos subsídios de desemprego, foram a 1ª grande notícia, mas a mais recente de exigir extractos bancários aos beneficiários de apoios sociais para terem acesso àquelas prestações, pode dizer-se que é como que a cereja no topo do bolo.
Os portugueses começam a ficar descansados, porque os corruptos estão lixados, os milhões de luvas que os desempregados e os beneficiários do RSI recebem vão ser descobertos e os culpados irão para a gaiola. Consta que as offshores vão ser obrigadas a enviar os registos dos movimentos desses facínoras, e os bancos vão cooperar alegremente com o senhor ministro das Finanças, abdicando do sigilo bancário no que respeita aos desempregados e aos beneficiários de outros apoios sociais.
Portugal vai tornar-se num país impoluto, sem corruptos e sem o crime económico, que faz parte da natureza dos pobres.
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