sexta-feira, julho 11, 2014
PORTUGAL ESTÁ CADA VEZ PIOR
sábado, maio 15, 2010
ESTAMOS LIXADOS
A reboque das imposições da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, o nosso governo abençoado pelo maior partido da oposição, decidiu aumentar os impostos ao mesmo tempo que cortou uma substancial fatia ao investimento público. A receita é conhecida, o resultado previsível.
O mundo ocidental atravessa uma crise económica que teve origem na falta de regulação dos mercados financeiros, consequência dum excesso liberal que a todos pretendeu vender a ideia que o mercado deve actuar livremente sem interferências dos Estados, porque em concorrência a regulação era desnecessária.
Chegados à beira do abismo, os Estados socorreram quem se comportou mal, com o dinheiro dos contribuintes, e como ficaram como avalistas endividaram-se. As dívidas públicas ameaçaram os mercados financeiros, aumentando o risco do crédito, muito em especial das economias mais débeis, e lá veio a contracção e o aumento dos impostos como panaceia de todos os males.
Os mercados financeiros, os mesmos que iniciaram esta saga toda, começaram a ficar com outros problemas que se prendem com a diminuição dos pedidos de crédito por parte das empresas e dos particulares, que são a sua maior fonte de receitas.
Agora o que nos penaliza não é tanto a dívida, antes o remédio que foi receitado, porque não há modo de aumentar riqueza sem consumo e sem investimento. Parece-me que afinal as tais agências de rating, as mesmas que falharam consecutivamente, e que se enganaram com recomendações absolutamente erradas, são o cerne do problema e continuarão a favorecer a especulação a menos que sobre elas seja feita uma supervisão apertada.
Pode também LER
quarta-feira, agosto 01, 2007
É SIMPLEX...

Na função pública anunciou a fusão de 1473 carreiras em apenas três, e deseja que apenas num mês, o de Agosto, todos os ministérios tratem de arrumar os seus efectivos nas ditas carreiras, bastando para tal responder a três questionários tipo. Ficamos todos a saber que tanto serve para a Agricultura, como para a Saúde, o Ambiente, as Finanças ou a Cultura, como se estivesse-mos a falar da mesma coisa. Imagine-se a ir a um supermercado para comprar uma alface para fazer uma salada e ser convencido pela funcionária que uma couve, por ser também verde, também serve para o efeito.
É claro que ninguém fica convencido que isto se vá passar rigorosamente assim, pois haverá o caso específico da Assembleia da República, da Administração Interna, da Defesa, da Saúde, das Finanças e sei lá de quem mais, sempre justificadas com a especificidade e complexidade, mas sempre como excepções que confirmam a regra do SIMPLEX.
Dizem-nos que é para facilitar a mobilidade, mas seria mais simples e mais claro dizer que é para forçar a mobilidade podendo assim justificar a falta de competências dos funcionários que se querem atirar para os excedentes.
Mas também se simplifica a Justiça, vejam-se as declarações oficiais sobre o caso “Furacão”. Segundo foi noticiado o caso poderá ser arquivado caso os arguidos acedam em pagar as dívidas. Um caso que envolve alguns bancos, sociedades financeiras e sociedades de advogados numa fraude fiscal de 20 milhões de euros, que está em vias de ser arquivado contra o pagamento das dívidas.
Este governo usa o SIMPLEX com presteza, o sentido da simplicidade é que não favorece todos de igual maneira, mas deve ser só impressão minha.


