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sábado, dezembro 29, 2018

PATRIMÓNIO E MUDANÇA DE PÁGINA


Estamos à beira de terminar 2018 e de começar o ano de 2019, e como é da praxe, todos nós tentamos prever o que trará de novo o ano que entra, neste caso no que se refere ao Património tutelado pelo Ministério da Cultura.

Depois dum ano cheio de carências, frustrações, falta de pessoal, falta de atenção, falta de liderança, e falta de investimento, como foi o de 2018, pode parecer que o novo ano não poderá ser pior, não é?
Pois é meus caros, apesar do que disse no parágrafo anterior, eu não prevejo nada de melhor para 2019, começando desde logo pela fatia do orçamento que caberá ao Património depois da satisfação dos outros sectores mais reivindicativos. Não se trata de inveja mas sim de falta de peso político, ou de estatuto por parte da DGPC.

A autonomia dos museus, que vai ser ainda afinada no começo do ano, vai revelar-se um fiasco, mesmo depois de ouvidas as opiniões dos senhores directores e do ICOM, como se os outros grupos profissionais não existissem.

Podemos esperar que a nova ministra faça um milagre, podemos cruzar os braços, ou podemos fazer barulho e reivindicar mais atenção ao Património, é só escolher…



quarta-feira, janeiro 25, 2017

ESPERANÇA NO FUTURO



Como acontece habitualmente hoje fui supermercado para abastecer a dispensa e o frigorífico para a semana, e como sempre lá fui direito às prateleiras habituais, à charcutaria, aos frescos e aos congelados, num ritual a que me habituei ao longo dos anos.

A parte mais dolorosa da ida às compras costuma ser a passagem pela caixa, porque é aí que nos apresentam a conta a pagar, mas hoje estava-me reservada uma surpresa. A menina da caixa era nova, e eu já por lá vi muitas caras, mas esta chamou-me a atenção.

Fui recebido por um largo sorriso e um cumprimento cordial, a menina até me perguntou como estava a correr a minha semana, tudo conforme as regras de um atendimento de excelência. Poucas vezes fui tão bem atendido, ou vi uma tão grande vontade de agradar ao cliente, ao mesmo tempo que desenvolvia a função com rapidez e eficiência.

Depois de pagar, afastei-me e senti uma profunda tristeza. Esta jovem e muitos outros como ela, começam a vida com a ilusão de alcançar um futuro melhor, pensando que tudo depende do modo como desempenham as suas funções. Ilusões que o tempo se encarrega de apagar, infelizmente…

Oxalá o futuro seja mesmo melhor e o esforço e profissionalismo passe a ser valorizado! 



quinta-feira, janeiro 01, 2015

A ESPERANÇA E O DESESPERO



O ano de 2015 começou e já nos estão a ir, mais uma vez, ao bolso com a chamada "economia verde", que é apenas mais um disfarce para o que conhecemos como aumento de impostos.

Não sei para onde nos querem conduzir as classes dominantes, mas há uma frase que me vem sempre à mente, e que devia merecer a devida ponderação por parte de quem manda: 
 
A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero.

Victor Hugo



sexta-feira, janeiro 25, 2013

O FUNDO DO TÚNEL

Aparecem por aí uns quantos indivíduos dizendo que vêem a luz ao fundo do túnel, e que a travessia está a chegar ao fim.

O caminho até aqui está pejado de desempregados, de endividados, de emigrados, de desiludidos, de enganados e de gente amargurada. A esperança fenece e não são palavras de optimismo que nos levantam o moral.

Caso não se inverta a situação actual, pode ser que que no fim da travessia não existam já forças para continuar em frente, ou que a vontade se tenha esfumado.

Durante quanto tempo mais teremos que pagar pelos erros cometidos pelos diversos governos que tivemos nos últimos anos?
 
