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sexta-feira, agosto 07, 2015

PRIVATIZAÇÃO E TURISMO

Como se sabe a ANA foi privatizada há algum tempo, e uma das críticas mais ouvidas nessa altura era a possibilidade de com um investidor, privado e estrangeiro, os preços poderem vir a subir sem controlo, podendo vir a prejudicar a médio prazo o turismo, que é a galinha dos ovos de ouro do país, especialmente numa altura de crise como a actual.

A privatização aconteceu, o novo dono não é nacional, e as taxas aeroportuárias não têm parado de subir, como se temia. As explicações são formidáveis pois refere que com o aumento do tráfego e dos passageiros houve uma descida do “contributo do retalho do lado ar”, que é necessário compensar, e que o aumento previsto para os próximos tempos implica um maior investimento.

O interesse nacional pouco interessa ao investidor estrangeiro, que por sinal até está sediado noutras paragens, que beneficiam ainda mais com uma das nossas maiores indústrias, que convenhamos é o turismo.


Os nossos “sábios governantes” alienaram uma empresa que prestava um serviço público essencial, que dava “gordos proventos” à tesouraria pública a troco de uma soma que já foi gasta sabe-se lá em quê, e agora temos o tráfego aéreo nas mãos de interesses estrangeiros, e alegremente ainda fazem a apologia do benefício das privatizações...  


quinta-feira, novembro 13, 2014

MENTIRAS E PRIVATIZAÇÕES



Muitos políticos nacionais têm querido mascarar a sua incompetência governativa, dizendo que os privados gerem melhor as empresas do que o Estado. É uma grande mentira e os últimos tempos têm-se encarregado de o demonstrar cabalmente.

Outra afirmação enganadora é de que o Estado, em alguns casos como o da TAP, está impedido pelas determinações comunitárias, de injectar capital. É uma singularidade portuguesa, porque todos sabemos que outros países comunitários contornam essas determinações em diversos sectores.

Quando se invocam os processos burocráticos existentes na esfera pública, para recrutar e para gerir eficientemente as empresas públicas, estamos a realçar as ineficiências do Estado, que são da responsabilidade dos políticos que temos, que pelos vistos não querem ou não sabem fazer melhor.

A maior mentira, também relacionada com as privatizações, é a de que o Estado tem uma dimensão demasiado grande, e que o seu peso seria diminuído com as privatizações. A realidade tem sido muito dura e desmente totalmente a afirmação, porque as despesas do Estado não descem com as privatizações, já as receitas que o Estado arrecadava nas empresas viáveis e lucrativas que foram entretanto privatizadas deixou de entrar, tendo agora que ser cobertas com um aumento brutal dos impostos.



quarta-feira, julho 30, 2014

O SEGREDO DAS PRIVATIZAÇÕES

As privatizações têm sido apresentadas como a solução ideal para todos os problemas das nossas sociedades modernas, contudo as reais intenções são outras bem diferentes, por isso nada melhor do que uma imagem para explicar o que é evidente...


domingo, dezembro 15, 2013

PRIVATIZAR SAI MUITO CARO



Durante muitos anos e diversos governos muitos políticos tentaram fazer-nos crer que a privatização das empresas públicas iria ser benéfica para economia e para os cidadãos, e a concorrência aparecia sempre na argumentação, ainda que o país não tivesse dimensão para a concorrência em muitos dos negócios a privatizar.

Como convém nestes casos, as privatizações recaíram sobre as empresas que davam lucro e proporcionavam receitas ao Estado, e o encaixa de capital foram sendo delapidados pelos governos que faziam as tais privatizações. A EDP, A GALP, a ANA, a REN, e outras mais, passaram para os privados, em certos casos para empresas estatais de outros países, e mesmo assim o país continuou a aumentar a sua dívida.

Os cidadãos em nada beneficiaram com as privatizações, nem pelos preços dos serviços prestados, que dispararam, nem pela concorrência pois os preços continuaram a estar demasiado concertados para que alguém acredite em concorrência.

Com tudo isto houve algo que os políticos e os economistas nunca nos disseram, que é o facto de que sem as receitas que estas empresas, que foram privatizadas, o Estado para se financiar teve de subir impostos para cobrir a falta das mesmas. Ficámos a saber quem lucrou ficando com negócios rentáveis e quase monopolistas, e também é fácil deduzir a quem saiu a fava e terá que pagar o pato.


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terça-feira, abril 17, 2012

O CUSTO DAS PRIVATIZAÇÕES

Os sucessivos governos e os economistas que giram em torno do poder político e do económico, tem utilizado sempre a falácia de que a privatização de um qualquer serviço é a garantia de mais eficiência e da poupança de recursos, como se isso fosse uma verdade indesmentível e não questionável.

A verdade é que depois de muitas privatizações de serviços e alienação de outras tantas empresas que estavam na órbita do Estado, não se vislumbra onde está o ganho para o Estado e onde é que este poupa por não ter a seu cargo as empresas entretanto privatizadas, especialmente aquelas que continuam a ser monopólios naturais e outras que sempre deram lucro.

Outra falácia utilizada é a de que a concorrência nos tais serviços que se privatizaram, ou se abriram à iniciativa privada, faziam baixar os preços. Na realidade vemos acontecer o contrário, mas só porque o dizem os “experts” na matéria, lá se continua a “vender a mesma treta”.

Não se gosta de lembrar que o Estado perdeu as receitas de muitas empresas e sectores lucrativos e os entregou a privados que os receberam de braços abertos, nem se pode dizer abertamente que quando havia dúvidas sobre a rendibilidade de alguma privatização se criaram contratos de exploração ou concessões onde o lucro ficava garantido nas condições contratualizadas.

Depois de se venderem as últimas empresas e serviços que geravam lucros, o Estado fica apenas com encargos, que serão pagos como sempre com os impostos dos portugueses que a eles não podem fugir, e esses são sempre os mesmos.


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By Kipper

FOTOGRAFIA
By Palaciano

terça-feira, janeiro 26, 2010

RAPIDINHAS

A falsidade da pandemia – Ainda há bem poucas semanas começou a vir a lume uma série de notícias que nos levam a pensar que o alarme inicial e as medidas preconizadas por alguns especialistas, ou eram exagerados ou talvez mesmo um grande logro que encheu alguns bolsos. Esta impressão que já grassava na opinião pública, é agora também uma opinião defendida por Wolfand Wodarg, um responsável pelo sector da saúde do Concelho da Europa.

O Orçamento da direita – Eu não tinha dúvidas nenhumas, mas havia quem as tivesse. Com as negociações entre PS e CDS e PS com o PSD do orçamento que ninguém verdadeiramente conhece, ficou a confirmação absoluta de que só os partidos da direita apoiam as políticas que o governo pretende aplicar. Privatizações, diminuição de funcionários públicos, congelamento dos seus salários são algumas das ideias conhecidas que dizem tudo sobre a política “socialista” apoiada pela “abstenção” do CDS e do PSD.



FOTOGRAFIA
"тройка"

Romashki

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Valerio Kurtu

Marian Avramescu