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terça-feira, fevereiro 12, 2019

QUEM QUER ACABAR COM O SNS?


Por vezes a tempestade perfeita abate-se sobre alguém ou alguma coisa e o resultado pode ser mesmo muito mau.

Tudo começou em anos passados em que a crise parecia justificar o fecho da torneira que foi asfixiando o sector da saúde, e que continuou depois com a justificação de que era necessário consolidar as finanças públicas.

Os problemas começaram a acumular-se, as listas de espera aumentaram mesmo com as varredelas conhecidas, os equipamentos começaram a ficar cansados e obsoletos, os profissionais de saúde começaram a debandar (sem substituição), e o descontentamento disparou.

A greve cirúrgica dos enfermeiros e o crowdfunding que tanta polémica está a levantar, são apenas dois sinais do que se está a desenhar há muito. Se não acreditam em teorias da conspiração, como sói dizer-se, reparem bem no ataque à ADSE e a outros subsistemas de saúde, que não visa só atacar estes subsistemas de saúde, mas sim fazer rebentar pelas costuras o SNS.

Alguém anda a lixar o SNS, e adivinhem quem irá lucrar com isso…


sexta-feira, fevereiro 08, 2019

O CROWDFUNDING

Podia falar da greve dos enfermeiros mas prefiro falar dos problemas que a Cultura enfrenta em Portugal. O maior problema que o sector enfrenta, pelo menos no que respeita ao Património, é o da falta de dinheiro.

Todos nos lembramos do caso do Museu Nacional de Arte Antiga cujo director decidiu bater com a porta, por falta de meios e de autonomia. Lembrar-se-ão alguns da angariação de fundos feita por amigos do museu (crowdfunding), para a compra do Sequeira.

A dificuldade em encontrar mecenas para a Cultura, e em angariar dinheiro para aquisições, ou melhoramentos nos museus, palácios e monumentos, parece contrastar enormemente com a capacidade da operação de angariação de verbas para pagamento dos dias de greve feita pelos enfermeiros dos nossos hospitais.

Pelos vistos querem-nos fazer crer que os portugueses estão mais motivados para pagar a quem faz greve às cirurgias (de que todos podem necessitar a qualquer momento), do que a preservar o nosso Património cultural. Eu sou crédulo, mas não tanto!...


segunda-feira, agosto 22, 2016

DIPLOMACIA OU JOGO DE ESPELHOS?

Houve um incidente que resultou numa vítima gravemente ferida, que levada ao hospital com sinais evidentes de agressão, foi devidamente tratada e colocada em coma induzido, por causa da sua condição crítica.

O facto é indiscutível e conhece-se o envolvimento de dois filhos de um diplomata iraquiano, que não hesitaram em usar a sua imunidade diplomática depois de detidos.

As versões dos amigos da vítima e dos filhos do diplomata divergem, restando apenas os factos.

O nosso governo através do ministro dos Negócios Estrangeiros vai mostrando a sua indignação inconsequente e usando do tacto diplomático, e a embaixada do Iraque vem a público, em árabe, apresentar uma versão em que os jovens iraquianos passam por vítimas que se “defendem”. Na realidade há um outro facto que, apesar de não estar oficialmente confirmado, mostra que a cooperação diplomática não passa duma farsa, que é onde estão os suspeitos da agressão ao jovem em coma? Estão em Portugal ou já foram para outro país?

Este assunto poderá dar origem a um processo judicial, que se prolongará no tempo, eventualmente haverá uma indemnização se o jovem resitir, mas tudo será esquecido dentro de dias ou semanas. A diplomacia continuará a debitar discursos redondos e, talvez, mas só talvez, o embaixador vá dentro de algum tempo mudar convenientemente de posto.


O que mais me indigna é o teor do comunicado da embaixada do Iraque, que em defesa dos seus cidadãos invoca o racismo, e nos quer fazer crer que dois jovens se defenderam de seis e apenas um dos seis sai gravemente ferido, ficando todos os outros incólumes. Não dá simplesmente para acreditar…  


terça-feira, maio 24, 2016

O QUE SE DIVULGA E O QUE SE ESCONDE

Os políticos nacionais, os comentadores da praça e a imprensa que ainda existe, teimam em "martelar" em certos temas, mas fazem tudo para que outros passem quase despercebidos ao público em geral.

O ênfase dado à diminuição do horário dos funcionários públicos, já só alguns por sinal, e aos cortes aos colégios privados em zonas onde a oferta pública existe, tem sido brutal. O impacto orçamental das 35 horas é baixo e afecta quase que só os enfermeiros, é claramente empolado. O corte nas ajudas aos colégios privados, respeitando a lei, permitem melhorar o ensino público, mas também é empolado, por causa de interesses corporativos.

Por abordar fica um problema muito maior, que é o da banca, onde a má gestão não será nunca castigada. Agora querem um banco mau para ficar com o lixo, e a banca privada não quer arcar com os custos. Porque não se fala deste problema, e se diz ao povo o que está em causa? Não é só a CGD que está em causa, mas sim toda a banca, portanto a clareza é necessária, e os cidadãos não podem vir a ser confrontados com factos consumados, como aconteceu há bem poucos meses...

«««CARTOON»»»


domingo, agosto 03, 2014

PORQUE NÃO ACREDITO



A novela do BES tem suscitado muitas opiniões, muitos palpites e surgiram também algumas soluções possíveis, mas eu continuo muito cético quanto a boas soluções.

Aquilo que nos foi apresentado como um problema dum grupo familiar e não do banco, depressa se mostrou um problema também do banco, enormemente agravado desde o conhecimento de problemas de liquidez do grupo.

O que me faz desacreditar nas diversas soluções já aventadas, são simples factos que estão bem à vista:

- Em 1º lugar o facto de se saber que depois de se conhecer parte dos problemas, o dinheiro do banco foi canalizado indevidamente e à pressa para garantias e investimentos mais do que ruinosos, feitos por uma gestão que estava de saídas. Como isto não desencadeou a prisão dos gestores, nem sequer depois de ser conhecido o enorme buraco das contas, eu desconfio.

-Em 2º lugar, suspeitando-se de gestão danosa por parte de accionistas ou de seus representantes dentro da estrutura do banco, em favor do grupo acionista maioritário, também não entendo que não tenham ainda sido confiscados ou postos sob vigilância os bens do dito grupo acionista, como garantia.

-Em 3º lugar temos a nova legislação por imposição comunitária, que responsabiliza em primeiro lugar os accionistas pelos problemas do banco, o que nos conduz directamente ao ponto 2, e que não se resolve com a solução preconizada por Marques Mendes, o arauto do governo, no dia de ontem.

O que já se tornou claro para todos nós, é que todo este novelo vai afectar as contas do país e os bolsos dos muitos portugueses que nunca viveram acima das suas possibilidades, bem ao contrário de banqueiros malabaristas, para não dizer outra coisa, e de uma classe de gestores e empresários que em volta deles sempre germinaram.