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segunda-feira, agosto 10, 2015

AGIOTAGEM ALEMÃ



Apesar de todos os protestos dos liberais europeus e dos economistas mais dogmáticos, a realidade acaba quase sempre por vir à tona, e por isso soube-se agora, por fonte insuspeita (Instituto Leibniz), que a «Alemanha ganhou mais de 100 mil milhões de euros com a crise grega».

Para os adeptos da ortodoxia económica alemã, trata-se apenas do justo lucro pela “ajuda” prestada a quem estava em dificuldades, mas na realidade isto ultrapassa em muito a “assistência” a um país da mesma zona monetária, e é claramente um acto (mais do que um até) de pura agiotagem.

Outra conclusão reveladora deste estudo diz que as poupanças alemãs com esta situação dos mercados nos últimos tempos, trouxeram poupanças à Alemanha que «excedem os custos da crise, mesmo se a Grécia não pagasse todas as suas dívidas».

O sofrimento dos povos dos países intervencionados, independentemente de outras considerações, foram muito benéficos para os países que prestaram a dita ajuda, especialmente para a Alemanha que foi quem mais lucrou com a instabilidade e fraqueza dos outros.



sábado, novembro 05, 2011

A TAL ZONA DE CONFORTO

Não venho falar do jovem que convidou a nossa juventude a sair do país e que falou da zona de conforto dos desempregados, porque esse não fará parte da história, mas sim de uns quantos banqueiros que frequentemente falam mal do Estado.

Também não vale a pena falar daquela fatia de 12 mil milhões de euros que faz parte da “ajuda” que a troika nos está a prestar e que, nós os contribuintes deste país, vamos pagar com os juros devidos e as despesas correspondentes.

O que é agora notícia é o desejo dos nossos banqueiros de quererem passar todo o malparado para o Estado. A criação de um bad bank, gerido e detido pelo Estado (nós), que ficaria com todos os créditos malparados da nossa banca, privados ou da esfera pública, aliviando assim os balanços dos bancos, que pelos vistos estão com a corda na garganta.

O que é mais trágico nesta comédia à portuguesa, é que a conta desta manobra recairá sempre sobre os pobres contribuintes, a quem continuarão a pedir mais e mais sacrifícios, para ter-mos uns bancos com contas saudáveis. Porreiro pá!

Imagem DAQUI

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By Palaciano

terça-feira, janeiro 04, 2011

O CHEIRO DA CRISE

Para onde quer que olhemos lá está aquele ar de crise estampado. Se vamos encher o depósito do automóvel, lá está o aumento de preços, se vamos ao supermercado lá nos atiram com a subida do IVA, se compramos a bilha do gás, lá está o preço em dobro, relativamente ao praticado em Espanha.

Ainda não chegámos ao final do mês, que cada vez parece estar mais longe do final do salário anterior. Aí temos um salário minguado que teremos que gerir para pagar o que é necessário, tudo com preços aumentados.

Será que esta crise e este aperto do cinto são iguais para todos? Parece-me bem que não, porque não dá para esquecer que estamos no país europeu com as maiores desigualdades. Registe-se como mero exemplo que, em 2010 as vendas da Porsche aumentaram 88%.

Pode gostar de ler ISTO

Conclusão deste texto: em 2011 todos os desempregados portugueses vão passar a circular nas estradas ao volante de um Porsche!



FOTOGRAFIA


CARTOON

sexta-feira, julho 02, 2010

A EUROPA DOS GRANDES

Para os que defendem sem restrições o chamado mercado livre, ou melhor sem restrições, fica aqui o caso exemplar do negócio da Vivo. Ficou provado que o dinheiro fala mais alto do que qualquer outro valor.

Todos ouvimos uns senhores empresários, banqueiros e gestores nacionais falando da necessidade de manter em Portugal os centros de decisão das grandes empresas nacionais. Ouvimos também por alturas das privatizações das grandes empresas nacionais, que por acaso davam lucros ao Estado, que tudo ia ser feito de modo a que as empresas continuassem a ser maioritariamente portuguesas garantindo assim os interesses nacionais.

Nesta semana viu-se que acenando com uma mão cheia de notas o nacionalismo dos grande accionistas desapareceu como que por um passe de magia.

Não fiquei surpreendido com a reacção dos grandes accionistas, dos quais esperava isto mesmo, fiquei surpreendido com o facto, esse sim altamente preocupante, de nenhum deles ter revelado se tinha concertado com a Portugal Telecom, onde se iria investir o valor a pagar pela Vivo, de modo a esta continuar a ser uma empresa com a mesma projecção e valor.

