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segunda-feira, novembro 14, 2011

UMA EUROPA POUCO DEMOCRÁTICA

A crise económica que tem atravessado todo o mundo ocidental tem causado diversas mossas em diferentes países, sendo que há uma que é ainda mais preocupante do que a própria crise, que é a suspensão da própria Democracia.

Ninguém chora a queda de Papandreou ou de Berlusconi nos seus países, mas na realidade eles não foram “corridos” pelos eleitores mas sim pelos mercados. A sua substituição por tecnocratas não eleitos é preocupante, porque não resulta de nenhum processo democrático.

Mesmo em Portugal estamos a assistir a uma “suspensão” da Democracia com o caso dos cortes dos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e dos pensionistas, ao arrepio da Constituição, alegando-se um estado de emergência nacional, para “driblar” os preceitos constitucionais.

Esta Europa que se arroga de democrática, comporta-se de um modo muito pouco democrático, não só nestes casos específicos, mas também no modo como tem permitido que dois países decidam a seu bel-prazer os destinos dos restantes membros daquilo a que chamam União Europeia.

IMAGEM NOJENTA
Imagem tirada da Net

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sexta-feira, julho 02, 2010

A EUROPA DOS GRANDES

Para os que defendem sem restrições o chamado mercado livre, ou melhor sem restrições, fica aqui o caso exemplar do negócio da Vivo. Ficou provado que o dinheiro fala mais alto do que qualquer outro valor.

Todos ouvimos uns senhores empresários, banqueiros e gestores nacionais falando da necessidade de manter em Portugal os centros de decisão das grandes empresas nacionais. Ouvimos também por alturas das privatizações das grandes empresas nacionais, que por acaso davam lucros ao Estado, que tudo ia ser feito de modo a que as empresas continuassem a ser maioritariamente portuguesas garantindo assim os interesses nacionais.

Nesta semana viu-se que acenando com uma mão cheia de notas o nacionalismo dos grande accionistas desapareceu como que por um passe de magia.

Não fiquei surpreendido com a reacção dos grandes accionistas, dos quais esperava isto mesmo, fiquei surpreendido com o facto, esse sim altamente preocupante, de nenhum deles ter revelado se tinha concertado com a Portugal Telecom, onde se iria investir o valor a pagar pela Vivo, de modo a esta continuar a ser uma empresa com a mesma projecção e valor.

Não. Este senhores estavam concertados em embolsar o seu quinhão e em colocar a massaroca a bom recato num qualquer paraíso fiscal, pois reinvestir é o que nem sequer lhes passou pela cabeça. Desta vez, e por mero acaso estou do lado do governo de Sócrates, só que não sei se ele está disposto a enfrentar a União Europeia depois do dia 8, relembrando que os governos da Espanha, da França, da Alemanha e da Itália fazem o mesmo pelas suas empresas, ainda que mais discretamente, embora às claras, sem que o tribunal lhes peça contas.

No caso da condenação por parte da UE, há sempre a ameaça da verdadeira bomba atómica, que é a da nacionalização da PT. Porque não? Afinal contra os grandes só se resiste falando grosso!



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By Kaushik Chatterjee

By Kaushik Chatterjee


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domingo, outubro 25, 2009

LUCIDEZ OU COERÊNCIA?

É irritante e incompreensível ouvir o senhor governador do Banco de Portugal, sempre que vem falar de cenários económicos para os tempos mais próximos, abordar o tema da contenção salarial.

Os senhores economistas devem ter alguma fixação doentia relativamente aos salários, como se os outros factores de produção, como a energia, o custo dos transportes, a burocracia, os impostos e mesmo a situação geográfica ou o baixo poder de compra não tivessem também a sua importância na equação produtividade e competitividade.

Ao governador do BdP compete regular a economia do país na sua vertente macroeconómica, com preocupações e responsabilidades quanto às finanças públicas e ao endividamento público e privado relativamente ao fluxo de importações e exportações necessárias ao desenvolvimento e saúde económica.

Sempre ouvi o governador dizer que os preços não são da sua responsabilidade mas sim resultado do bom funcionamento dos mercados, o que não é da sua competência em absoluto. Gostava que o senhor Constâncio fosse coerente também no que respeita às políticas salariais, mostrando assim lucidez e coerência, factores que não demonstra em absoluto.



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chriskaula

guzin-guzin

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Henrique Monteiro