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domingo, setembro 18, 2016

E O ANÚNCIO CHEGOU

Através do Expresso de ontem, 17/9/2016, os portugueses ficaram a conhecer as intenções da Direcção Geral do Património Cultural, da Câmara de Lisboa e do Turismo de Lisboa, de concluir o Palácio da Ajuda até ao final de 2018.

Segundo a notícia a DGPC vai contribuir com 4 milhões de euros, do seguro das jóias furtadas na Holanda, e os restantes 11 milhões serão da responsabilidade da CML e da ATL, e o protocolo (que não foi revelado) terá a duração de vinte anos, e incluirá também um novo museu, onde ficarão em exposição permanente as joias da coroa portuguesa.


A notícia é em princípio boa, mas fica por saber-se o teor do protocolo celebrado entre as três entidades, pois aí é que as coisas ainda não estão claras, e depois dos problemas do eixo Belé/Ajuda, estamos todos à espera das novas abordagens prometidas, tanto pelo senhor ministro da Cultura como pelo senhor presidente da câmara.

Palácio Nacional da Ajuda - projecto (Foto do Expresso 17/9/2016)

quinta-feira, março 10, 2016

O PODER E A BARAFUNDA CULTURAL



O caso da demissão do antigo presidente do CCB continua na ordem do dia, porque o autarca de Lisboa resolveu vir clarificar a sua posição, numa intervenção televisiva.


Resumindo o que já se conhecia e o que agora foi dito por Fernando Medina, temos que o plano até nem merece grande discordância nas medidas em si mesmas, e o que de facto estava em causa era o poder dado ao então presidente do CCB, que para alguns "não fazia sentido".




Uma coisa importante o autarca de Lisboa não explicou no seu comentário, e prende-se precisamente com o Plano Estratégico de Turismo da Região de Lisboa, que terá mais de 10 anos, e que previa algo similar, que afinal nunca foi para a frente, penso eu que por falta de cooperação estratégica dos parceiros, que nunca concretizaram nada em 10 anos, e que Medina e Summavielle não se atrevem a comandar, pelo que se percebe.


Quem conhece o funcionamento do Estado sabe bem que a cooperação entre diversos ministérios, autarquias e outras entidades é uma miragem, mas quem criou esta situação que poderia ter um desfecho similar ao de Sintra, tem agora a obrigação de mostrar que pode fazer melhor e de outra maneira, por isso cheguem-se à frente e deixem-se de retórica.