Não. Este senhores estavam concertados em embolsar o seu quinhão e em colocar a massaroca a bom recato num qualquer paraíso fiscal, pois reinvestir é o que nem sequer lhes passou pela cabeça. Desta vez, e por mero acaso estou do lado do governo de Sócrates, só que não sei se ele está disposto a enfrentar a União Europeia depois do dia 8, relembrando que os governos da Espanha, da França, da Alemanha e da Itália fazem o mesmo pelas suas empresas, ainda que mais discretamente, embora às claras, sem que o tribunal lhes peça contas.

No caso da condenação por parte da UE, há sempre a ameaça da verdadeira bomba atómica, que é a da nacionalização da PT. Porque não? Afinal contra os grandes só se resiste falando grosso!



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By Kaushik Chatterjee

By Kaushik Chatterjee


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segunda-feira, março 01, 2010

AS EXCEPÇÕES À CRISE

Sempre que a economia nacional é declarada em crise, o que tem acontecido com frequência, são anunciados cortes que por acaso atingem sempre os mesmos.

Eu sei que o que disse é muitas vezes chamado de discurso da esquerda radical, mas todos sabemos que é uma verdade inquestionável. Os alvos dos cortes são feitos nos salários, nas reformas, e claro está nos impostos indirectos que atingem todos por igual.

Porque somos todos iguais, quando o governo fala da convergência dos sistemas de pensões, temos uns quantos que são mais iguais do que a generalidade dos portugueses, que são aqueles senhores que têm as pensões vitalícias.

Podem dizer-me que as pensões vitalícias dos políticos acabaram, mas há quase 400 beneficiários e nos últimos tempos houve uma corrida a esta “benesse”, que continua com uma fórmula de cálculo que data de 1985. Note-se que a pensão vitalícia é cumulável com a reforma por aposentação e ainda com um salário no sector privado.

A crise quando ataca escolhe sempre os mesmos. Chamem-me o que quiserem mas eu tenho o direito de me indignar com esta situação.

Mais AQUI



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Viksy

TiNk@


CARICATURA
Farrell

Diogo Salles

sábado, janeiro 23, 2010

HIPOCRISIA E OPORTUNISMO

Numa altura de crise e muito desemprego não será muito popular lutar por aumentos salariais por mais justa que seja a reivindicação. É isto que se passa com o funcionalismo público deste país que nos últimos 10 anos perdeu poder de compra em 9 anos consecutivos.

Mas o que mais intriga qualquer ser pensante são as afirmações de representantes do patronato que vêm dizer que “não há condições para aumentos na função pública”. Um tal senhor, de seu nome António Mendonça, na qualidade de presidente da CIP, ao mesmo tempo que reclamava “estímulos” às actividades económicas, ou seja mais investimento público, defendia o congelamento de salários dos funcionários públicos.

Não conheço o senhor António Mendonça nem é necessário. Antes dele já existia um outro presidente da CIP, e tal como agora culpava os funcionários do Estado dos males da economia e das dificuldades do sector privado, pedia contenção nas despesas públicas, exigia menos contribuições para o erário público, menos descontos para a segurança social, mais subsídios estatais, mais empréstimos a juro irrisório, e mesmo assim todos vimos como o desemprego subiu mais do que nos nossos parceiros económicos. Das falências e das fraudes conhecidas no sistema bancário nem falo porque afinal são tudo “bons rapazes” afinal estamos a falar da iniciativa privada, não é?

Senhor António Mendonça, não meta a foice em seara alheia, ponha antes os olhos no seu quintal e veja se deixa de estar sempre dependente das ajudas do Estado, que nos últimos anos têm sido conseguidas à custa dos funcionários públicos e dos fundos da Segurança Social.



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CARTOON



sexta-feira, março 20, 2009

COITADOS DOS CANITOS

Vem aí mais um fim-de-semana e não queria deixar ficar no ar pensamentos negativos, porque disso estamos todos cheios.

Entre o material que fui recolhendo encontrei uns bonecos alusivos a uns bónus, de que destaco o do Goraz, que espero não seja ofensivo para os cães, que não seria essa a intenção, tenho a certeza.

A fotografia escolhida também estava aqui à mão, e não hesitei em publicá-la, porque a acho muito interessante.



Dave Granlund

Dana Summers

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FOTOGRAFIA
Bonnie