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terça-feira, setembro 22, 2015

O RAIO DA DÍVIDA



Passos Coelho nunca conseguiu convencer os portugueses de que conseguia baixar o valor da dívida, porque nestes últimos quatro anos ela não parou de crescer, ainda que os portugueses tenham apertado o cinto com a austeridade que lhes foi imposta pelo governo, que se deu ao luxo de ir para além das imposições da troika.

Embalado pela campanha eleitoral, e fazendo jus à sua fama, Passos Coelho fez o anúncio de um novo reembolso antecipado ao FMI, de mais de 5 mil milhões de euros, que afinal era um pagamento obrigatório.

Porque a confusão do 1º ministro apenas beneficia a coligação, e pode induzir em erro eleitores menos atentos, convém esclarecer que a dívida pública continua a aumentar e já ascende aos 290 mil milhões de euros, estando agora mais perto dos 130% do valor do PIB.



segunda-feira, março 16, 2015

A EUROPA FAZ DE CONTA



Os tempos não correm de feição para esta Europa envelhecida e cheia de egoísmos, porque além de ter perdido a sua importância a nível político, vê também crescer a sua irrelevância económica ao nível global.

A União Europeia actual não passa duma desunião completa, em que prevalece a vontade do país com a economia mais forte, que impõe políticas que estão de acordo com os seus interesses.

A tão falada regra de ouro do limite dos défices dos países membros está a demonstrar ser uma impossibilidade para diversos estados, a menos que se queira empobrecer dramaticamente as populações de diversos países, para satisfazer os desígnios da Alemanha.

Países como Portugal, Estanha e Chipre estão a ser a voz da Alemanha, devido à vulnerabilidade e insegurança dos seus governos, que já preveem as derrotas em próximas eleições.

Os europeus merecem saber a verdade e não assistir a estas manipulações da verdade em benefício de poucos. 



quinta-feira, janeiro 30, 2014

A FIXAÇÃO DO GOVERNO

Este governo tem demonstrado à saciedade a sua fixação em desregular o mercado do trabalho, favorecendo assim um patronato que se caracteriza pelo seu oportunismo saloio e pelo desejo de explorar ao máximo quem trabalha.

Esta política desgraçada, que contrasta com o que se prometia quando os partidos do governo estavam na oposição, quando falavam de mérito e do seu reconhecimento como factor de aumento da produtividade, tem conduzido ao sufoco das empresas que produzem para o mercado interno, e é responsável pelo empobrecimento constante dos portugueses e para o desemprego enorme que todos vemos.

Depois das alterações do código laboral e dos cortes nos direitos e nos salários e pensões, mostrando que ainda querem mais, eis que perdem tempo a fixar novos critérios para os despedimentos, onde fica claro até para quem não vê, que o objectivo é despedir à vontade do freguês (patrão), com o objectivo único de diminuir os salários e precarizar ainda mais os vínculos laborais.


Se o governo empregasse as suas forças na busca de medidas para melhorar a vida dos portugueses e na criação de empregos, o país estaria melhor. Em vez disso temos um governo que defende uns quantos à custa da maioria dos que com o seu trabalho os sustentam.

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