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quarta-feira, novembro 29, 2017

O PODER DAS RENOVÁVEIS



Depois do recuo do PS na intenção de taxar as energias renováveis, ficam as explicações do governo, que variaram ao longo do tempo, e as razões dos produtores, que até são interessantes.

Segundo os responsáveis da Associação de Energias Renováveis (Apren), “nós (eles) não recebemos rendas, o Estado não nos paga nada”. Ora na realidade o Estado somos nós, e somos nós que pagamos a energia e o défice tarifário, pelo que nessa matéria estamos falados.

As declarações da direcção da Apren continuam e às tantas dizem “o que nós temos é uma tarifa garantida… Se o equipamento avariar não recebo nada.” É curioso que não tenha mencionado o preço de custo de produção da energia eólica e a tarifa garantida, que é muito elucidativa da garantia de lucro chorudo, e quando fala na avaria cai no absoluto ridículo.

O Governo quebrou o contrato com os funcionários públicos, quanto à aposentação, quanto às promoções e até quanto às remunerações, e nunca falou na hipótese de processos judiciais, como fez agora com os produtores de energias renováveis, e isso deixa-nos muito que pensar.



quinta-feira, agosto 18, 2016

A POLÍTICA E O PODER DO DINHEIRO

A ida de políticos portugueses ao Congresso do MPLA não me surpreende, porque na generalidade, quase todos dizem que tem que existir pragmatismo nas relações externas. As políticas seguidas por Eduardo dos Santos, a situação dos cidadãos angolanos, a perpetuação no poder e a repressão sobre os opositores, não contam tanto como os negócios e o investimento, isto é evidente, ainda que difícil de entender quando se defendem princípios.

Os princípios são quase sempre ultrapassados pela realidade, e as viagens pagas pela Galp, e aceites por políticos, não tiveram as consequências que deviam ter tido, mas nem isso nos pode surpreender muito, porque os lugares da política têm servido muitas vezes para promoção pessoal e como trampolim para o campo dos negócios empresariais, onde a influência conta muito.

Outra medida que é estranha quando existe um governo com apoio das esquerdas, é a possibilidade de acesso indiscriminado às contas bancárias de todos os cidadãos nacionais, alegando-se os acordos internacionais, o que não é verdadeiro nesta extensão. Dizer que esta medida vai permitir evitar a fuga ao fisco, é caricato, pois sabemos que muitos suspeitos de má gestão dos bancos, que estão sob investigação há anos, continuam a fazer grandes vidas e a alegar não ter bens e rendimentos.


A política dos nossos dias, e os seus protagonistas, deixam muito a desejar, mas ainda podemos manifestar o nosso desagrado, quando é caso disso.

terça-feira, junho 07, 2016

MARQUES MENDES EM BICOS DOS PÉS

A oposição, e muito em especial o PSD, tem atravessado tempos muito maus, e o próprio Marcelo que os podia ajudar, não confia na liderança de Passos Coelho, que depois duma governação ao sabor das ordens de Merkel, passou a uma oposição a exigir apenas mais do mesmo, parecendo nada ter aprendido com o resultado das eleições.

O novo rei dos comentários televisivos, Marques Mendes, talvez antecipando a concorrência de Paulo Portas, decidiu mostrar a sua ambição política como candidato a chefe do PSD, fazendo já a sua campanha no seu espaço de opinião na televisão.

Depois de Passos Coelho acenar com a inconstitucionalidade no diploma das 35 horas, de que veio a desistir, agora é Marques Mendes que pega no mesmo tema, apostando também na divisão dos portugueses, entre público e privado, e entre funcionários com um vínculo ou com outro.


