Passos Coelho nunca conseguiu
convencer os portugueses de que conseguia baixar o valor da dívida, porque
nestes últimos quatro anos ela não parou de crescer, ainda que os portugueses
tenham apertado o cinto com a austeridade que lhes foi imposta pelo governo,
que se deu ao luxo de ir para além das imposições da troika.
Embalado pela campanha eleitoral,
e fazendo jus à sua fama, Passos Coelho fez o anúncio de um novo reembolso
antecipado ao FMI, de mais de 5 mil milhões de euros, que afinal era um
pagamento obrigatório.
Porque a confusão do 1º ministro
apenas beneficia a coligação, e pode induzir em erro eleitores menos atentos,
convém esclarecer que a dívida pública continua a aumentar e já ascende aos 290
mil milhões de euros, estando agora mais perto dos 130% do valor do PIB.


