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domingo, abril 09, 2017

TRISTEZA

Ainda há poucos dias estávamos todos indignados com um dirigente europeu que afirmou que os portugueses (e não só) gastavam o dinheiro com copos e mulheres, e que não podia ser.

Claro que o holandês foi além do razoável para um político com responsabilidades perante os portugueses, porque somos europeus, recorrendo a um estereótipo que como se sabe, não serve para classificar povos e nações independentes.

Hoje fomos todos “brindados” com uma notícia infeliz, porque uns quantos miúdos fizeram asneiras em solo espanhol, dando a imagem errada do povo português, pelos distúrbios, asneiras e bebedeiras, que não ficam bem em lado nenhum.

Jeroen Dijsselbloem ficou com mais munições para nos atirar, e o mais grave é que alguns encarregados de educação acham que os seus meninos, e restantes amigos, não fizeram nada de mais, limitando-se a ser jovens e inconscientes.


Não sei se detesto mais o holandês desbocado se os “papás supé condescendentes”. Só para rematar: há quem prefira gastar 550 euros para se ver livres dos petizes dute uma semana, ainda que tenham consciência que é para se embebedarem e fazerem todo o tipo de tropelias “normais em jovens daquela idade”.


domingo, março 22, 2015

MARQUES MENDES E AS CLASSIFICAÇÕES

Como consumidor de informação que sou, lá tive que "gramar" a opinião de sábado à noite de Marques Mendes, na SIC, onde o comentador político costuma fazer umas quantas revelações, e debita também uns comentários sobre os factos da semana.

Como acontece com Marcelo, também Marques Mendes padece dum problema de base que é a sua filiação partidária, que condiciona de algum modo as suas opiniões, ainda que eles achem que não.

A parte mais caricata da opinião de Marques Mendes no passado sábado, foi aquela em que ele afirma que Ricardo Salgado e José Sócrates “são almas gémeas”, porque têm em comum a “arrogância”, pelo facto de” nunca reconhecerem um erro” e “atribuem as culpas” sempre a outrem.


O pobre M. M. acabou por, involuntariamente, descrever umas características que assentam como uma luva ao “seu amigo” Passos Coelho. Estas coisas acontecem a quem anda nestas lides…

terça-feira, dezembro 23, 2014

A MÁ IMAGEM DA BANCA

Todas as profissões merecem o nosso respeito, contudo há profissionais, maus profissionais, que arrastam pela lama a reputação de algumas profissões. Hoje não me refiro à política, fico-me pela banca que tem dado uma péssima imagem de si própria...

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Queres ser banqueiro? Vem chafurdar comigo...

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

PROJECTO CHAVE NA MÃO

Depois de ouvir as declarações de Passos Coelho, tentando explicar o inexplicável, fiquei a saber que afinal foram as autoridades que trataram com a leiloeira Christie’s a venda dos quadros de Miró, chamando-lhe o primeiro-ministro um projecto chave na mão.

Pretende Passos Coelho transferir a responsabilidade das ilegalidades praticadas para a leiloeira, quando está mais do que evidente para toda a gente que as responsabilidades das autoridades nacionais, que conheciam as obrigações legais para o processo se realizar, simplesmente assistiram sentados nas poltronas, esperando passar entre os pingos da chuva.

Não sei o que significa “projecto chave na mão” para o primeiro-ministro, mas todas as explicações dadas até ao momento são no mínimo patéticas.


Quanto à angariação de verbas para “enterrar” no buraco que é o BPN, Passos Coelho e a equipa das Finanças, que tutela as tais empresas que detêm os activos do BPN, preparavam-se para fazer mais um mau negócio, vendendo os quadros por atacado, o que desvaloriza o conjunto devido ao excesso de oferta, e sobretudo era um tremendo erro não os ter exibido anteriormente, o que os valorizava bastante, como sabe quem percebe o negócio de obras de arte.

A Cultura na mão de Passos Coelho sempre foi uma ideia infeliz, e o tempo tem vindo a encarregar-se de o demonstrar... 


sexta-feira, março 29, 2013

PASSADO E IRRESPONSABILIDADE



Não assisti à entrevista de José Sócrates, e penso que não perdi nada com isso, porque a acreditar no que diz a crítica, não acrescentou nada ao que já se sabia,

Depois de hora e meia de entrevista e de um dia de reacções, o evidente saltou à vista de todos: a culpa nunca é de quem fala, mas sim dos outros, o que os outros fizeram é que foi mais prejudicial para o país, e quem fala nunca errou, ao contrário dos outros.

Visto existir esta impunidade, esta falta de vergonha imensa, e da grande capacidade de manipular dados e de convencer os incautos, não admira que cada vez mais cidadãos conscientes desprezem tanto a classe política que está ou passou pelos mais altos cargos decisórios da nação.

Como será o futuro do país com esta gente irresponsável e virada para o passado? Brilhante não será, de certeza… 


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Música e Zurros

quinta-feira, agosto 02, 2012

BREVES


(IN)SEGURANÇA SOCIAL – Quem trabalha desconta para a Segurança Social visando ter cuidados de saúde e uma reforma quando chegar a idade para tal. O dinheiro é entregue ao Estado e os governos ficam responsáveis pela sua boa gestão, mas sabe-se agora que o Fundo da Segurança Social desvalorizou mil milhões em apenas 9 meses. Responsáveis? Acho que ninguém assume a responsabilidade, mas sabe-se quem fica prejudicado com a má gestão dos nossos descontos.