Depois de Marcelo, que levou anos a ganhar espaço para alcançar a cadeira que mais desejava, será que Marques Mendes decidiu seguir a mesma estratégia? Se foi, fez mal, porque repete o que diz Passos, porque demonstrou não ser original, nem sequer querer entrar no combate político pelas vias normais, mas sim usando a muleta do espaço de opinião, que sabe vir a perder em share logo que Paulo Portas entre em cena, vindo a ocupar o eterno segundo lugar, como acontecia antes.


quinta-feira, março 12, 2015

CEGUEIRA POLÍTICA



A demissão de Passos Coelho seria o desfecho lógico, mas só se ele fosse, de facto, alemão, e se estivéssemos na Alemanha. É evidente que o dito não é alemão, apesar das aparências, nem estamos na Alemanha.

Já sei que alguns podem dizer que um português consciencioso, sabendo que por ocupar um lugar de relevo como o de 1º ministro, também se sentiria obrigado a renunciar ao cargo por ter sido um mau exemplo para quem nele confiou.

Passos Coelho, pelo contrário, acha que depois das trapalhadas da Tecnoforma e da falta de pagamento durante anos das contribuições para a Segurança Social, “a autoridade do primeiro-ministro não é nem um bocadinho beliscada”, como se o cidadão Passos Coelho não fosse o mesmíssimo Passos Coelho 1º ministro.

A têmpera do cidadão, que por acaso até ocupa um lugar relevante no governo fica bem retratada na justificação usada para responder e justificar perguntas sobre o seu incumprimento nos pagamentos à Segurança Social: “Muitos trabalhadores tinham essa consciência e pagavam, e muitos outros não tinham”. 


segunda-feira, setembro 22, 2014

O PODER SEGUNDO MAQUIAVEL



Há uma dúvida se é melhor sermos amados do que temidos, ou vice-versa. Deve-se responder que gostaríamos de ter ambas as coisas, sendo amados e temidos; mas, como é difícil juntar as duas coisas, se tivermos que renunciar a uma delas, é muito mais seguro sermos temidos do que amados... pois dos homens, em geral, podemos dizer o seguinte: eles são ingratos, volúveis, simuladores, covardes e ambiciosos; eles furtam-se aos perigos e são ávidos de lucrar. Enquanto você lhes fizer o bem , são todos teus, oferecem-te seu próprio sangue, suas posses, suas vidas, seus filhos. Isso tudo até em momentos que você não tem necessidade. Mas, quando você precisar, eles viram-lhe as costas.



terça-feira, setembro 02, 2014

COISITAS QUE ME IRRITAM



Podia aproveitar para falar na porcaria de salário que recebo, dos impostos que pago, ou no balúrdio que pago pelos cuidados de saúde, mas existem coisas igualmente irritantes de que pouco se fala e que gostava de aqui partilhar.

Começaria por uma comunicação social cada vez mais dependente do poder económico, que cala muita coisa importante e que não faz um verdadeiro serviço público, antes agrada aos seus patrões.

Os sucessivos governantes, quer do governo central quer sejam do poder local, que enterraram em dívidas o país, as regiões e as autarquias, que nunca pagaram pelos seus (maus) actos de gestão, apesar de serem evidentes e de estarem agora a ser pagos pelos contribuintes.

Os banqueiros e gestores de grandes empresas, que acabaram por deixar monumentais dívidas ao Estado, aos fornecedores, e aos trabalhadores, e que continuaram por aí ostentando sinais óbvios de riqueza, depois de todas as tropelias e depois de deixarem muita gente nas ruas da amargura.

A Justiça que se diz ter muitas e boas leis, do mais avançado que há no mundo ocidental, mas que deixa “escapar” ladrões, burlões, agiotas e outras espécies de grandes facínoras, que contratam os grande gabinetes de advogados, responsáveis também por inúmeros pareceres para o Estado.

Podia continuar, mas não vos quero aborrecer muito no regresso de férias…


CARTOON

segunda-feira, julho 19, 2010

O PODER DO SUBSÍDIO

A Cultura é dos sectores menos bafejados pelos dinheiros do Orçamento de Estado, mas mesmo assim consegue unir e dividir os diversos protagonistas da acção cultural, que se entregam a criar, preservar e difundir a Cultura deste país.

