quarta-feira, dezembro 19, 2018
O LOGRO DAS MÉDIAS
quinta-feira, fevereiro 02, 2017
FOMENTAR A INVEJA
terça-feira, março 08, 2016
CITAÇÃO - HUMOR ESTATÍSTICO
segunda-feira, julho 07, 2014
BRINCANDO COM PINTURAS
quarta-feira, maio 19, 2010
A IGNORÂNCIA É FATAL
A economia é difícil de entender por parte do cidadão comum, mas há quem utilize palavras de especialistas na matéria com alguma habilidade de modo a distorcer o seu sentido com objectivos que desconhecemos.
O Nobel da Economia, Paul Krugman, afirmou no seu blogue que «com uma moeda única, um ajustamento a choques requer ajustes nos salários. E como os países periféricos da Europa passaram de um crescimento a uma recessão, o seu ajustamento tem de ser feito em baixa».
Mas o mesmo laureado acrescentou também «Os salários na Grécia, Espanha, Portugal, Lituânia, Estónia, etc., precisam de baixar qualquer coisa como entre 20 por cento a 30 por cento relativamente aos ordenados na Alemanha».
O título resultante foi «Salários em Portugal têm de baixar 30%», o que não é verdadeiro, e passou em claro a comparação com a Alemanha, o que altera completamente o sentido das afirmações do Nobel da Economia.
terça-feira, agosto 19, 2008
ESTES PUBLICITÁRIOS…
Nas sociedades actuais todos aceitamos a existência da publicidade, e muitos são os que, por via da dita, “embarcam” na compra de artigos desnecessários ou mesmo de má qualidade. Claro que admiro a criatividade de alguns publicitários, e até o bom gosto e o humor de algumas campanhas ou anúncios, mas infelizmente há também a má publicidade, e até a enganosa.
Quem é que já não adquiriu produtos que não correspondem às expectativas, simplesmente por causa da publicidade feita em seu redor? Penso que não há ninguém que não tenha sido iludido, pelo menos uma meia dúzia de vezes.
Na política espectáculo, a que estamos sujeitos quase todos os dias, também impera a publicidade, basta reparar nos números com que nos acenam, e comparar com a realidade que nos rodeia. Baixou o número de desempregados, dizem-nos, mas quando passamos à frente dos centros de emprego vemos grandes bichas, e conhecemos todos alguns desempregados. Diz-se que se pretende diminuir o trabalho precário e os falsos recibos verdes, mas eles aumentam. José Sócrates diz que se criaram 133 mil novos postos de trabalho desde o início da legislatura, mas não diz quantos se perderam, embora critique os outros porque «nenhum dado os deixa satisfeitos».
Lamento que o 1º ministro de Portugal se sinta satisfeito, quando temos tantos desempregados, tanto emprego precário e tanta gente a viver com o rendimento social, indicando que estão praticamente afastados do mercado laboral.
A publicidade é uma faca de dois gumes. Nós podemos ser iludidos alguma vez, mas a qualidade (ou falta dela) do produto acaba por vir à tona, tirando as dúvidas até aos mais crédulos.










