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sexta-feira, novembro 16, 2018

ESTRANHO PAÍS ESTE

Portugal está a transformar-se num país muito estranho e difícil de entender, onde o voluntarismo e o conservadorismo se misturam dum modo muito estranho.

A tolerância de género, credo ou origem étnica têm expressão nas leis da República, bem como o bem-estar das pessoas e dos animais, mas depois as coisas começam a complicar-se, e parece que as leis têm demasiadas nuances.

Os gatos e os cães, sobretudo estes, estão devidamente protegidos pela lei e bem, mas os touros podem ser magoados nas touradas, e isso é difícil de entender.

Falo hoje de touradas porque é um assunto que está na ordem do dia, pela exigência que muitos fazem para a descida do IVA para 6%, apoiados até em sondagens encomendadas.

Quanto a esta problemática da taxa do IVA, não tenho dinheiro para encomendar nenhuma sondagem, mas aposto que se fossem colocadas várias opções de escolha, incluindo por exemplo a electricidade, o gás, as touradas e o golf, e que se desse a liberdade de os sondados poderem escalonar por prioridades quais os itens que desejavam ver com um IVA de 6%, a electricidade e o gás ficariam nos dois primeiros lugares.  

Infelizmente neste país em que os senhores políticos vivem num mundo à parte, vamos ter o golfe e as touradas com um IVA reduzido, de 6%, e continuaremos a ter a electricidade, o gás, e o cinema com um IVA superior.


Existirá alguma lógica para isto, senhores deputados?


Bartoon, Público 16/11/2018

sábado, agosto 05, 2017

NÃO BRINQUEM COM AS REFORMAS



Partidos, governo, e sindicatos parecem entretidos com jogos florais no que respeita à aposentação, ora aumentando a idade da reforma, ora dizendo que se facilita a reforma a quem tem 48 anos de descontos ou a quem apresente descontos antes dos 15 anos de idade.

Todos sabem que as carreiras contributivas começaram a diminuir, em termos de anos de descontos, já na década passada, porque aumentou a escolaridade obrigatória, e também porque a precariedade e o desemprego a isso conduziram.

Muitos parecem desconhecer a realidade, mas foram muitos a quem foi prometido que ao fim de 36 anos de descontos teriam direito à reforma por inteiro, e a outros que 40 anos de descontos também davam o mesmo direito.

Hoje temos governos, partidos e sindicatos numa discussão inútil, sobre particularidades da carreira contributiva, mas ninguém parece disposto a obrigar o governo a cumprir o que é mais básico, que é honrar os compromissos assumidos no princípio das carreiras contributivas, que se resumia ao número de anos de descontos exigido.

Uns acham que alguns lutam por eles, mas na verdade não vejo nenhum partido a defender claramente as reformas por inteiro aos 60 anos de idade (ou mais) com 40 anos de descontos.
Será que se espera que as gerações actuais vão ter carreiras contributivas de mais de 40 anos?



sábado, outubro 15, 2016

VAI SER UM FOGUETÓRIO


Os funcionários públicos estão radiantes, porque já vão para o 8º ano sem qualquer aumento salarial, pelo contrário, e agora são contemplados com um aumento diário de 25 cêntimos de subsídio de alimentação, o que num mês de trabalho, sem férias, pode resultar na simpática quantia de 5 euros e 50 cêntimos, qualquer coisa como cinquenta e poucos euros anuais. Vai ser uma festa este aumento, que segundo diz o governo até é acima da inflação. Formidável

sábado, junho 13, 2015

A AUSTERIDADE À PORTUGUESA

Como os cofres estão cheios e os portugueses continuam a pagar impostos estupidamente altos, o governo continua a "alugar" uns carritos para os seus muitos assessores e chefes de gabinete, que como auferem salários de miséria, necessitam de ajuda para as deslocações para os ministérios.

Desta vez foram mais 34 as viaturas contratadas, que a somar às outras que já existiam, devem perfazer uma frota bem jeitosa, que o povinho vai pagando "alegremente".

Esta austeridade é cada vez mais hilariante...


quinta-feira, agosto 01, 2013

ALTO-COMISSÁRIO DA LÍNGUA?



Eu posso dizer que fiquei estupefacto com a notícia do convite feito por uma associação criada no Brasil, a da Casa Olímpica da Língua Portuguesa, que escolheu Miguel Relvas para o cargo de alto-comissário.

O currículo conhecido do ex-ministro é longo, mas mesmo assim não consigo vislumbrar credenciais que o habilitem para um cargo dessa natureza, contudo não sei se entretanto terá conseguido mais algumas equivalências numa qualquer universidade manhosa algures por esse mundo fora.

