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terça-feira, agosto 29, 2017

A INVEJA TUGA



O caso da Autoeuropa com o trabalho ao sábado, sendo tratado como um dia normal de trabalho, fez com que as caixas de comentários das notícias se enchessem de imensas alarvidades, de quem não sendo atingido pela medida ataca quem se procura defender com os instrumentos que tem ao seu dispor.

Há pouco mais de uma vintena de anos a semana normal de trabalho era de segunda a sexta, e o sábado e domingo eram dias de descanso para a maioria dos portugueses, embora existissem alguns serviços de utilidade pública, que laboravam aos fins-de-semana e aos feriados. A vida decorria na completa normalidade e ninguém se queixava, e os patrões quando tinham que satisfazer encomendas superiores à produção normal, recorriam ao trabalho extraordinário durante o tempo necessário, e tudo se resolvia a contento.

Com o ultraliberalismo e as suas teorias economicistas, as relações laborais desequilibraram-se e diminuiu a protecção do factor trabalho, aumentando o poder do factor capital, tudo em benefício de maiores lucros com a diminuição dos custos, leia-se direitos laborais.

O sábado e o domingo não deviam nunca ser considerados como dias normais de trabalho, e quem quiser que os seus trabalhadores trabalhem nesses dias, deve ser obrigado a remunerar esse trabalho como extraordinário, é simples. Isto deve ser válido para o Estado e para os privados e em todos os sectores.

Nada paga os inconvenientes para a vida pessoal e familiar de quem está privado de poder folgar normalmente nos mesmos dias que a maioria, mas há que reconhecer que não é a mesma coisa trabalhar quando a família e amigos estão de folga, e ser obrigado a folgar muitas vezes em dias à escolha dos serviços.

Nota: Trabalho há mais de 40 anos aos sábados, domingos e feriados, e só me lembro de ter folgas normais durante seis meses.   


Este remédio era bom para muito invejoso 

Inveja

quinta-feira, março 30, 2017

FRASE DA SEMANA

"Não acho que o outro ganha demasiado, acho que eu é que ganho muito pouco!"


quinta-feira, fevereiro 02, 2017

FOMENTAR A INVEJA

Em Portugal tem sido muito frequente ver pessoas e certos interesses a fomentar a divisão dos portugueses, apelando aos sentimentos mais baixos como o da inveja. Não é difícil alimentar invejas especialmente quando a economia nos proporciona vidas menos desafogadas.

O processo mais fácil é o de empolar diferenças entre grupos de pessoas, dizendo que existem diferenças que podem ser consideradas discriminatórias, como se Portugal fosse um país onde todos temos os mesmos direitos e as mesmas obrigações. É também curioso que os instigadores destes sentimentos de inveja sejam claramente de direita e convictamente liberais, e não comunistas ferrenhos como seria de esperar.

A tentativa mais clara de divisão de cidadãos é obviamente entre funcionários públicos e funcionários do sector privado, e um dos seus instigadores é Miguel Sousa Tavares, saberá ele por que motivos, mas não está sozinho porque a política e o oportunismo dão sempre uma ajuda.


Quando alguém comentou que para um funcionário usufruir da ADSE tem que descontar 3,5% do vencimento bruto e que para se aposentar tem que ter 66 anos e 3 meses e uma carreira contributiva de 40 anos, a menos que queira sofrer as penalizações legais (iguais para todos), as respostas foram uma demonstração de ignorância a toda a prova.

Também gostava de registar que dois dos que demonstraram não saber do que falavam, nem suspeitando que estavam a ser instrumentalizados, eram num caso um bancário e noutro um antigo funcionário da PT, ambos com bastantes anos de serviço, que se esqueceram dos benefícios que as suas entidades empregadoras também tinham regimes diferentes, até que os fundos de pensões foram absorvidos pelo Estado e passaram a ficar dependentes da Segurança Social.


Eu ganho menos que o meu superior hierárquico, e não tenho direito a viatura e muito menos a motorista, mas em vez de o invejar, tenho que lutar por uma carreira melhor e mais valorizada, sabendo que em última instância terei que fazer greve, descontando esses dias no meu salário, ficando na lista negra das chefias, mas a vida é mesmo assim: quem se conforma acaba por ficar para trás, pois é!


sábado, julho 30, 2016

TEMPO DE FÉRIAS NO TRABALHO

Chegou o Verão, veio o calor e eu ainda a trabalhar: Não é justo, com tanto calor e com um tempo destes estar fechado a ver passar os, e as, veraneantes... sinto-me como um peixe fora de água... ou será que nem sou um peixe?

quinta-feira, março 10, 2016

O PODER E A BARAFUNDA CULTURAL



O caso da demissão do antigo presidente do CCB continua na ordem do dia, porque o autarca de Lisboa resolveu vir clarificar a sua posição, numa intervenção televisiva.


Resumindo o que já se conhecia e o que agora foi dito por Fernando Medina, temos que o plano até nem merece grande discordância nas medidas em si mesmas, e o que de facto estava em causa era o poder dado ao então presidente do CCB, que para alguns "não fazia sentido".




Uma coisa importante o autarca de Lisboa não explicou no seu comentário, e prende-se precisamente com o Plano Estratégico de Turismo da Região de Lisboa, que terá mais de 10 anos, e que previa algo similar, que afinal nunca foi para a frente, penso eu que por falta de cooperação estratégica dos parceiros, que nunca concretizaram nada em 10 anos, e que Medina e Summavielle não se atrevem a comandar, pelo que se percebe.


