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quinta-feira, janeiro 07, 2016

O ESTADO DA CULTURA E DO PATRIMÓNIO



A Cultura tem sido menorizada ao longo dos últimos anos, não pelo facto de ser um ministério, também não apenas pela escassez de recursos financeiros, mas também pela incerteza do que acontecerá após cada remodelação, e têm sido imensas.

O relatório do Tribunal de Contas sobre a DGPC apresenta alguns factos curiosos que espelham bem o desnorte que está instalado, na área do Património.

Quando os objectivos políticos se centram na diminuição de despesas e de efectivos o resultado só pode ser mau, e isso tem-se constatado na prática. Podem ter existido algumas poupanças por via dos cortes, mas um aumento de 4% no número de visitantes, convenhamos que soa a pouco, até porque o turismo tem vindo a aumentar mais do que isso.

O estado dos museus e monumentos dependentes ou da responsabilidade da DGPC, tem vindo a degradar-se, e a falta de recursos humanos tem vindo a ser suprida com recurso a expedientes, como os programas ocupacionais do IEFP e outros tipos de contratação manhosos (para ser simpático), que até o TC reprova.

A flor no topo do bolo terá sido, para mim evidentemente, o facto de vários responsáveis por museus terem dito que “os trabalhadores não têm a formação adequada para o desempenho das actividades propostas”. Devo salientar que esta apreciação nada simpática por parte de pessoal dirigente, contrasta com o facto de quase metade desses dirigentes desconhecer os objectivos operacionais da instituição, e mais de dois terços não sabem os seus objectivos individuais, segundo o relatório do TC.

A nova directora-geral da DGPC, que deve estar prestes a tomar posse, terá muito trabalho à sua frente, e talvez pudesse começar por indicar aos dirigentes que não sabem quais são os seus objectivos pessoais, que bem podiam começar por dar formação aos seus funcionários, em vez de se desculparem com a sua falta de formação para se desculparem da falta de resultados e de objectivos pessoais. 



segunda-feira, outubro 06, 2008

O ESTADO EM PORTUGAL

O ESTADO DO RENASCIMENTO

“A análise dos governos, quer continentais quer ultramarinos, mostra claramente que, para o seu preenchimento, era dada preferência aos representantes da nobreza. Havia uma hierarquia de capitanias e governos-gerais, que permitia a graduação das nomeações e das transferências em função das categorias sociais e , também, da idade e da experiência. Certas capitanias estavam reservadas a determinadas famílias, com direito hereditário de transmissão: assim a de Ceuta, que pertencia aos Meneses e seus aparentados Noronhas, Tânger, na posse dos Meneses, ou Arzila, cujos detentores eram os Coutinhos. Com poucas excepções, cabiam aos filhos-segundos os comandos do Ultramar, visto que o primogénito de cada família tinha a função hereditária de gerir o senhorio respectivo no Continente do Reino.

Os lugares mais cobiçados e elevados eram, evidentemente, os de governador e vice-rei da Índia. Na sucessão deste cargo, ao longo dos reinados de D. Manuel I e D. João III, vêem-se surgir os apelidos de diversas famílias, com a preocupação de nunca o vincular ou demorar em qualquer delas: Almeidas, Albuquerques, Soares de Albergaria, Sequeiras, Meneses, Gamas, Sampaios, Cunhas, Noronhas, Sousas, Castros, Sás e Cabrais.”

Este texto da História de Portugal de A. H. de Oliveira Marques, com as devidas adaptações, podia caracterizar com fidelidade o Estado da actualidade, mas isto é apenas a minha humilde opinião.



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FOTOGRAFIA
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Ivan

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CARTOON NACIONAL
O domador de leões por Henrique Monteiro

Crise localizada por Henrique Monteiro