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domingo, dezembro 16, 2018

POLÍTICAS DE RECURSOS HUMANOS


Fala-se muito contra os funcionários públicos, exactamente porque muitos serviços funcionam mal, não dando respostas satisfatórias aos problemas dos cidadãos, e isso acontece.

A condenação imediata de quem dá a cara perante os que recorrem aos serviços públicos, é injusta, na maior parte dos casos, porque não leva em linha de conta as circunstâncias em que os serviços falham, e isso importa.

Enquanto os comentadores, políticos e entidades de topo se atiram aos bombeiros, pelo boicote que eles estão a fazer à Protecção Civil, ninguém consegue explicar a inoperacionalidade dos centros de socorro dependentes da Protecção Civil, que afinal coordena todas as operações de urgências.

A criação de entidades de coordenação intermédia, serve essencialmente para a colocação de pessoal da confiança política de topo, em geral sem conhecimentos na matéria mas com uns canudos (por vezes manhosos) em áreas que nada têm que ver com o que coordenam.

Nos museus, palácios e monumentos, realidade que conheço muito bem, temos psicólogos e doutorados em História a comandar a segurança dos serviços, arquitectos a gerir os serviços, professores a dirigir os serviços de manutenção, e licenciados a dirigir as funcionárias de limpeza, o que diz muito sobre a gestão pública.
 
Como diria o primeiro patrão que eu tive, “cada macaco no seu galho”, e “não passe o sapateiro além do chinelo”. Canudos não conferem competências, muito menos em áreas com as quais não existem afinidades funcionais.   


sexta-feira, setembro 07, 2018

RESTAUROS DESASTROSOS

Por acaso nenhum destes restauros desastrosos aconteceu em Portugal, mas não estamos livres de que o mesmo aconteça por cá. Espera-se que os alertas dados com estes fracassos possam alertas os mais incautos e não tenhamos que vir a registar atentados destes por estas bandas.


terça-feira, janeiro 10, 2017

O CAOS NO TRÂNSITO DE SINTRA

A proximidade das eleições autárquicas talvez explique o caos em que se transformou o trânsito em Sintra nas horas de ponta.

Todos os acessos à Vila de Sintra estão em obras, quer se entre por S. Pedro, pelo Tribunal, pela Várzea ou pela Serra de Sintra, vamos encontrar sentidos proibidos, desvios, faixas ocupadas por máquinas, valas ou buracos delimitados por grades ou fitas.

A palavra planeamento deve ser desconhecida da edilidade, tal como fiscalização, que deve ter ficado dentro de algum escritório, talvez por causa do frio que se vai sentindo.

Mesmo admitindo que estamos na época baixa do turismo, e tudo parece andar em volta disso, temos os cidadãos que pagam os seus impostos e que merecem mais respeito por parte do município.

Por último temos a sinalização que é rudimentar e inadequada e a informação que o município não sabe ou não quer utilizar para manter os cidadãos informados, podendo assim evitar muitos incómodos.


Já gora uma constatação sobre este mandato autárquico, que se resume a  anos sem nada fazer que se veja na zona da Vila de Sintra, e agora no final do mandato um corrupio desordenado de obras que resultam em grande confusão, muito incómodo e até prejuízo para quem aqui mora ou trabalha.


sexta-feira, dezembro 02, 2016

QUE PAROLICE…

Temos assistido a diversas demissões por se desvendar que havia diversas habilitações falsas de pessoas ligadas ao poder, e isso tem sido “um pratinho” para a comunicação social, e para a oposição, apesar de não serem factos únicos, ou até pouco comuns na nossa sociedade.

Em Portugal tem-se tido como dado por certo que um qualquer licenciado estar imediatamente capacitado para desempenhar qualquer cargo, independentemente da afinidade entre a licenciatura e o cargo ocupado.

A tolice imensa chegou ao ponto de um engenheiro ser considerado apto para o ministério da saúde, um médico ser considerado ideal para a educação ou um diplomata ser uma boa escolha para a Cultura.

Trabalho num serviço onde um terço dos “doutores” não o é, e onde pessoas da mesma categoria profissional têm horários diferentes, com o conhecimento dos superiores, que acabam por discriminar os próprios funcionários, sem admitirem nunca situações de favorecimento.


Isto é o Portugal  parolo no seu pior! 

quarta-feira, abril 27, 2016

MUSEUS – A GESTÃO PÚBLICA



Devo começar por reafirmar a minha opinião de que a gestão pública não tem que ser pior do que a privada, seja na Cultura, seja em qualquer outro campo.

A minha convicção esbarra quase sempre na realidade, mas as explicações para a má gestão pública dos museus podem ser diversas, e sobre elas convém reflectir.

Os orçamentos da Cultura são sempre muito inferiores às necessidades básicas de funcionamento, de manutenção e de programação, e não se fazem omeletes sem ovos.

A rigidez das regras de despesa são demasiado rígidas e morosas, e são muitos os dirigentes que nem sequer se atrevem a solicitar verbas, sabendo que não o fazendo ficam mais bem vistos pela tutela.

Tendo em conta os dois anteriores considerandos, e sendo um facto que os gestores não existem nos museus públicos, ou em conjuntos de equipamentos desta natureza, o resultado só pode mesmo ser desastroso.

Porque será então que com tão maus resultados não são demitidos os responsáveis dos museus e monumentos de gestão pública? A resposta divide-se em diversas partes, começando pela falta de verbas (as Finanças também merecem), os recursos humanos são escassos e com baixas qualificações (aqui fala-se só dos que dão a cara todos os dias), e nunca se ouve falar da incompetência, do imobilismo e da passividade dos responsáveis dos serviços, porque é feio.

