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terça-feira, abril 03, 2018

MUITA COISA VAI MAL NA CULTURA


Esta semana a Cultura parece estar nas bocas do mundo, infelizmente por maus motivos. O tema mais quente tem sido a atribuição dos subsídios às artes, que pelos vistos se revelou uma trapalhada que suscitou um grande descontentamento por parte de diversos grupos que se candidataram a esses apoios.

O que tem sido notório é que as companhias teatrais e outras organizações ligadas a outras artes performativas têm sido actuantes e reivindicativas, recolhendo apoios em diversos quadrantes políticos, da esquerda à direita e também na Presidência da República.

Na Cultura existe claramente suborçamentação, e isso reflecte-se no apoio às artes, mas também na área do Património e da Arqueologia.

A comunicação social dá mais relevo ao caso dos subsídios da DGArtes, pela reacção dos responsáveis dos grupos que se sentem injustiçados, e pelos apoios recolhidos, já no caso do Património e da Arqueologia os responsáveis estão (quase todos) mudos e resignados, como se de nada valesse reclamar condições para desempenhar as suas funções, não só de conservação mas também de serviço público com qualidade.

Acordem senhores directores de museus, palácios e monumentos, e também as equipas técnicas que trabalham nas áreas do património e da Arqueologia, porque quem cala consente!  



quinta-feira, março 17, 2016

QUE FUTURO PARA BELÉM?

Já todos percebemos que o que esteve em causa na recusa do plano do eixo cultural Belém/Ajuda foi o do protagonismo de António Lamas e da centralização do poder na sua pessoa. O plano em si mesmo era bom, mas todos queriam ter a sua dose de protagonismo, o que nunca deu certo em Sintra, nem pode dar certo aqui em Lisboa.

O que se teme é que tudo fique exactamente na mesma, porque “os párocos das diversas capelinhas” nunca se hão-de entender num projecto de gestão integrada.

O ministério da Cultura e a DGPC têm grandes problemas, começando pela falta de dinheiro e duma estrutura pesadíssima, em que as decisões chegam sempre tarde, quando chegam, e dependem sempre da política do governo e do todo-poderoso ministério das Finanças. As verbas recolhidas na zona de Belém são indispensáveis ao funcionamento da DGPC e dos museus e monumentos que estão sob a sua alçada, e este ano tem também em mãos o caso do falido Museu do Côa, que passou por uma experiência como fundação, que correu obviamente muito mal.

A Câmara de Lisboa tem outra estrutura pesada e muitos outros museus e equipamentos culturais, dependentes da EGEAC, que também não primam pela eficácia na captação de públicos e de receitas.

O novo responsável pelo CCB, Elísio Summavielle, também manifestou vontade de se manter afastado da responsabilidade resultante dum envolvimento nesta matéria, centrando-se no que está directamente a seu cargo.  


João Soares promete novidades nesta matéria num futuro próximo, mas dificilmente conseguirá “tirar coelhos da cartola”.

Belém 1940

quinta-feira, março 10, 2016

O PODER E A BARAFUNDA CULTURAL



O caso da demissão do antigo presidente do CCB continua na ordem do dia, porque o autarca de Lisboa resolveu vir clarificar a sua posição, numa intervenção televisiva.


Resumindo o que já se conhecia e o que agora foi dito por Fernando Medina, temos que o plano até nem merece grande discordância nas medidas em si mesmas, e o que de facto estava em causa era o poder dado ao então presidente do CCB, que para alguns "não fazia sentido".




Uma coisa importante o autarca de Lisboa não explicou no seu comentário, e prende-se precisamente com o Plano Estratégico de Turismo da Região de Lisboa, que terá mais de 10 anos, e que previa algo similar, que afinal nunca foi para a frente, penso eu que por falta de cooperação estratégica dos parceiros, que nunca concretizaram nada em 10 anos, e que Medina e Summavielle não se atrevem a comandar, pelo que se percebe.


Quem conhece o funcionamento do Estado sabe bem que a cooperação entre diversos ministérios, autarquias e outras entidades é uma miragem, mas quem criou esta situação que poderia ter um desfecho similar ao de Sintra, tem agora a obrigação de mostrar que pode fazer melhor e de outra maneira, por isso cheguem-se à frente e deixem-se de retórica.



quinta-feira, agosto 23, 2007

REGULADOR PREVISÍVEL

A notícia até nem merece realce nos jornais ou na comunicação social em geral, mas a “ERC iliba Sócrates de pressionar media”.
Ninguém terá ficado admirado com a decisão, que era perfeitamente previsível, e o destaque fica apenas para uma opinião do conselheiro Gonçalves da Silva que não foi no mesmo sentido da decisão tomada.
Conclui-se então que, José Sócrates não exerceu pressão junto de alguns órgãos de comunicação social, nem teve intenção de impedir qualquer investigação ou divulgação da mesma, sobre o caso relativo ao seu percurso académico.
A voz discordante da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), fica registada. Haverá sempre alguém que se atreverá a pronunciar-se contra, mesmo que em minoria. Em Portugal sempre que alguém não obedece ao politicamente correcto, é notícia com interesse.

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FOTOGRAFIA - CONTRASTES
amaranth by =Princess-of-Shadows

An incovenient truth... by ~Wa-chan

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CARTOON
Michael Ramirez

Mike Thompson