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domingo, dezembro 16, 2018

POLÍTICAS DE RECURSOS HUMANOS


Fala-se muito contra os funcionários públicos, exactamente porque muitos serviços funcionam mal, não dando respostas satisfatórias aos problemas dos cidadãos, e isso acontece.

A condenação imediata de quem dá a cara perante os que recorrem aos serviços públicos, é injusta, na maior parte dos casos, porque não leva em linha de conta as circunstâncias em que os serviços falham, e isso importa.

Enquanto os comentadores, políticos e entidades de topo se atiram aos bombeiros, pelo boicote que eles estão a fazer à Protecção Civil, ninguém consegue explicar a inoperacionalidade dos centros de socorro dependentes da Protecção Civil, que afinal coordena todas as operações de urgências.

A criação de entidades de coordenação intermédia, serve essencialmente para a colocação de pessoal da confiança política de topo, em geral sem conhecimentos na matéria mas com uns canudos (por vezes manhosos) em áreas que nada têm que ver com o que coordenam.

Nos museus, palácios e monumentos, realidade que conheço muito bem, temos psicólogos e doutorados em História a comandar a segurança dos serviços, arquitectos a gerir os serviços, professores a dirigir os serviços de manutenção, e licenciados a dirigir as funcionárias de limpeza, o que diz muito sobre a gestão pública.
 
Como diria o primeiro patrão que eu tive, “cada macaco no seu galho”, e “não passe o sapateiro além do chinelo”. Canudos não conferem competências, muito menos em áreas com as quais não existem afinidades funcionais.   


sexta-feira, agosto 24, 2018

A CP E O SERVIÇO PÚBLICO

Não é admissível que uma empresa que presta um serviço público, e que tem sido um sorvedouro de dinheiros públicos, trate de modo diferenciado os seus utentes, e neste caso particular, que mostre clara preferência por membros e simpatizantes dum determinado partido político, que é o partido do Governo.

A CP terá dado "garantias escritas" de que aceita atrasos de outras composições, dando preferência ao comboio fretado pelo PS para a rentrée socialista em Caminha.

António Costa foi infeliz ao afirmar que "um comboio fretado é um serviço prestado a qualquer cliente", porque em causa estava o favorecimento, e Luís Patrão foi ainda mais infeliz quando mencionou os custos de 13 mil euros, como se isso eximisse a CP das suas obrigações enquanto prestador de serviço público, só porque deverá receber um pagamento do fretador deste serviço.

Numa altura em que os serviços públicos de transporte de passageiros estão a falhar, e mesmo a colapsar, o Governo devia mostrar mais prudência e menos desrespeito pelos cidadãos e seus direitos. 


domingo, julho 08, 2018

BAIXOS SALÁRIOS E PRODUTIVIDADE


Quando ouço alguns empresários a falar sobre a falta de mão-de-obra para os seus empreendimentos, ou na baixa produtividade dos portugueses, sinto vontade de lhes perguntar quais serão as causas desses problemas.

Será que a baixa produtividade é a causa dos baixos salários praticados, ou apenas a sua consequência? E a falta de candidatos a muitas ofertas de emprego prendem-se com a falta de pessoal ou com as más condições de trabalho e os baixos salários oferecidos?

Existe sempre uma razão à disposição de quem se queixa, mas muitas vezes é difícil colocarmo-nos no lugar dos outros, para perceber a realidade.

O sector privado, e o público que o apoia sem qualquer rebuço, não hesita em premiar quem prejudicou a comunidade, bastando para isso estar em altos cargos, em detrimento de quem dá o litro, e a cara pelas instituições, mesmo sabendo que as chefias se estão a “vender” por bónus chorudos que lhes caiem no regaço, quer os resultados sejam positivos ou negativos.

Leitura recomendada AQUI



sexta-feira, dezembro 02, 2016

QUE PAROLICE…

Temos assistido a diversas demissões por se desvendar que havia diversas habilitações falsas de pessoas ligadas ao poder, e isso tem sido “um pratinho” para a comunicação social, e para a oposição, apesar de não serem factos únicos, ou até pouco comuns na nossa sociedade.

Em Portugal tem-se tido como dado por certo que um qualquer licenciado estar imediatamente capacitado para desempenhar qualquer cargo, independentemente da afinidade entre a licenciatura e o cargo ocupado.

A tolice imensa chegou ao ponto de um engenheiro ser considerado apto para o ministério da saúde, um médico ser considerado ideal para a educação ou um diplomata ser uma boa escolha para a Cultura.

Trabalho num serviço onde um terço dos “doutores” não o é, e onde pessoas da mesma categoria profissional têm horários diferentes, com o conhecimento dos superiores, que acabam por discriminar os próprios funcionários, sem admitirem nunca situações de favorecimento.


Isto é o Portugal  parolo no seu pior! 

sábado, setembro 26, 2015

A EUROPA SUBMISSA

Ainda há poucos dias os média e os nossos políticos “batiam” nos gregos devido às suas opções políticas, pois mesmo depois da “rendição” de Tsipras, continuaram a votar num governo que se tinha atrevido a enfrentar a Alemanha. Os gregos não votaram no Syrisa porque ele teve que se submeter às exigências da Europa, mas sim porque quiseram afirmar que a escolha do destino da Grécia está nas mãos dos gregos.

Sabemos todos que por cá temos muitos políticos que aceitam tudo o que a Europa exigir, e também que alguns até desejam ir ainda mais além, para enfatizar a sua “lealdade” aos ” chefes”.


