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terça-feira, dezembro 26, 2017

EMPREGOS DE QUALIDADE



Ouvir António Costa dizer que a prioridade do Governo para 2018 é o emprego e a qualidade do mesmo, suscita o natural apoio de todos os que vivem dos rendimentos do trabalho.

Em Portugal temos tido uma percentagem de desemprego bastante elevada, sobretudo entre os jovens, e muito emprego é precário, mal pago, e muitas vezes sem a dignidade a que todos deviam ter direito.

Na função pública, e apesar dos críticos (muitas vezes desconhecedores), existem muitos funcionários que em 2018 não vão ver os seus salários aumentados, e que continuarão a receber menos do recebiam no já longínquo ano de 2009.

Para os cépticos, porque existem, deixo apenas um exemplo, o dos Assistentes Técnicos dos museus, palácios e monumentos, a desempenhar funções de vigilância, lojas ou bilheteiras, que em bastantes serviços consultados, e onde trabalham cerca de 100 trabalhadores, apenas se conhece uma pessoa que vai conseguir atingir os 10 pontos que lhe vão permitir subir de escalão, e por mero acaso, não está a desempenhar nenhuma destas funções, como era suposto.

A qualidade do emprego não se consegue sem um mínimo de justiça, e sobretudo desvalorizando funções e categorias em detrimento de outras, por acaso as que têm salários superiores.    


Diferentes mas complementares

terça-feira, junho 24, 2014

O QUE MAIS NOS INDIGNA

O sector bancário foi o responsável pela actual crise que atingiu quase todo o mundo ocidental, mas o ónus dos desvarios dos senhores da alta finança recaiu completamente sobre os restantes cidadãos, tendo os gestores e accionistas recebido milhões que corresponderam a aumentos de impostos, despedimentos e perdas de direitos laborais e sociais.

O cartoon mais abaixo refere-se a um dos responsáveis pela falência do Lehman Brothers, mas bem podia tratar-se de um responsável dos muitos bancos nacionais, que também são responsáveis por muito do que está a pesar sobre todos nós.

O cerne da questão é mesmo a falta de Justiça e a constatação de que o poder político é apenas uma extensão do poder económico, cá dentro e lá fora.