Mostrar mensagens com a etiqueta Empréstimos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Empréstimos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

O "AMIGO" EUROPEU

A senhora Merkel e alguns outros dirigentes europeus, fazem crer aos seus cidadãos que estão a sustentar os países como a Grécia, Portugal e Irlanda, como se "ajuda" dos planos de resgate não fossem empréstimos onerados com taxas de juro bem confortáveis.

Outra das coisas que é camuflada nestes planos de resgate, é que quase todo esse dinheiro serve para pagar aos próprios "emprestadores", sendo que em casos como da Grécia, as autoridades nacionais nem podem tocar em boa parte das "ajudas".



"Ajudas" com juros são "empréstimos", tanto mais que existem ainda outras obrigações e compromissos que vão além do aceitável em termos de soberania nacional. Convém dar o verdadeiro nome às coisas para que não nos venham dizer que a Europa é muito nossa "amiga" e que são muito solidários com Portugal, porque na realidade estamos a falar de interesses económicos e de negócios na verdadeira acepção da palavra.

terça-feira, novembro 25, 2008

POBREZA

Começamos a ler em jornais e a ouvir nas rádios e televisões, falar-se dos “novos pobres”que aumentam de número a cada dia que passa. As explicações sugeridas são muitas e nem sempre coincidentes, embora retratem alguns casos reais, mas quase nunca indo bem ao fundo da questão.

É muito comum falar-se do excesso de endividamento e da dificuldade, ou mesmo na impossibilidade de cumprir este tipo de compromissos. É verdade que muitas pessoas chegaram a situações deste tipo, mas o importante mesmo é saber-se das razões porque aqui chegaram.

Sem pretender entrar em críticas inúteis ou em polémicas fáceis, eu pergunto-me se o modelo adoptado para a concessão de créditos não terá ido longe demais, e não terá facilitado este excesso de dívidas, usando a máquina publicitária de uma forma exagerada “pintando” em cores demasiado garridas facilidades e deixando em letras miudinhas os encargos inerentes às obrigações? Verdadeiramente, o que se tem passado é que as instituições de crédito, com tanto facilitismo e publicidade, também não têm acautelado devidamente a sua posição, um pouco à imagem do que se passou noutros países com os créditos de alto risco.

Ao risco dos créditos fáceis junte-se o modelo de legislação laboral, onde a precariedade predomina, e onde a segurança no trabalho é cada vez menor, e temos criadas as situações mais propícias para o endividamento das famílias e para o incumprimento nos pagamentos.

O resultado destas situações é simplesmente desastroso, porque todos sabemos que não existe uma rede social com capacidade para atender a todos os casos, o que terá consequências a outros níveis, especialmente se a crise económica durar muito tempo, que é o que se desenha por agora.



*** * ***
FOTOGRAFIA
Лебеди

Sergevic

*** * ***
CARTOON