Esta Europa já não atende aos desejos e necessidades dos países que a compõem, antes está submetida aos interesses da toda-poderosa Alemanha, que dita e impõe a sua vontade. A evidência mais recente vem nas páginas do Finantial Times, onde se dá a saber que a União Europeia sabia desde 2013 da “batota da VW”, e nada fez para defender os interesses dos europeus, como era a sua obrigação.   


sexta-feira, novembro 21, 2014

LEGALIDADE E IMORALIDADE

O caso das subvenções vitalícias veio trazer à tona o velho tema das desigualdades e dos privilégios tantas vezes usados pelos nossos políticos do bloco central, para dividir os portugueses acenando ora a uns ora a outros com os “privilégios” dos outros.

Todos nos lembramos que se dizia que os mais velhos queriam manter os seus privilégios, a segurança no trabalho e o direito à reforma, esquecendo-se dos mais novos que enfrentavam o desemprego, o trabalho a prazo, e a incerteza quanto ao futuro das reformas. Aos trabalhadores do privado diziam que os funcionários públicos não podiam ir para o desemprego e que por isso tinham que ganhar menos para se equilibrar o excesso de garantias.

Os políticos disseram tudo isto, mas lá foram omitindo que eles eram os mais privilegiados já que instituíram para si mesmos subsídios de integração, e pensões vitalícias, para as quais não faziam quaisquer contribuições, que depois acumulavam com salários e pensões, o que os trabalhadores não podiam fazer.

A imoralidade disto tudo é que estes senhores políticos não estiveram a servir o país, como deviam, mas sim a servir-se a eles próprios, criando eles próprios normas que tornavam legais privilégios a que só eles tinham direito.


Se o Tribunal Constitucional vier a revogar a suspensão das subvenções vitalícias dos senhores políticos, antes de serem repostos os salários, subsídios e as pensões acordadas com os restantes cidadãos, antes das medidas "excepcionais" resultantes da situação de emergência invocada, até poderá estar a interpretar correctamente a lei, mas nunca conseguirá convencer os milhões de desempregados, trabalhadores e pensionistas de que existe algum pingo de moralidade neste privilégio de quem decidiu em causa própria… 


quinta-feira, julho 17, 2014

A MÁ DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA



Em Portugal não temos acesso a dados e a estudos sobre a má distribuição da riqueza gerada no país, e temos que nos limitar a consultar o que é divulgado por autores e investigadores estrangeiros.


Foi agora tornado público um estudo dum economista do BCE, Philip Vermeulen, que revela que um quarto da riqueza nacional está nas mãos de apenas 1% da população.


Não existe nenhum estudo destes conhecido, elaborado pelo INE, e os dados para o fazer também não são acessíveis a todos, mas o que ressalta deste trabalho é que o poder político não sabe ou não quer corrigir devidamente esta discrepância, agravando os impostos sobre os mais ricos.

Nota: O Zé vai de férias, o que deverá causar algumas irregularidades na postagem deste espaço.



quinta-feira, janeiro 30, 2014

A FIXAÇÃO DO GOVERNO

Este governo tem demonstrado à saciedade a sua fixação em desregular o mercado do trabalho, favorecendo assim um patronato que se caracteriza pelo seu oportunismo saloio e pelo desejo de explorar ao máximo quem trabalha.

Esta política desgraçada, que contrasta com o que se prometia quando os partidos do governo estavam na oposição, quando falavam de mérito e do seu reconhecimento como factor de aumento da produtividade, tem conduzido ao sufoco das empresas que produzem para o mercado interno, e é responsável pelo empobrecimento constante dos portugueses e para o desemprego enorme que todos vemos.

Depois das alterações do código laboral e dos cortes nos direitos e nos salários e pensões, mostrando que ainda querem mais, eis que perdem tempo a fixar novos critérios para os despedimentos, onde fica claro até para quem não vê, que o objectivo é despedir à vontade do freguês (patrão), com o objectivo único de diminuir os salários e precarizar ainda mais os vínculos laborais.


Se o governo empregasse as suas forças na busca de medidas para melhorar a vida dos portugueses e na criação de empregos, o país estaria melhor. Em vez disso temos um governo que defende uns quantos à custa da maioria dos que com o seu trabalho os sustentam.

FOTOGRAFIA

quarta-feira, outubro 03, 2012

QUEM VAI EXPLICAR?



Ao que parece, e foi noticiado, um secretário de Estado fez um despacho, em Outubro de 2011, que foi ao encontro dos interesses fiscais de certos grupos económicos, ao arrepio da Inspeção-geral de Finanças.

Claro que estamos a falar de milhares de milhões de euros de lucros que ficaram por tributar em sede de IRC. Com interpretações absolutamente inacreditáveis, vários grupos económicos fugiram a ser tributados, mesmo numa altura em que o governo declarou o estado de emergência nacional, que até serviu para se apropriar inconstitucionalmente dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e dos pensionistas.

Quem é que consegue explicar este laxismo do qual beneficiaram apenas os grandes grupos económicos? Será Passos Coelho, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, ou o ministro das Finanças, Vítor Gaspar?

O mais certo é ficarem todos calados e vir o professor Marcelo explicar que são questões de ordem jurídica que a seu tempo serão esclarecidas e clarificadas. É o Portugal dos manhosos, em todo o seu esplendor.


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Humor - Equidade com Palas
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Foto - Amarela