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quarta-feira, dezembro 19, 2018

O LOGRO DAS MÉDIAS


O nosso ministro das Finanças, um especialista em números segundo se diz, é também um especialista em enganar os portugueses, ao recorrer a médias para tirar conclusões para o universo de trabalhadores da função pública, no que toca a aumentos salariais.


Centeno veio afirmar que o Orçamento de Estado prevê para a administração pública “um aumento do salário médio superior a 3%” o que se traduz num aumento médio de 68 euros para cada funcionário. Para culminar o desplante ainda disse que era o “maior incremento salarial da última década”.


Quando alguém nos quer fazer crer que em 2018 e 2019, e note-se que já não falo num ano mas em dois, os funcionários públicos tiveram aumentos salariais de 68 euros por cabeça, só se pode concluir que estamos perante um perito em manipulação de números.



quinta-feira, fevereiro 02, 2017

FOMENTAR A INVEJA

Em Portugal tem sido muito frequente ver pessoas e certos interesses a fomentar a divisão dos portugueses, apelando aos sentimentos mais baixos como o da inveja. Não é difícil alimentar invejas especialmente quando a economia nos proporciona vidas menos desafogadas.

O processo mais fácil é o de empolar diferenças entre grupos de pessoas, dizendo que existem diferenças que podem ser consideradas discriminatórias, como se Portugal fosse um país onde todos temos os mesmos direitos e as mesmas obrigações. É também curioso que os instigadores destes sentimentos de inveja sejam claramente de direita e convictamente liberais, e não comunistas ferrenhos como seria de esperar.

A tentativa mais clara de divisão de cidadãos é obviamente entre funcionários públicos e funcionários do sector privado, e um dos seus instigadores é Miguel Sousa Tavares, saberá ele por que motivos, mas não está sozinho porque a política e o oportunismo dão sempre uma ajuda.


Quando alguém comentou que para um funcionário usufruir da ADSE tem que descontar 3,5% do vencimento bruto e que para se aposentar tem que ter 66 anos e 3 meses e uma carreira contributiva de 40 anos, a menos que queira sofrer as penalizações legais (iguais para todos), as respostas foram uma demonstração de ignorância a toda a prova.

Também gostava de registar que dois dos que demonstraram não saber do que falavam, nem suspeitando que estavam a ser instrumentalizados, eram num caso um bancário e noutro um antigo funcionário da PT, ambos com bastantes anos de serviço, que se esqueceram dos benefícios que as suas entidades empregadoras também tinham regimes diferentes, até que os fundos de pensões foram absorvidos pelo Estado e passaram a ficar dependentes da Segurança Social.


Eu ganho menos que o meu superior hierárquico, e não tenho direito a viatura e muito menos a motorista, mas em vez de o invejar, tenho que lutar por uma carreira melhor e mais valorizada, sabendo que em última instância terei que fazer greve, descontando esses dias no meu salário, ficando na lista negra das chefias, mas a vida é mesmo assim: quem se conforma acaba por ficar para trás, pois é!


terça-feira, março 08, 2016

CITAÇÃO - HUMOR ESTATÍSTICO



“Na Europa, cada manifestação “do orgulho gay” contou, em média, com 100.000 pessoas. Cada manifestação Contra a Corrupção teve, em média, cerca de 2.500 pessoas. Estatisticamente, fica provado que há mais gente a lutar pelo direito de levar no rabo, do que lutar para não ser enrabado.”

Miguel Esteves Cardoso



segunda-feira, julho 07, 2014

BRINCANDO COM PINTURAS

A escolha de hoje vai para duas imagens manipuladas, de dois autorretratos de Albrecht Dürer, um artista alemão dos séculos XV e XVI que se notabilizou em diversas áreas artísticas.



quarta-feira, maio 19, 2010

A IGNORÂNCIA É FATAL

A economia é difícil de entender por parte do cidadão comum, mas há quem utilize palavras de especialistas na matéria com alguma habilidade de modo a distorcer o seu sentido com objectivos que desconhecemos.

O Nobel da Economia, Paul Krugman, afirmou no seu blogue que «com uma moeda única, um ajustamento a choques requer ajustes nos salários. E como os países periféricos da Europa passaram de um crescimento a uma recessão, o seu ajustamento tem de ser feito em baixa».

Mas o mesmo laureado acrescentou também «Os salários na Grécia, Espanha, Portugal, Lituânia, Estónia, etc., precisam de baixar qualquer coisa como entre 20 por cento a 30 por cento relativamente aos ordenados na Alemanha».

O título resultante foi «Salários em Portugal têm de baixar 30%», o que não é verdadeiro, e passou em claro a comparação com a Alemanha, o que altera completamente o sentido das afirmações do Nobel da Economia.

Aceitando com rigor o que defendeu Krugman, teríamos que cortar alguns salários, mas só daqueles que se aproximam ou superam os praticados na Alemanha, e esses nas sabemos bem quais são.

FOTOGRAFIA
Marina Cano


CARTOON
Uma águia míope
950

terça-feira, agosto 19, 2008

ESTES PUBLICITÁRIOS…

Nas sociedades actuais todos aceitamos a existência da publicidade, e muitos são os que, por via da dita, “embarcam” na compra de artigos desnecessários ou mesmo de má qualidade. Claro que admiro a criatividade de alguns publicitários, e até o bom gosto e o humor de algumas campanhas ou anúncios, mas infelizmente há também a má publicidade, e até a enganosa.

Quem é que já não adquiriu produtos que não correspondem às expectativas, simplesmente por causa da publicidade feita em seu redor? Penso que não há ninguém que não tenha sido iludido, pelo menos uma meia dúzia de vezes.

Na política espectáculo, a que estamos sujeitos quase todos os dias, também impera a publicidade, basta reparar nos números com que nos acenam, e comparar com a realidade que nos rodeia. Baixou o número de desempregados, dizem-nos, mas quando passamos à frente dos centros de emprego vemos grandes bichas, e conhecemos todos alguns desempregados. Diz-se que se pretende diminuir o trabalho precário e os falsos recibos verdes, mas eles aumentam. José Sócrates diz que se criaram 133 mil novos postos de trabalho desde o início da legislatura, mas não diz quantos se perderam, embora critique os outros porque «nenhum dado os deixa satisfeitos».

Lamento que o 1º ministro de Portugal se sinta satisfeito, quando temos tantos desempregados, tanto emprego precário e tanta gente a viver com o rendimento social, indicando que estão praticamente afastados do mercado laboral.

A publicidade é uma faca de dois gumes. Nós podemos ser iludidos alguma vez, mas a qualidade (ou falta dela) do produto acaba por vir à tona, tirando as dúvidas até aos mais crédulos.



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FOTOGRAFIA MANIPULADA
Different-Good by ANewCreation

Pretty in Pink by PerceptionInPrint

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CARTOON
Patrick Chappatte

Patrick Chappatte