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terça-feira, setembro 22, 2015

O RAIO DA DÍVIDA



Passos Coelho nunca conseguiu convencer os portugueses de que conseguia baixar o valor da dívida, porque nestes últimos quatro anos ela não parou de crescer, ainda que os portugueses tenham apertado o cinto com a austeridade que lhes foi imposta pelo governo, que se deu ao luxo de ir para além das imposições da troika.

Embalado pela campanha eleitoral, e fazendo jus à sua fama, Passos Coelho fez o anúncio de um novo reembolso antecipado ao FMI, de mais de 5 mil milhões de euros, que afinal era um pagamento obrigatório.

Porque a confusão do 1º ministro apenas beneficia a coligação, e pode induzir em erro eleitores menos atentos, convém esclarecer que a dívida pública continua a aumentar e já ascende aos 290 mil milhões de euros, estando agora mais perto dos 130% do valor do PIB.



terça-feira, novembro 25, 2008

POBREZA

Começamos a ler em jornais e a ouvir nas rádios e televisões, falar-se dos “novos pobres”que aumentam de número a cada dia que passa. As explicações sugeridas são muitas e nem sempre coincidentes, embora retratem alguns casos reais, mas quase nunca indo bem ao fundo da questão.

É muito comum falar-se do excesso de endividamento e da dificuldade, ou mesmo na impossibilidade de cumprir este tipo de compromissos. É verdade que muitas pessoas chegaram a situações deste tipo, mas o importante mesmo é saber-se das razões porque aqui chegaram.

Sem pretender entrar em críticas inúteis ou em polémicas fáceis, eu pergunto-me se o modelo adoptado para a concessão de créditos não terá ido longe demais, e não terá facilitado este excesso de dívidas, usando a máquina publicitária de uma forma exagerada “pintando” em cores demasiado garridas facilidades e deixando em letras miudinhas os encargos inerentes às obrigações? Verdadeiramente, o que se tem passado é que as instituições de crédito, com tanto facilitismo e publicidade, também não têm acautelado devidamente a sua posição, um pouco à imagem do que se passou noutros países com os créditos de alto risco.

Ao risco dos créditos fáceis junte-se o modelo de legislação laboral, onde a precariedade predomina, e onde a segurança no trabalho é cada vez menor, e temos criadas as situações mais propícias para o endividamento das famílias e para o incumprimento nos pagamentos.

O resultado destas situações é simplesmente desastroso, porque todos sabemos que não existe uma rede social com capacidade para atender a todos os casos, o que terá consequências a outros níveis, especialmente se a crise económica durar muito tempo, que é o que se desenha por agora.



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FOTOGRAFIA
Лебеди

Sergevic

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CARTOON