Ainda há pouco tempo se viu a união das pessoas da Cultura contra os cortes anunciados a meio do ano que iriam afectar o sector, mas curiosamente logo que a ministra disse que estavam garantidos os subsídios já atribuídos, se viu que os que viram satisfeitos os seus projectos se esqueceram de que muitos outros viram minguados os meios para as suas actividades, esses sim cortados sem apelo nem agravo.

Infelizmente há muitos agentes culturais que se deixam instrumentalizar com a concessão de subsídios ou por serem integrados em comitivas ministeriais, mas que pouco produzem para usufruto dos seus concidadãos. É a cultura politiqueira, mais preocupada com o seu umbigo, devoradora do subsídio, transformada em alfinete de lapela do político, qualquer que seja, que detenha o poder no momento.

Lamento que muitos que trabalham em prol da Cultura, empenhando-se a fundo nas suas tarefas, sem estarem à procura de reconhecimentos e honras, sejam traídos por verdadeiros pajens do poder instituído.

Pode gostar de ler AQUI

PINTURA
By FrodoK

By FrodoK

CARTOON
Não olhes, bichana...

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

CUIDADO COM AS PALAVRAS


Há algum tempo atrás ficou-nos na memória a ameaça de um tal Coelho, então com grande influência no PS, que afirmava que quem se mete com o PS, leva, e isso causou algum mau estar no meio político pelo excesso de linguagem de quem tinha responsabilidades políticas.

O tempo passa mas os tiques pelos vistos não se alteram assim tanto, e agora temos outro político, também este do PS, que adora malhar nos adversários políticos.

Com políticos desta têmpera, começo a temer que a política esteja reservada a gladiadores, e que as coisas entre eles se resolvam à pancada. Esta imagem é naturalmente exagerada, mas o discurso é também ele impróprio de uma sociedade dita democrática, num Estado de direito que todos desejamos que Portugal seja.

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FOTOGRAFIA
Modern Kitchen by capsat

Bedroom by capsat
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CARTOON
Efeito Pinócrates por Henrique Monteiro

segunda-feira, outubro 06, 2008

O ESTADO EM PORTUGAL

O ESTADO DO RENASCIMENTO

“A análise dos governos, quer continentais quer ultramarinos, mostra claramente que, para o seu preenchimento, era dada preferência aos representantes da nobreza. Havia uma hierarquia de capitanias e governos-gerais, que permitia a graduação das nomeações e das transferências em função das categorias sociais e , também, da idade e da experiência. Certas capitanias estavam reservadas a determinadas famílias, com direito hereditário de transmissão: assim a de Ceuta, que pertencia aos Meneses e seus aparentados Noronhas, Tânger, na posse dos Meneses, ou Arzila, cujos detentores eram os Coutinhos. Com poucas excepções, cabiam aos filhos-segundos os comandos do Ultramar, visto que o primogénito de cada família tinha a função hereditária de gerir o senhorio respectivo no Continente do Reino.

Os lugares mais cobiçados e elevados eram, evidentemente, os de governador e vice-rei da Índia. Na sucessão deste cargo, ao longo dos reinados de D. Manuel I e D. João III, vêem-se surgir os apelidos de diversas famílias, com a preocupação de nunca o vincular ou demorar em qualquer delas: Almeidas, Albuquerques, Soares de Albergaria, Sequeiras, Meneses, Gamas, Sampaios, Cunhas, Noronhas, Sousas, Castros, Sás e Cabrais.”

Este texto da História de Portugal de A. H. de Oliveira Marques, com as devidas adaptações, podia caracterizar com fidelidade o Estado da actualidade, mas isto é apenas a minha humilde opinião.



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FOTOGRAFIA
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Ivan

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CARTOON NACIONAL
O domador de leões por Henrique Monteiro

Crise localizada por Henrique Monteiro