Quanto à defesa da língua, feita por este senhor deve ser uma coisa linda…


CARTOON

segunda-feira, maio 06, 2013

O COMEDIANTE E O SEU DRAMA

A política neste país consegue gerar uns grandes comediantes, que num dia aprovam medidas mais do que cretinas, para no dia seguinte vir um dos comediantes dizer que há coisas com as quais não concorda, apesar de continuar na companhia.

Paulo Portas até pode ter muito jogo de cintura, mas o seu tempo de diatribes acabou, e ficou na fotografia, na última comunicação ao país, com uma bola vermelha no nariz, que não passou despercebida a ninguém.


sexta-feira, outubro 19, 2012

ESTÁ TUDO DOIDO



Uma das notícias que circulava ontem pela imprensa era a de que José Castelo Branco, esse personagem esquisito, pretende candidatar-se à Câmara de Sintra.

Cada país ou cada região tem direito ao seu candidato Tiririca, e sinceramente nem me surpreende esta possibilidade de ver aparecer uma candidatura desta natureza. Creio que a política nacional merece isto, já que a falta de qualidade de muitos dos nossos políticos dá azo a bizarrias destas.

Convenhamos que o actual presidente da edilidade, Fernando Seara pouco ou nada fez em prol da autarquia, nem será de admirar que Castelo Branco até recolha alguns votos, e que ele e a tal Betty ainda venham a ser fotografados e filmados numa hilariante candidatura à presidência de um dos mais populosos concelhos do país.

Afinal a política nacional tem sido um Carnaval de candidatos mais ou menos travestidos, pelo menos de discurso e de promessas.


quinta-feira, março 29, 2012

SENSIBILIDADE SOCIAL

Este governo tem sido frequentemente acusado, e muito justamente, de absoluta falta de sensibilidade social, mas parece ignorar todos os comentários.

O exemplo das mudanças das leis laborais, onde só se vê mais trabalho por menos dinheiro, e facilitação dos despedimentos, para segundo o governo, se promover a criação de emprego, é um perfeito disparate, sem qualquer sustentação.

As políticas laborais deste governo assentam na mão-de-obra barata, apesar de todos os desmentidos, basta para isso citar uma frase do secretário de Estado do Emprego, onde afirma: “O Salário Mínimo Nacional em Portugal é particularmente baixo, nomeadamente quando comparado com outros países da União Europeia, mas é importante sublinhar a necessidade de assegurar a moderação salarial aqui em Portugal”.

Não há um só estudo que corrobore este tipo de afirmações, mas há estudos e análises que demonstram que um rendimento ao nível do SMN não garante uma vida digna a nenhum trabalhador, pois descontadas as despesas inerentes a transportes e outras relacionadas como vestuário, e a alimentação fora de casa, a parte do salário que resta fica abaixo do nível considerado do risco de pobreza ou mesmo de pobreza.

Para testar a sensibilidade social dos nossos governantes talvez fosse ocasião de os obrigar a viver com os “fabulosos” 485 euros até terminar o período de resgate. Gostava de ver a vidinha desses senhores só com o SMN…

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HUMOR NACIONAL

FOTOGRAFIA
By Palaciano

domingo, fevereiro 05, 2012

PALHAÇADAS CARNAVALESCAS

A decisão de Passos Coelho de não dar tolerância de ponto na 3ª feira de Carnaval, é apenas mais acção demagógica e sem sentido prático a que este 1º ministro nos vem habituando.

No passado também Cavaco Silva teve igual ideia, que veio a revelar-se um tremendo fracasso que apenas os deputados do PSD abrilhantaram com a sua inútil presença em S. Bento, como alguns se devem lembrar.

A medida aplica-se aos funcionários públicos e mesmo assim apenas a alguns, pois como se sabe as escolas estarão fechadas e boa parte das autarquias vão conceder tolerância de ponto aos seus funcionários, defendendo assim a economia da região.

Esta cegueira de Passos Coelho e seus apaniguados é simplesmente lamentável. A restauração e os outros sectores que giram em torno do turismo devem estar a pensar se afinal valeu a pena todo o apoio dado a este governo e todos os cortes para os trabalhadores que resultam da alteração ao código laboral.

Entre o deve e o haver desta brincadeira de mau gosto, Passos Coelho irá tirar ilações daqui a algum tempo, como o fez Cavaco Silva. O balanço não lhe vai ser favorável, nem a ele nem à economia nacional, mas duvido ele alguma vez o venha a reconhecer publicamente.

CARTOON