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quinta-feira, dezembro 22, 2011

ESTRATÉGIAS ERRADAS, MAUS RESULTADOS

De há bastante tempo a esta parte, a estratégia seguida por uma elite liberal tem sido a de precarizar o trabalho, diminuir os direitos laborais, diminuir os salários, aumentar os horários de trabalho e enfraquecer a segurança social.

A combinação de todos estes ingredientes é sempre justificada por imperativos económicos, de competitividade e de aumento de produção com a diminuição dos custos do trabalho.

Esta estratégia resulta da abertura dos mercados e da deslocalizações dos últimos 10 ou 15 anos, que propiciaram o crescimento de outras economias até então incipientes, e onde os direitos laborais e segurança social não existem ainda.

Será que o liberalismo destes senhores governantes leva as economias ocidentais a algum lado, continuando a querer esmagar os direitos dos trabalhadores e destruindo a segurança social que caracterizava a Europa?

Não creio que esta estratégia leve a bom porto, porque a partir dum determinado patamar de esforço exigido, em que os trabalhadores deixam de ter esperança num futuro melhor, acontece a desmoralização e a produtividade não recupera de modo nenhum.

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Outro Zé Natal

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terça-feira, dezembro 08, 2009

AMBIENTE, ECONOMIA E DESASTRE

A humanidade começa a aperceber-se de que o tipo de desenvolvimento económico seguido nas últimas décadas é errado, insustentável e capaz de conduzir a humanidade ao caos e à extinção, mesmo antes do planeta ficar inabitável.

Da luz solar, virtualmente inesgotável, a energia que usamos começou a basear-se nos combustíveis fósseis, e o desenvolvimento possível parecia estar à disposição do homem, o aumento da população foi uma realidade, e com ele a exploração intensiva dos solos, dos minerais, da água e de tudo o que a sociedade ia exigindo.

O erro foi descoberto há décadas, e os alarmes de que os combustíveis baratos eram finitos surgiram, mas foram colocados na gaveta porque esse é o destino das notícias que possam perturbar o mercado e o lucro. O planeta constantemente agredido pelo desenvolvimento selvagem, começo também ele a enviar os seus alertas bem visíveis, as alterações climáticas ficaram evidentes, as catástrofes aumentaram, e muitos outros sinais estão aí para que cada um de nós se detenha para pensar no futuro dos nossos filhos e netos.

A fome, disso não tenham dúvida, será a primeira praga a assolar as criaturas deste planeta, e como parceiros desta praga surgirão as epidemias e pandemias, bem como as convulsões sociais. Será que já todos se detiveram um pouco a pensar neste problema?

As festividades de Natal são muito respeitáveis, mas o consumo pode muito bem ser limitado, a solidariedade pode ser mais efectiva e as ideias podem ser também mais construtivas, e as futuras gerações podem assim vir a ter hipóteses de sobrevivência tentando remediar os estragos que a nossa geração causou, e de que tarda a arrepender-se.

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Jitet Koestana

Jitet Koestana

quinta-feira, março 12, 2009

RAZÕES PARA A DEPRESSÃO

Os portugueses têm cada vez mais razões para andarem deprimidos, tal a sucessão de maus resultados de que vamos tendo conhecimento, quer a nível económico, ou em desenvolvimento, na distribuição da riqueza ou ainda na confiança dos cidadãos.

Isto está muito mau, não é só a conjuntura internacional como nos querem fazer crer. Eu que até nem sou de coisas da bola, ouvi hoje no barbeiro uma notícia triste, porque parece que o Sporting alcançou um recorde ao ser derrotado nesta fase da Liga dos Campeões por 12 – 1, no conjunto das duas mãos.

Espero que os meus amigos sportinguistas recuperem depressa deste desaire, afinal em futebol até estamos uns furos acima da realidade de outros campos, como os que acima referi.

Para o Sporting ainda há esperança, ou não seja o verde a cor da esperança…



Cuidado com os penteados!! Desenho de William Medeiros
Vê lá o que escreves, lampião! Desenho de William Medeiros
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