Quem conhece o funcionamento do Estado sabe bem que a cooperação entre diversos ministérios, autarquias e outras entidades é uma miragem, mas quem criou esta situação que poderia ter um desfecho similar ao de Sintra, tem agora a obrigação de mostrar que pode fazer melhor e de outra maneira, por isso cheguem-se à frente e deixem-se de retórica.



domingo, setembro 01, 2013

ASSÉDIO E PIROPOS

Valha-nos um santo qualquer. Então a senhora deputada do Bloco de Esquerda, Adriana Lopera, é contra os piropos, mesmo aqueles que nada têm de ordinários ou ofensivos. Não consigo entender o que é que um simples piropo tem que ver com a política, mas deve ser por causa da minha ignorância.

Sem defender os excessos, que nem considero piropos, discordo da senhora deputada, e asseguro-lhe que nunca lhe dirigirei nenhum piropo a partir de agora.

Palavra de Zé.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

ONDE PÁRAM OS CRÍTICOS

Nos últimos anos temos assistido a um ataque cerrado aos funcionários públicos, parecendo que tudo o que vai mal no País decorre da sua simples existência. Ninguém se questiona sobre a gestão desastrosa desses recursos humanos, talvez porque esta insidiosa campanha é orquestrada pela classe política, e essa é precisamente a classe dirigente da Função Pública.
Tem-se assistido ao esvaziamento das funções do Estado, o número de funcionários baixou, os salários sobem há vários anos abaixo da inflação real, contudo os gastos do Estado com despesas fixas aumenta muito acima dos aumentos salariais decretados para os funcionários públicos. Enquanto isso assistimos à degradação do sistema de ensino, aos encerramentos de unidades de Saúde, ao triste cenário que tem sido dado pela Justiça, cada vez mais morosa, e isto acontece ao mesmo tempo que pagamos mais por todos estes serviços. Porquê? Talvez seja altura de todos começarmos a encarar a realidade, porque estamos a assistir à destruição implacável dos serviços públicos, para os entregarmos à iniciativa privada, com a garantia de lucro para os concessionários.
Sei que este artigo não será do agrado de muitos que embarcaram na campanha contra o funcionalismo público, mas é precisamente a estes que deixo uma derradeira questão: será que acham que é mais um privilégio dos funcionários públicos passarem a descontar mais 1% dos seus salários, para usufruírem dum direito que devia ser extensível a todos os trabalhadores, que é o de terem acesso ao subsídio de desemprego? Se as intenções deste governo ainda não eram claras para muitos, agora com esta medida fica clara a intenção da destruição completa do emprego público.
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FOTOS - AVES

владимир диденко

Nadin

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BONECOS E CARICATURAS

Gustavo Duarte

Carlinhos Muller

terça-feira, outubro 02, 2007

OS HORÁRIOS DOS HIPERMERCADOS

Tem-se discutido nos últimos dias se os hipermercados deviam ser autorizados a abri aos domingos à tarde, o que não sendo um tema novo não deixa de ser interessante.
O modo como se apresenta a questão, por ser demasiado simplista e indutor de respostas óbvias, sempre me pareceu uma manobra ínvia para se obter um resultado favorável à pretensão dos donos dessas grandes superfícies. É perfeitamente natural que os proprietários dos hipermercados queiram obter maiores lucros, maximizando os seus recursos humanos, fazendo um apelo à comodidade dos potenciais clientes e ao egoísmo natural dos mesmos. Mas será que podemos ignorar tudo o resto?
A simples alteração dos horários dos hipermercados tem repercussões em diversas áreas como a economia, o emprego, a família, e até na gestão dos tempos livres e nas actividades de lazer.
Na economia e no emprego, é fácil de prever um maior sufoco no pequeno e médio comércio, com a consequente perca de postos de trabalho que não serão recuperados com o emprego prometido pelas grandes superfícies, já que o tipo de organização é muito diferente e menos personalizado.
Falo na família, porque quem trabalha nesses estabelecimentos são pessoas como todos nós, e se o trabalho ao domingo fosse também proposto aos potenciais clientes, duvido que as respostas fossem percentualmente tão elevadas, como as que nos fazem questão de mostrar. É que deve ser tão necessário ir às compras no domingo à tarde, como ir tratar de assuntos a uma repartição de finanças, tirar uma licença camarária, revalidar uma carta de condução, fazer uma consulta de rotina ou a revisão do automóvel.
A pretensão dos proprietários dos hipermercados insere-se numa estratégia bem montada para fidelizar a sua clientela, tornando-a cada vez mais dependente destes estabelecimentos, o que é compreensível do ponto de vista estritamente comercial, mas tem consequências óbvias noutras áreas que importa ter em linha de conta. Outras sociedades, bem produtivas e com melhor qualidade de vida e maior poder de compra do que nós, já chegaram à conclusão óbvia que o descanso e o bem estar das populações, particularmente das famílias, são mais benéficos em termos globais para o aumento de produtividade do que a desregulamentação dos horários de trabalho.
Fica uma pergunta incómoda para todos: importava-se de trabalhar aos sábados domingos, e possivelmente ter folgas desfasadas em relação aos outros membros do seu círculo familiar mais restrito?
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FOTOGRAFIA


Don't Worry Be Happy by KH-photography


New VS Old by BPhotographic

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CARTOON
e se... by Karmo