Mexilhão – Diz-se que quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão, e é verdade. Segundo o nosso (des)governo o fim dos feriados e a diminuição no pagamento do trabalho extraordinário representam uma redução superior a 5% dos salários. Também diz que estes cortes vão permitir o aumento de 2,54% no emprego a curto prazo. Se a 1ª afirmação mostra bem quem perde com estas medidas, e quem ganha (o patronato), a 2ª é uma mentira de todo o tamanho e os 16% do desemprego estão aí antes do final do ano.  


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MÚSICA PORTUGUESA

quarta-feira, agosto 31, 2011

RESPONSABILDADE

Um dos maiores problemas da nossa sociedade prende-se com a responsabilidade de cada um nos actos que praticamos. É sabido que todos os actos que praticamos têm consequências e que portanto cada um tem que saber que é responsável pelos seus actos.

Se na nossa vida particular as coisas se reflectem em geral na esfera da vida pessoal, no campo laboral e no político as consequências podem atingir terceiros.

No âmbito laboral as más práticas são sancionadas legalmente e quem incorra em más práticas sofre as consequências, que podem atingir o despedimento e a indemnização de quem tenha sofrido prejuízos na consequência desses actos.

O que acontece na política é a mais completa impunidade e a falta de responsabilização de quem prejudica claramente os cidadãos e as instituições que tutelam.

Estou farto de ouvir falar em buracos orçamentais, em dívidas de empresas geridas pelo Estado e em sacrifícios para pagar toda esta incompetência, má gestão, ou mesmo gestão dolosa, sem que haja uma só condenação dos responsáveis.

Estou farto dos buracos da Madeira, da RTP, das PPP, do Metro, da TAP, da Carris, e de tantas outras empresas e sectores públicos, até porque não fui eu que nomeei os seus gestores, nem nunca tutelei esses sorvedouros. Porque é que não há responsáveis por tudo isso?

A lógica partidária nunca permitirá a responsabilização dos verdadeiros culpados, mas terá sempre o desplante de me vir cobrar ainda mais para tapar as suas sucessivas asneiras, mantendo o privilégio de impunidade dos seus pares.



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quinta-feira, junho 16, 2011

RESPONSABILIDADE E FISCALIZAÇÃO

Os problemas económicos que assolam o chamado mundo Ocidental resultam sobretudo duma actividade económica completamente desregulada, e embora isto seja internacionalmente reconhecido, não se tomaram medidas para se evitarem mais exageros.

Temos assistido às medidas de recuperação económica e pasme-se, em primeiro lugar está sempre o resgate da banca, à custa dos cortes sociais e o aumento de impostos sobre os rendimentos do trabalho e do consumo.

É sintomático que os impostos sobre o capital especulativo não sejam mexidos, quando se sabe que há escassez de capital para investimento no sector produtivo, que afinal seria o sector que nos podia fazer sair da crise económica, e capaz de diminuir o desemprego que devia ser a maior das preocupações.

Não se compreende que se esteja a penalizar quem não teve culpas nesta crise e se estejam a premiar os responsáveis, a menos que se confirmem as suspeitas, muito fundadas, de que o poder político está subordinado ao poder económico.


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Pavel C.

F. Deligne

terça-feira, outubro 28, 2008

SERÁ QUE SIM?

Depois do anúncio do aumento do Salário Mínimo Nacional por parte de José Sócrates, foi interessante assistir à reacção da Confederação da Indústria Portuguesa. Nada que não se esperasse, pois já todos tinham ouvido também a reacção do patronato aos aumentos propostos para a Função Pública.

Sabe-se que o país agora atravessa uma crise, e alguns até podem pensar que esse é o motivo da reacção negativa do patronato, mas como a minha memória não é curta, lembro-me bem que desde sempre, quando se falam de aumentos, o patronato resiste o máximo que pode, ainda que se atravessem tempos de vacas gordas.

Se para a maioria dos portugueses os aumentos anunciados fazem já parte da campanha eleitoral do PS de José Sócrates, Manuela Ferreira Leite do PSD veio dar-lhe uma ajudinha preciosa, dando mais um tiro no pé, ao dizer que o anúncio do aumento para 450 euros feito este ano “roça o nível da irresponsabilidade”. Eu sei que a líder do PSD falava num almoço promovido pela Associação Comercial de Lisboa, e que foi desafiada a pronunciar-se por José Miguel Júdice que, por acaso, apesar de ter sido militante do PSD foi depois mandatário da campanha de António Costa, do PS, à Câmara da capital.

Resumindo e concluindo, o PS botou um figurão, o PSD atabalhoou-se e os patrões ameaçam com o aumento desemprego e as falências, e vamos lá a ver se o que agora foi anunciado e proposto chega a efectivar-se, porque “promessas leva-as o vento”.




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Autumn Leaves by Eredel

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Vamos brincar aos inginheiros...

Não há dinheiro, pede-se emprestado

O que muda são só as caras!