Existem outros modelos que já foram experimentados, cá dentro e lá fora, e que tiveram bons resultados. Porque é que se não replicam?



quarta-feira, julho 15, 2015

POBRE CULTURA



Portugal é um dos países mais antigos do mundo, e consequentemente tem uma História de muitos séculos e uma Cultura própria muito vasta em diversos áreas.

A Cultura em Portugal tem sido desde sempre um parente pobre da política nacional, apesar do seu enorme contributo, directo e indirecto, para o produto interno bruto.

A porção do PIB dedicado à Cultura é simplesmente ridículo, pois nem sequer atinge a miséria de 1%, que nos tem sido prometido como objectivo dos mais diversos quadrantes políticos, mas nem só de verbas vive a Cultura.

Os dirigentes políticos que têm sido responsáveis pela pasta nos últimos anos têm sido bastante maus, mas devo salientar como expoentes máximos da incompetência, ou do supremo desprezo para com a Cultura, Pedro Passos Coelho, que é quem na realidade a tutela, e o actual SEC, Jorge Barreto Xavier, que juntos são responsáveis pela trapalhada do Museu do Chiado, e pela entrega dos monumentos da zona de Belém e Ajuda à gestão privada ainda antes do fim desta legislatura.

Espera-se que quem venha a arcar com as responsabilidades actualmente nas mãos do SEC e da DGPC, saiba fazer mais e melhor do que tem sido feito pelos actuais responsáveis pelo Património de todos nós. 



sábado, maio 16, 2015

FALTA DE VISÃO

Muito se tem falado de precariedade, mas pouco se reflete sobre isso, como se o assunto fosse algum tabu.

Na minha muito longa carreira profissional, de mais de 40 anos, já vi de quase tudo, mas ainda me espanta ver gestores e responsáveis por recursos humanos, a defender as “virtudes” da precariedade laboral.

Há pouco tempo conheci uma empresa que tinha num determinado sector, cerca de 1/3 dos trabalhadores com contratos sem termo, e os restantes a termo certo. As coisas corriam bem, mas os responsáveis tinham um grande problema, que era o de não serem necessários ao bom funcionamento do serviço. Quando questionados superiormente, podiam falar de diversos serviços, mas daquele nada, porque tudo corria bem.

Claro que rolaram cabeças, as dos trabalhadores que tinham vínculo à empresa e muitos anos de serviço, com todos os inconvenientes daí resultantes. Os problemas sucederam-se, e os responsáveis passaram a ter o que colocar nos relatórios, justificando assim os seus salários.

O pessoal passou a ser quase todo precário, e os poucos que passaram aos quadros da dita empresa, ou eram incompetentes ou imitavam muito bem, porque a competência não compensava, como se percebeu.


Falem-me então de produtividade e de serviços de excelência, ou mesmo de redução de custos, que por mim estamos falados. Só por caridade dei este título, porque estupidez era um pouco forte, para um fim de semana ensolarado...  


terça-feira, dezembro 23, 2014

A MÁ IMAGEM DA BANCA

Todas as profissões merecem o nosso respeito, contudo há profissionais, maus profissionais, que arrastam pela lama a reputação de algumas profissões. Hoje não me refiro à política, fico-me pela banca que tem dado uma péssima imagem de si própria...

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Queres ser banqueiro? Vem chafurdar comigo...

quinta-feira, novembro 13, 2014

MENTIRAS E PRIVATIZAÇÕES



Muitos políticos nacionais têm querido mascarar a sua incompetência governativa, dizendo que os privados gerem melhor as empresas do que o Estado. É uma grande mentira e os últimos tempos têm-se encarregado de o demonstrar cabalmente.

Outra afirmação enganadora é de que o Estado, em alguns casos como o da TAP, está impedido pelas determinações comunitárias, de injectar capital. É uma singularidade portuguesa, porque todos sabemos que outros países comunitários contornam essas determinações em diversos sectores.

Quando se invocam os processos burocráticos existentes na esfera pública, para recrutar e para gerir eficientemente as empresas públicas, estamos a realçar as ineficiências do Estado, que são da responsabilidade dos políticos que temos, que pelos vistos não querem ou não sabem fazer melhor.

A maior mentira, também relacionada com as privatizações, é a de que o Estado tem uma dimensão demasiado grande, e que o seu peso seria diminuído com as privatizações. A realidade tem sido muito dura e desmente totalmente a afirmação, porque as despesas do Estado não descem com as privatizações, já as receitas que o Estado arrecadava nas empresas viáveis e lucrativas que foram entretanto privatizadas deixou de entrar, tendo agora que ser cobertas com um aumento brutal dos impostos.



quarta-feira, outubro 15, 2014

O MAU MODELO ECONÓMICO



Os portugueses estão já a pagar muito caro o mau modelo económico seguido por este governo, baseado nos baixos salários e na destruição da coesão social com os cortes nas transferências para este sector.

Uma das evidências está plasmada em números da OCDE onde fica claro que Portugal é um dos países da Europa onde se trabalha mais horas por ano, e com salários dos mais baixos. Para os mais distraídos, que nos querem passar por parvos, fica o registo de que trabalhamos mais 324 horas que os alemães por menos 7.484 euros.

Mas os maus resultados deste péssimo modelo económico não se esgotam nestas diferenças de horas trabalhadas e nos baixos salários praticados, porque não nos podemos esquecer dos reformados que viram a sua situação ficar bastante pior, e dos desempregados que além de terem aumentado duma forma alarmante, também viram reduzidos os subsídios e outras ajudas sociais.

Com quase metade da população na miséria ou em claras dificuldades económicas, só nos resta correr com quem tão mal nos governou nestes últimos anos, e exigir compromissos claros dos candidatos a governar proximamente este país. Não pedimos o céu, mas tão só honestidade na gestão da coisa pública.


Cão by Leonid Afremov