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terça-feira, dezembro 04, 2018

AS LEIS, OS ELEITORES, E OS ELEITOS


O problema das falsas presenças de deputados está a ser um embaraço para todos os partidos políticos, que teimam em fazer notar que a Constituição faz uma distinção clara entre os eleitores e os titulares de órgãos de soberania.


O que é público é que alguns deputados caíram na esparrela de terem presenças marcadas em dias em que estavam fora do hemiciclo, por uma ou outra razão. Não dá para perceber o rebuço dos senhores deputados dos diversos partidos em condenar os faltosos, que não sendo “delinquentes”, são desonestos.


Os eleitores “exigem” que os eleitos sejam, no mínimo, honestos, e uma vez que isso não acontece, e que os faltosos apanhados pela comunicação (ou por denúncias) não se demitiram como seria de esperar, as sanções deveriam ser agravadas relativamente às que atingem os trabalhadores.


O estatuto de servidores dum órgão de soberania, uma vez que são escolhidos por escrutínio directo, não lhes dá o poder de arvorar em privilegiados quando não cumprem os seus deveres. 


sexta-feira, agosto 24, 2018

A CP E O SERVIÇO PÚBLICO

Não é admissível que uma empresa que presta um serviço público, e que tem sido um sorvedouro de dinheiros públicos, trate de modo diferenciado os seus utentes, e neste caso particular, que mostre clara preferência por membros e simpatizantes dum determinado partido político, que é o partido do Governo.

A CP terá dado "garantias escritas" de que aceita atrasos de outras composições, dando preferência ao comboio fretado pelo PS para a rentrée socialista em Caminha.

António Costa foi infeliz ao afirmar que "um comboio fretado é um serviço prestado a qualquer cliente", porque em causa estava o favorecimento, e Luís Patrão foi ainda mais infeliz quando mencionou os custos de 13 mil euros, como se isso eximisse a CP das suas obrigações enquanto prestador de serviço público, só porque deverá receber um pagamento do fretador deste serviço.

Numa altura em que os serviços públicos de transporte de passageiros estão a falhar, e mesmo a colapsar, o Governo devia mostrar mais prudência e menos desrespeito pelos cidadãos e seus direitos.