domingo, julho 08, 2018
BAIXOS SALÁRIOS E PRODUTIVIDADE
terça-feira, novembro 10, 2015
CONTRATOS E COMPETITIVIDADE
quinta-feira, dezembro 22, 2011
ESTRATÉGIAS ERRADAS, MAUS RESULTADOS
De há bastante tempo a esta parte, a estratégia seguida por uma elite liberal tem sido a de precarizar o trabalho, diminuir os direitos laborais, diminuir os salários, aumentar os horários de trabalho e enfraquecer a segurança social.
A combinação de todos estes ingredientes é sempre justificada por imperativos económicos, de competitividade e de aumento de produção com a diminuição dos custos do trabalho.
Esta estratégia resulta da abertura dos mercados e da deslocalizações dos últimos 10 ou 15 anos, que propiciaram o crescimento de outras economias até então incipientes, e onde os direitos laborais e segurança social não existem ainda.
Será que o liberalismo destes senhores governantes leva as economias ocidentais a algum lado, continuando a querer esmagar os direitos dos trabalhadores e destruindo a segurança social que caracterizava a Europa?
Não creio que esta estratégia leve a bom porto, porque a partir dum determinado patamar de esforço exigido, em que os trabalhadores deixam de ter esperança num futuro melhor, acontece a desmoralização e a produtividade não recupera de modo nenhum.
segunda-feira, maio 16, 2011
MOTIVAÇÃO
"Cipião estava na Península Ibérica quando lhe foi apresentada uma cativa. Era uma criada de origem nobre, cuja beleza chamava a atenção. Cipião permitiu que ela regressasse para junto do noivo... e ofereceu ao casal, como prenda de casamento, o ouro que os seus pais haviam dado como resgate. A tribo ficou tão espantada com a sua conduta que passou a defender a causa do povo romano."Frontino, Estratagemas 2.9.5
Esta frase é dedicada aos políticos, patrões e economistas, que bem podiam aprender com a História, porque para os restantes cidadãos, que vivem neste mundo real, basta recordar a sabedoria popular: "Com vinagre não se apanham moscas".
quarta-feira, junho 16, 2010
OS PRODUTIVOS
Portugal empatou com a Costa do Marfim, num jogo que decorreu durante a tarde de ontem, o que não permitiu que a grande maioria dos trabalhadores portugueses pudessem assistir à partida pela televisão.
Nos dias que antecederam o desafio foram publicados estudos que pretendiam contabilizar os milhões que se perdiam por causa deste mundial de futebol. Por coincidência também se discute a redução dos feriados e as maneiras de evitar as pontes, tudo em prol da produtividade.
Deputados, gestores e patrões diziam-se preocupados com o que se perdia em produtividade por causa do mundial. Pois é, os mesmos que se preocupavam com a produtividade enfiaram-se nos gabinetes a ver o futebol, ou simplesmente ficaram em casa assistindo refastelados ao encontro enquanto o Povinho trabalhava para eles.
A produtividade onde trabalho não foi beliscada, ainda que os maiorais tenham ficado quase todos em casa e os dois que deram as caras tenham ido assistir ao desafio na televisão do refeitório, onde nenhum outro funcionário podia aceder durante a tarde, conforme aviso superior afixado junto ao relógio de ponto.


quinta-feira, junho 26, 2008
O RETROCESSO
Uma das propostas do novo código laboral é precisamente a dos horários concentrados que visa permitir que se possa chegar às 36 horas de trabalho em apenas três dias. Esta proposta é difícil de sustentar quer em termos de eficácia e produtividade, quer ainda em termos sociais e de equidade na relação trabalhador/empregador.
O Estado enquanto regulador das relações laborais, desculpem se me enganei, não deveria nunca propor uma medida que apenas favorece uma das partes envolvidas nesta questão, e é precisamente isso que resulta desta proposta. Repare-se que esta “flexibilização de horário” depende do acordo entre patrão e empregado, sabendo-se à partida que este ou aceita ou fica em maus lençóis. O benefício para o patrão é bem evidente já que deixa de ter encargos com o trabalho suplementar, e o que é que ganha o trabalhador com isto? Dizem-me que é o “descanso” quando a entidade patronal o permitir.
A regulamentação dos horários de trabalho visou sempre compatibilizar os tempos de trabalho e os de descanso, de modo a se obter uma melhor produtividade e um equilíbrio social e familiar. Agora, e com esta proposta, “esticam-se” as horas de trabalho, afectando naturalmente as rotinas familiares, e é muito duvidoso que a produtividade venha a aumentar, porque está provado que a partir de determinado tempo de trabalho, cerca de 7 horas, a concentração diminui, o risco de erros e acidentes aumenta e a produtividade baixa.
Concluindo, temos que esta medida apenas visa cortar custos no que se prende com o trabalho suplementar, e nada mais. O governo optou por favorecer o patronato neste item, mas para além de cortar um rendimento extra dos trabalhadores, nada mais vai conseguir em termos de produtividade ou de satisfação de quem quer que seja. Estamos perante um claro retrocesso civilizacional.









